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Falta de quórum e dificuldade para melhor explicar sobre  os temas  propostos  ditaram o tom da sabatina realizada com presidentes de partidos políticos de Jundiaí, organizada no último dia 19 pelo Movimento Voto Consciente e realizada na Casa do Advogado, sede da OAB, no centro da cidade.  Apenas seis dos 25 presidentes de partidos do Município compareceram ao debate, cuja plateia foi bem menor que a registrada no dia anterior, na sabatina com candidatos a prefeito, também promovida pelo Voto. Do público presente, cerca de trinta pessoas, a quase totalidade era composta por candidatos a vereador e assessores de partidos e de postulantes a cargos na próxima legislatura.

Compareceram ao evento, portanto, Arthur Augusto (PT), Cléofas Barbosa (PSOL), Gilberto Valverde (PROS), José Osmil Krupp (PSD), Rafael Purgato (PCdoB) e Sidney Carvalho (PTC). Em pouco mais de uma hora os convidados foram convocados a responder a duas perguntas, previamente enviadas pelo Movimento, que tratavam do cumprimento do programa de metas do legislativo, lançado pelo Voto em 2011. Eles foram questionados também sobre as paradas técnicas das sessões da Câmara.

Dos seis participantes, apenas a metade conseguiu responder concretamente sobre os temas solicitados, obrigando as mediadoras da sabatina a pedir várias vezes  para que se concentrassem nos temas centrais da sabatina. Sobre as paradas técnicas registradas na Câmara, utilizadas às vezes por até duas horas nas sessões sem que a assistência fique sabendo ao certo o motivo, e que contribuem com o esvaziamento da assistência, falaram de forma enfática apenas alguns participantes.

Arthur Augusto, do PT, disse achar as suspensões do tempo necessárias para que grupos sociais possam fazer suas reivindicações em plenário.  “Mas penso que haja espaço para se discutir uma regulamentação que não ultrapasse os trinta minutos”, afirmou ele, cujo partido está lançando 14 candidatos a vereador este ano. Já Gilberto Valverde, do PROS, atribui a ausência de público também à transmissão online da sessão da Câmara. “Mas há que se ter bom senso em plenário”, disse o representante do partido.

O representante do PSD, Osmil Crupe atribui o esvaziamento da Câmara, em qualquer sentido, à falta de estímulo político. Por seu turno, o candidato à reeleição pelo PCdoB, vereador Rafael Purgato,  considerou também as paradas técnicas como algo necessário. “Mas na minha opinião as homenagens têm de ser feitas apenas em momentos oportunos”,  declarou.  Sugeriu, então, que parte do tempo remanescente do Grande Expediente, momento em que os vereadores fazem livremente uso da palavra, possa ser usado para a realização de homenagens.  Já Sidnei Carvalho, do PTC, foi categórico: “Não creio que o expediente da Câmara tenha que ter sessão solene”.

Ao final, durante o espaço concedido para considerações finais, todos aproveitaram para comentar sobre as bandeiras de seus partidos, que estão sendo objeto de campanha para as próximas eleições.

Bastidores

A fase de preparação da sabatina realizada pelo Voto Consciente foi cercada por dificuldades. Jundiaí possui 25 partidos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Além de dados completamente desatualizados, vieram à tona sérias divergências entre as informações disponibilizadas até mesmo no registro no TSE. Os voluntários do Voto fizeram contato efetivo com 16 dos 25 partidos . Destes, 12 representantes responderam ao questionário previamente encaminhado, condição para a participação na sabatina e que culminou na presença de apenas seis presidentes.

Os voluntários levaram duas semanas para conseguir contato e combinar a entrega do questionário.  Além da dificuldade de localização, alguns representantes de partidos políticos demostraram desatenção e falta de prestatividade. Isso é visto como algo muito sério, pois denota descaso não só para com o Voto Consciente, mas para com o cidadão jundiaiense.