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Os seis candidatos a prefeito de Jundiaí já estão nas ruas visitando pontos movimentados da cidade e conversando com os eleitores. Mas antes disso – três dias depois de liberada a campanha oficial –  eles se enfrentaram na primeira sabatina realizada no Município. No debate, promovido no último dia 18 pelo Movimento Voto Consciente Jundiaí e que lotou o auditório da Casa do Advogado, núcleo da OAB Jundiaí, os candidatos, em tom afiado, discutiram temas das respectivas campanhas ligados à área de cultura, transportes, educação, saúde, meio ambiente, agricultura e mobilidade urbana.

Dividida em dois blocos, a sabatina, acompanhada por mais de 200 pessoas, recebeu Íbis Cruz (PTC), Luiz Fernando Machado (PSDB), Marilena Negro (PT), Paulo Tafarello (PSOL), Pedro Bigardi (PSD) e Ricardo Benassi (PPS), que responderam perguntas feitas por entidades parceiras do Voto e também pela plateia. Uma ótima oportunidade, segundo os coordenadores do Voto, para analisar propostas para a cidade e para ajudar o cidadão na escolha consciente do voto nas eleições de outubro.

Ex prefeito de Jundiaí  Ibis Pereira, onde atuou entre 1973 e 1977, é lembrado pela criação de quatro grandes avenidas: a Nove de Julho, Imigrantes, 14 de dezembro  e Frederico Ozanan. Defendeu a criação de uma comissão de cultura quando perguntado sobre como oferecer suporte às leis de incentivo à área e deu uma tropeçada quando disse não estar a par das discussões em torno do Movimento Escola sem Partido, que afirma representar pais e estudantes contrários ao que chamam de “doutrinação ideológica” nas salas de aula brasileiras.

Plateia

Cutucões entre os prefeituráveis e discursos elaborados prevaleceram na sabatina, em que uma agitada plateia, formada por apoiadores, assessores e pessoas do meio político, foi criticada pelos candidatos. Em meio a esse clima o tucano Luiz Fernando Machado ressaltou a importância da responsabilidade da prefeitura sobre a primeira infância ao ser questionado  sobre educação. “Pretendo governar oferecendo capacitação aos professores e fortalecendo nossa rede administrativa, que se encontra enfraquecida”, disse.

A candidata do PT, Marilena Negro, discorreu sobre seus planos para agricultura e economia solidária. “Esse processo (economia solidária) é transversal e vai investir no turismo, nas cooperativas e em tecnologia de campo”, afirmou. Para ressaltar: “Devemos produzir para a nossa própria cidade”. Paulo Tafarello, do PSOL, posicionou-se sobre meio ambiente ao ser chamado para comentar o tema. Ele defendeu a proteção integral da Serra do Japi já que, na sua opinião, o Plano Diretor Participativo elaborado pela Prefeitura e aprovado recentemente pela Câmara Municipal, não prevê essa defesa como um todo.

Tafarello disse considerar também que a prefeitura tem cargos de comissão em excesso e em coordenadorias com pouca atividade. No que foi rebatido pelo prefeito Pedro Bigardi, candidato à reeleição pelo PSD. “Você está equivocado”, disse, referindo-se a Tafarello. “Graças ao projeto de uma comissionada trouxemos a Estação da Juventude ao Complexo Fepasa”. Bigardi falou também sobre o plano cicloviário de sua plataforma de governo, agora calcado nas diretrizes do novo Plano Diretor.

Já Ricardo Benassi (PPS) afirmou que seu plano de metas prevê a valorização do patrimônio histórico e cultural de Jundiaí, defendendo a isenção fiscal. Não sem antes, ao dar conta que tinha tempo de sobra para finalizar uma de suas respostas, arrancar risos dos presentes ao pedir votos anunciando seu número de candidato. Para Benassi ainda há déficit habitacional na cidade e, por isso, vê com bons olhos a possibilidade de se construir imóveis com responsabilidade. Na fase de réplicas e tréplicas da sabatina os candidatos debateram ainda soluções para os problemas relacionados ao Hospital São Vicente de Paulo e sobre a possibilidade de impedir a venda, pelo governo do Estado, da área do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) de Jundiaí, o Centro de Engenharia e Automação (CEA).