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O ano legislativo começou movimentado na Câmara Municipal de Jundiaí que, com elenco renovado e plateia lotada, teve a apreciação do primeiro projeto de lei rejeitado em plenário pela maioria dos vereadores. A matéria, de autoria de Paulo Sérgio Martins (PPS) previa a cassação do título de Cidadão Jundiaiense do ex-deputado federal José Genoíno, concedido em 2003, que foi rejeitada por 10 votos a oito. Durante a justificativa Martins, que alegou não admitir que um “corrupto” seja um cidadão jundiaiense – segundo suas palavras – enfrentou a reação da plateia, dividida entre aqueles que exaltavam e aqueles que reclamavam da iniciativa. A primeira sessão do ano registrou a ausência do estreante Wagner Ligabó (PPS) que, como médico, estava em Brasília discutindo aumento de recursos oriundos de programa federal para o Hospital São Vicente de Paulo. 

Antes da decisão em plenário, porém, o projeto de Martins que pedia a cassação do título- “legal e constitucional”,conforme ele, já havia recebido voto contrário da Comissão de Justiça e Redação. Para justificar o parecer, assinado pelo então presidente da comissão, o ex-vereador Gerson Sartori, disse que discordava da proposta visto a matéria estar inserida “em um contexto de disputa partidária e ideológica incapaz, por si só, de apagar os méritos do biografado e que, sublinhe-se, já foram reconhecidos por esta Casa de Leis no passado”. Sartori não pertencia mais aos quadros do PT quando assinou o parecer. Já Genoíno, ex-presidente do partido, foi condenado no processo do Mensalão.

Votaram contra o projeto Arnaldo da Farmácia (PSB), Cícero da Saúde (PROS), Cristiano Lopes (PSD), Douglas Medeiros (PP), Edicarlos Vieira (PSD), Marcelo Gastaldo (PTB), Márcio Cabeleireiro (PMDB), Roberto Conde (PRB), Rogério Ricardo da Silva (PHS) e Valdeci Vila Matheus (PTB). Votaram a favor:  Dika Xique Xique (PR), Paulo Sérgio Martins (PPS), Faouaz Taha (PSDB), Gustavo Martinelli (PSDB),  Leandro Palmarini (PV), Rafael Antonucci (PSDB), Romildo Antônio (PR) e Antonio Carlos Albino (PSB).

Comissões internas

Sem necessidade de votação, e em sessão extraordinária, foram anunciados pelo presidente da Mesa Diretora, Gustavo Martinelli (PSDB) os novos membros das comissões permanentes –  que têm a finalidade de discutir e votar as propostas de lei que são apresentadas à Câmara. O PTB obteve grande espaço com o comando da Comissão de Justiça e Redação e de Saúde, respectivamente Marcelo Gastaldo, ex-presidente da Câmara, e Valdeci Villar Matheus.

O médico Wagner Ligabó (PPS), que disputava a presidência da Comissão de Saúde com Valdeci, acabou viajando para Brasília. Novatos na Casa serão líderes de quatro das nove comissões da Câmara: Antonio Carlos Albino (PSB) fica com Finanças, Faouz Taha (PSDB) com Educação e Esporte e Douglas Medeiros (PP) em Políticas Urbanas. Romildo Antônio passa a responder pela Comissão Legislativa.