“Estou na Câmara Municipal de Jundiaí para usar a Tribuna Livre como cidadã e manifestar o descontentamento dos alunos do Centro de Línguas Antônio Houaiss com a decisão precipitada do antigo gestor da Secretaria Municipal de Educação de reduzir a carga horária dos cursos de idioma ofertados pelo Centro sem respeitar as turmas já iniciadas, que simplesmente perderão conteúdo previsto e prometido quando da inscrição nos cursos de idiomas, sem direito a reposição ou aulas extras.

Essa é a primeira vez que uso a Tribuna, mesmo após aproximadamente seis anos de trabalho voluntário junto a um movimento livre que faz o quê? Isso mesmo, acompanha o trabalho dos vereadores diuturnamente.

Tal experiência foi essencial para resgatar a primeira lição que aprendi junto ao Voto Consciente Jundiaí (@votojundiai) : quem faz política? TODO MUNDO E QUALQUER UM. Eu, você e ele. Nós todos. Os cidadãos, as pessoas normais, os não eleitos também.

O processo de eleger representantes políticos para atuar em nossos nomes não tiram de nós o direito e o dever que temos de, junto com eles, fazer política, buscar melhorias, garantir direitos.

Por isso, hoje reforço meu compromisso com o ideal que descobri defender há seis anos: quem faz a cidade é o cidadão. Mão na massa, cobrança e participação política e social, essa é a receita para construir a cidade dos meus sonhos! ”

Roberta Mangieri é advogada e voluntária do Movimento Voto Consciente de Jundiaí

Refletindo o clima que toma conta do País com relação às reformas propostas pelo governo federal, a Tribuna Livre da Câmara Municipal de Jundiaí – instituída em junho de 2013 e antiga reivindicação do Movimento Voto Consciente desde a sua fundação em 2006 – foi ocupada de maneira integral na sessão da última terça-feira (18) por manifestantes de sindicatos e da Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região para protestar contra os projetos da reforma trabalhista e da reforma da Previdência. Fez uso da tribuna também representante dos trabalhadores das indústrias de alimentos e de bebidas do Município, que criticou projeto aprovado pela Câmara dos Deputados, já sancionado pelo presidente Michel Temer, e que regulamenta a terceirização da mão-de-obra nos setores públicos e privados.

A reflexão sobre os temas, já registrada nas últimas sessões, ganhou maior adesão também, nesta terça, dos munícipes que ocuparam a quase totalidade das cadeiras da assistência da Câmara. Wilson Ribeiro da Silva, membro do Sindicato dos Metalúrgicos e do movimento intersindical de Jundiaí, afirmou que os autores do projeto da reforma trabalhista não estão ouvindo os trabalhadores.

“Esse projeto quer reduzir ou tirar os direitos dos trabalhadores garantidos pela CLT”, disse. Já para Fé Juncal, dos Aposentados do Município, o projeto de reforma da Previdência “restabelece a desigualdade social entre os 30 milhões de aposentados do Brasil”. Márcio Tebon, do setor alimentício e último a ocupar a Tribuna Livre, declarou: “Em nenhum país do mundo em que a terceirização total da mão de obra foi aplicada houve aumento de emprego ou de renda”, usando como exemplo a experiência registrada no México.

Improbidade administrativa 

Durante os trabalhos da sessão, que teve seis itens, foi aprovado projeto de lei do vereador Edicarlos Vieira (PSD), que veda a participação em licitações e contratação de empresas cujos sócios ou proprietários tenham condenação por improbidade administrativa, crimes contra a Administração Pública ou outros ilícitos que impliquem má gerência de recursos públicos. Emenda ao projeto prevê pena de cinco anos para que as empresas reabilitadas possam voltar a participar de licitações.A maioria do plenário aprovou também proposta de emenda à Lei Orgânica, de autoria do vereador Faouaz Taha (PSDB), que impõe a permanência nas escolas do programa “Anjos da Guarda”, da Guarda Municipal.

O ex-presidente da Câmara, Marcelo Gastaldo, do PTB, pediu adiamento do projeto que regula uso de aparelho de música em locais de acesso público para a sessão do dia dois de maio. As duas moções previstas na pauta foram igualmente aprovadas. Uma delas, de autoria de Wagner Ligabó (PPS), apoia a posição do presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ives Gandra da Silva Filho, pela extinção da obrigatoriedade de recolhimento da contribuição sindical dos trabalhadores. O autor da outra moção é o vereador Rafael Antonucci (PSDB), apoia a Medida Provisória 751/16, da Presidência da República, que institui o Programa Cartão-Reforma, de concessão de subvenção social familiar para compra de material de construção.

Texto: Cláudia Muller
Foto  : Wagner Souza

A voluntária explica aos vereadores e aos munícipes presentes à sessão a dinâmica do trabalho desenvolvido pelo Voto

A voluntária explica aos vereadores e aos munícipes a dinâmica do trabalho desenvolvido pelo Voto

Representante do Voto Consciente de Jundiaí fez uso da palavra no horário destinado à Tribuna Livre da Câmara  Municipal de Jundiaí e agora reativada após o período eleitoral, para falar sobre a passagem dos 10 anos do movimento completados no mês de setembro. Márcia Pires, uma das coordenadoras do grupo, fez questão, porém, de incluir em seu pronunciamento um ataque considerado injusto pelos voluntários do Voto e registrado na sessão ordinária do último dia quatro de outubro, durante o horário destinado ao Grande Expediente. A investida foi capitaneada principalmente por um vereador e teve seu coro engrossado por outros dois, todos eles coincidentemente detentores dos últimos lugares em avaliação de desempenho registrada pela Ficha Pública 2016, que mostra o perfil de todos os candidatos locais às eleições, suas ideias e compromissos com metas para os próximos anos.

Ao mesmo tempo em que descreveu com detalhes a postura do Voto em relação ao ataque sofrido – o parlamentar em questão chegou a dizer que o movimento deveria ser impedido de avaliar os vereadores! – Márcia fez questão de agradecer, em nome dos voluntários, aqueles que prestaram solidariedade ao trabalho desenvolvido pelo grupo (ver Nota de esclarecimento ao cidadão jundiaiense no site http://votoconscientejundiai.com.br/).

São eles: vereador Gustavo Martinelli (PSDB) por requerimento encaminhado no dia 27 de setembro à presidência da Câmara em que felicita o movimento pela passagem de seus 10 anos; José Adair (PHS), que sempre que possível manifesta apreço pelo Voto e vereadora Marilena Negro, do PT, que nunca se furtou a fazer avaliações, sejam elas positivas ou negativas, mas sempre com palavras de apoio e colaboração.

Por fim a voluntária agradeceu também os vereadores Paulo Malerba (PT) e Rafael Antonucci (PSDB) que, por ocasião das acusações utilizaram o mesmo Grande Expediente para defender a causa do Voto, demonstrando que compreenderam perfeitamente a avaliação publicada da Ficha Pública 2016 e a importância disso como contribuição para que o cidadão possa votar de forma consciente. Veja mais no link: https://www.youtube.com/watch?v=S2O3v3WgOpM