Para reunir apoiadores e apresentar os projetos deste ano, o Movimento Voto Consciente Jundiaí promove, no próximo dia 28 de maio, a sua já tradicional feijoada beneficente na Associação dos Aposentados de Jundiaí e Região. A arrecadação do evento, marcado para as 12h, será direcionada para o financiamento das atividades do grupo, como a impressão da Ficha Pública 2018 – instrumento de conscientização política distribuído para todos os jundiaienses. Os ingressos estão sendo vendidos a R$ 50,00 pelos voluntários.

Lívia Maria Siqueira, da área de Eventos, afirma que, como muitas das ações do Voto são virtuais, o encontro é um momento importante para o fortalecimento de laços com parceiros e com apoiadores. “Reunir a família e conversar pessoalmente sobre a prestação de contas e pessoas atingidas, por exemplo, também é importante”, declara Lívia. O jundiaiense Bruno Dal’Mora, da banda Mushgroom, ficará responsável pela parte musical do evento, diz ela. 

A feijoada, feita pelos próprios voluntários, é completa. O cardápio inclui arroz, couve, farofa, salada e, pela primeira vez, conta com opção vegetariana. O almoço beneficente de 2016, um puchero também com opção veggie, foi muito bem aceito pelo público. Cada ingresso, se acompanhado de uma caneca, dá direito a um refil de refrigerante de 350 ml, com venda de bebidas no local. 

Este é o quarto almoço beneficente promovido pelo Voto, três deles, incluindo o deste ano, realizados na Associação dos Aposentados. A entidade, que é parceira do movimento desde a sua criação, está localizada à rua 15 de Novembro 1336, no Centro. 

por Raphaella Salomão

A interação com eleitores e a fiscalização do Executivo foram dois dos temas mais discutidos em encontro realizado na última segunda-feira (20) na sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Jundiaí, quando o Movimento Voto Consciente Jundiaí apresentou aos vereadores presentes os cinco critérios de avaliação do trabalho do legislativo, atualmente em sua quarta edição, e realizada desde 2007. O evento, aberto ao público, teve a presença de entidades parceiras e assessores dos vereadores que não compareceram às discussões.

Durante apresentação os vereadores Romildo Antônio da Silva (PR), Paulo Sérgio Martins (PPS) – que disse acompanhar o Voto Jundiaí “desde o início” – Antônio Carlos Albino (PSB), Cristiano Lopes (PSD), Faouaz Taha (PSDB) e Edicarlos Vieira (PSD) elogiaram o trabalho realizado há dez anos pelo Voto Jundiaí. Esse trabalho é publicado na chamada Ficha Pública, distribuída gratuitamente à população.    

Os voluntários do Voto divulgaram os indicadores que serão usados para avaliar a legislatura 2017/2020 – acessibilidade cidadã, presença nas sessões e votações, presença nas comissões internas de estudos, fiscalização do Executivo e projetos de alto impacto – bem como a metodologia utilizada para a apuração de cada resultado. No processo de apuração o grupo de voluntários dá nota aos vereadores e faz a avaliação para que as pessoas, a partir disso, possam selecionar melhor os seus representantes e conhecer o trabalho dos parlamentares.

Sobre a fiscalização do Executivo, que é uma das principais atribuições do cargo de vereador, o Voto foi questionado  sobre a possibilidade de incluir, como forma de pontuação para o critério de avaliação, os ofícios encaminhados à Prefeitura, que nem sempre demandam a necessidade de um requerimento – documento oficial para pedido de informação ao prefeito sobre questão de eventual interesse público. O vereador Antônio Carlos Albino (PSB), um dos interessados no assunto, perguntou se o ofício, também enviado ao Executivo, não seria uma forma mais rápida de se obter a informação pretendida. 

Foi explicado pelos voluntários que o princípio básico da avaliação da fiscalização do Executivo é o da publicidade, ou seja, toda e qualquer informação requerida pelo parlamentar precisa constar em registro aberto e com acesso ao cidadão, o que não acontece com o ofício, e sim com o requerimento. De qualquer forma o Voto se dispôs a pensar conjuntamente uma maneira de passar a considerar os ofícios, caso os vereadores sistematizem alguma forma de disponibilidade e acesso às informações neles constantes.

Durante o evento surgiram também dúvidas quanto ao indicador de acessibilidade cidadã, criado para avaliar a interação dos vereadores com seus eleitores e com os cidadãos em geral, através de canais e redes existentes na Internet. “Serão consideradas para pontuação neste critério, as atualizações semanais realizadas nas redes sociais dos legisladores, tais como Facebook, Instagram e Twitter, explicou o voluntário José Panzarin”. 

Questionados também sobre o que seria levado em consideração nas inserções na web, os voluntários explicaram que não apenas para este critério, mas para todos os outros, a metodologia criada para apuração leva em conta resultados objetivos e quantitativos. “Não é possível o julgamento pelo mérito, por exemplo, da qualidade de postagens realizadas, vez que isso poderia levar a interpretação de partidarismo político, o que é contra os princípios do Voto”, disse outro voluntário.


Alto impacto

Em relação aos projetos de alto impacto, as principais dúvidas e questionamentos recaíram sobre a pontuação e despontuação por ações diretas de inconstitucionalidade das matérias, bem como parecer desfavorável dado pela Comissão Interna de Constituição e Justiça da Câmara. Para pontuar no critério, segundo os voluntários, é preciso que o projeto apresentado pelo vereador, além de ser de alto impacto – quando modifica significativamente a vida da cidade e dos cidadãos – não seja considerado ilegal ou inconstitucional pelo área jurídica da Câmara e também pelo Executivo. Projetos de baixo impacto não recebem pontuação. São aqueles que não modificam a vida da cidade e dos cidadãos, tais como denominações de rua , homenagens e instituição de datas comemorativas, entre outros.         

Foram levantadas dúvidas, em menor escala, a respeito da pontuação por presença do vereador no início e no fim das votações nas sessões. Chamou-se atenção também para a necessidade de se repensar o espaço do Grande Expediente – hoje praticamente subaproveitado durante as sessões ordinárias – e que deveria ser o momento ideal para prestação de contas do trabalho realizado pelos vereadores fora das esferas da Câmara.

Houve consenso, por outro lado, que na atual legislatura as atas das comissões temáticas, que são internas para estudo dos projetos apresentados à mesa diretora, foram disponibilizadas este ano em maior número no site da Câmara. Na legislatura anterior esse acesso ficou bastante prejudicado. 


Transparência

Todos os pontos ainda passíveis de melhorias e apontados pelos vereadores foram anotados pelos voluntários presentes ao evento, sendo firmado compromisso de abertura para o diálogo em busca de garantir – a cada legislatura – maior transparência e atendimento aos protocolos internacionais da Lei de Acesso à Informação. Ao final foi lido por uma das voluntárias a apuração dos tempos de paralisação ocorrida nas sessões em 2016, a ser divulgada pelo Voto. A paralisação é fruto de grande preocupação do Voto, vez que desestimula a participação do cidadão. 

No encerramento do encontro o presidente da OAB Jundiaí, Airton Bressan, agradeceu a presença dos voluntários e vereadores e reforçou a  importância do trabalho realizado em parceria com as diversas entidades que  exercem a função fiscalizatória dos poderes legislativo e executivo. Compareceu também ao evento o vereador Roberto Conde (PRB), que defendeu mais objetividade e mais concisão no momento em que os vereadores se manifestam em plenário.

Por Claúdia Müller

A voluntária explica aos vereadores e aos munícipes presentes à sessão a dinâmica do trabalho desenvolvido pelo Voto

A voluntária explica aos vereadores e aos munícipes a dinâmica do trabalho desenvolvido pelo Voto

Representante do Voto Consciente de Jundiaí fez uso da palavra no horário destinado à Tribuna Livre da Câmara  Municipal de Jundiaí e agora reativada após o período eleitoral, para falar sobre a passagem dos 10 anos do movimento completados no mês de setembro. Márcia Pires, uma das coordenadoras do grupo, fez questão, porém, de incluir em seu pronunciamento um ataque considerado injusto pelos voluntários do Voto e registrado na sessão ordinária do último dia quatro de outubro, durante o horário destinado ao Grande Expediente. A investida foi capitaneada principalmente por um vereador e teve seu coro engrossado por outros dois, todos eles coincidentemente detentores dos últimos lugares em avaliação de desempenho registrada pela Ficha Pública 2016, que mostra o perfil de todos os candidatos locais às eleições, suas ideias e compromissos com metas para os próximos anos.

Ao mesmo tempo em que descreveu com detalhes a postura do Voto em relação ao ataque sofrido – o parlamentar em questão chegou a dizer que o movimento deveria ser impedido de avaliar os vereadores! – Márcia fez questão de agradecer, em nome dos voluntários, aqueles que prestaram solidariedade ao trabalho desenvolvido pelo grupo (ver Nota de esclarecimento ao cidadão jundiaiense no site http://votoconscientejundiai.com.br/).

São eles: vereador Gustavo Martinelli (PSDB) por requerimento encaminhado no dia 27 de setembro à presidência da Câmara em que felicita o movimento pela passagem de seus 10 anos; José Adair (PHS), que sempre que possível manifesta apreço pelo Voto e vereadora Marilena Negro, do PT, que nunca se furtou a fazer avaliações, sejam elas positivas ou negativas, mas sempre com palavras de apoio e colaboração.

Por fim a voluntária agradeceu também os vereadores Paulo Malerba (PT) e Rafael Antonucci (PSDB) que, por ocasião das acusações utilizaram o mesmo Grande Expediente para defender a causa do Voto, demonstrando que compreenderam perfeitamente a avaliação publicada da Ficha Pública 2016 e a importância disso como contribuição para que o cidadão possa votar de forma consciente. Veja mais no link: https://www.youtube.com/watch?v=S2O3v3WgOpM

Tarcísio, Galdino e Walmor: reencontro de antigos rivais com grande representatividade em Jundiaí

Tarcísio, Galdino e Walmor: reencontro de antigos rivais com grande representatividade em Jundiaí

No momento em que o Legislativo de Jundiaí se renova com a eleição de dez novos vereadores para o mandato 2017/2020, a Câmara de Jundiaí reservou na última terça-feira (02) uma pausa nas discussões políticas, agora sob os holofotes da disputa para prefeito em segundo turno. O encontro, realizado pela manhã, reuniu ex-vereadores veteranos no plenário que marcaram presença na Casa. Antonio Galdino, Tarcísio Germano de Lemos e Walmor Barbosa Martins, que também foi prefeito duas vezes, serão personagens de projeto da Câmara que pretende registrar a biografia de todos os parlamentares que passaram pelo Legislativo local.

O encontro aconteceu em clima de camaradagem entre os veteranos, “adversários políticos ferrenhos,
mas não inimigos” , segundo Tarcísio, de 86 anos.  O ex-vereador reforçou a importância do debate de alto nível na Casa numa época em que, segundo ele, a política reflete intolerância entre opiniões opostas. Tarcísio foi vereador por nove mandatos e passou pelos partidos PTN, PDC, PSD, MDB e PMDB, enquanto que Galdino (84), ainda filiado ao PT e para quem “a política é uma arte que não pode ser feita de maneira rasteira”, cumpriu seu mandato por três vezes consecutivas (1960/1963; 1997/2000 e 2001 a 2004).

Os três veteranos legislaram conjuntamente em uma época difícil, nos tempos de chumbo da ditadura militar. Walmor Barbosa Martins (86), que foi vereador por três mandatos (1956/1959; 1960/1963 e 1964/1969) e prefeito (1969/1973 e 1989/1992), não é mais filiado a qualquer partido. Ele, que  pertenceu ao PL e ao PSP, elogiou a coragem de Galdino nos anos de ditadura. E disse não ter interesse em voltar à ativa porque, na sua opinião, “os políticos transformaram ideologia em profissão”. A visita dos ex-vereadores teve início com uma conversa informal no salão nobre – área das “sessões secretas naquele tempo”, brincou Tarcísio, para quem Galdino era de esquerda e ele e Walmor de “centro”.  Os veteranos voltaram no tempo olhando fotografias antigas e relembrando os fatos políticos que fizeram a história de Jundiaí.

Novos vereadores

Enquanto os ex-parlamentares contam suas histórias e experiências, a Câmara de Jundiaí prepara-se para fechar os trabalhos do ano e receber os novos vereadores eleitos no pleito do dia dois de outubro. São eles: Wagner Tadeu Ligabó (PPS), Dika Xique-Xique (PR), Romildo Antonio (PR), Cristiano Lopes (PSD), Douglas Medeiros (PP), Cícero da Saúde (PROS), Antônio Carlos Albino (PSB), Edicarlos Vieira (PSD), Arnaldo da Farmácia e Faouaz Taha (PSDB).

Reeleitos, permanecem na Casa: Gustavo Martinelli (PSDB), o mais votado, Leandro Palmarini (PV), Paulo Sérgio Martins (PPS), Marcelo Gastaldo (PTB), Márcio Cabeleireiro (PMDB), Rogério Ricardo da Silva (PHS), Valdeci Delano (PTB), Pastor Roberto Conde (PRB) e Rafael Antonucci (PSDB). Dentre os nomes que não conseguiram a reeleição estão o pastor evangélico Dirlei Gonçalves (PV), um dos mais votados em 2012, e Gerson Sartori (PSD), atual líder de governo na Câmara.

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O Movimento Voto Consciente Jundiaí é um movimento livre e apartidário, que trabalha em prol da educação para a cidadania, atuando em diversos projetos e ações que visam integrar os cidadãos aos acontecimentos políticos da cidade, tanto no plano executivo, quanto no plano legislativo. Com presença há dez anos na cidade, o grupo foi fundado a partir da iniciativa de segmentos da sociedade e conta hoje com aproximadamente quarenta integrantes, sendo vinte e cinco deles voluntários atuantes e demais colaboradores.

Por ser um movimento livre, o Voto Jundiaí sempre optou por não ser institucionalizado e não recebe nenhum tipo de aporte financeiro. O dinheiro para suas ações e projetos provém de financiamentos coletivos e assim permanecerá. Há alguns anos trabalha para que sua identidade não mais seja denominada ONG (Organização Não Governamental), que possui personalidade jurídica. Entre as suas principais realizações estão a avaliação de vereadores, o concurso de ideias chamado Cidadonos, o acompanhamento semanal das sessões da Câmara Municipal e os encontros de cidadania, onde milhares de jundiaienses, -principalmente escolas e faculdades – participam de palestras, oficinas, debates e bate papos sobre política.

O Voto Jundiaí é um grupo de ação e seu trabalho, anos após ano, vem conquistando e ganhando espaço e destaque, além de total credibilidade por parte da população, instituições parceiras e representantes dos principais segmentos da sociedade civil local. Em 2016 lançou a terceira edição da avaliação dos vereadores, projeto que avalia a atuação do legislativo em seu mandato vigente sob cinco indicadores (conheça em detalhes cada indicador clicando aqui). A avaliação tem por objetivo mostrar o trabalho realizado pelos dezenove representantes jundiaienses, eleitos pela população.

Pretende-se nesse processo enaltecer os feitos da Câmara de Jundiaí, estimulando assim o auxílio às questões da esfera legislativa, exercendo o direito de fiscalizar, acompanhar e cobrar os vereadores, algo totalmente legítimo numa sociedade regida pela democracia e onde a participação é a única e principal garantia de transparência e lisura.

Durante a sessão ordinária da última terça-feira, dia 4 de outubro de 2016, três vereadores manifestaram-se contra o Voto Jundiaí por discordarem da avaliação de suas legislaturas, que por uma grande coincidência ganharam as últimas posições. Na oportunidade, defendeu-se até mesmo que o movimento deveria ser impedido de avaliar os vereadores – agentes públicos, pagos com dinheiro também público, que fique bem claro.

Diante do ocorrido, o Voto Jundiaí apresenta esta nota para esclarecer e defender-se das acusações feitas. E, antes de tudo, deixa claro que acredita na importância da participação e fiscalização do Poder Público pelos cidadãos para a construção de uma sociedade melhor e mais justa.

Finalizando, esclarece também que faz parte das etapas do projeto da avaliação a apresentação, aos vereadores no início dos mandatos, dos critérios utilizados pelo movimento, além da apresentação, em evento aberto ao público, de previa dos resultados antes do fechamento dos índices globais de cada um dos parlamentares.

O envio dessa previa aos vereadores é outra etapa, em que se solicita a conferência e a revisão dos resultados, se necessário. Os dados que compõem em números os critérios são obtidos através de três diferentes fontes: portal da Câmara Municipal, os vídeos das sessões disponibilizados no mesmo portal eletrônico, além das planilhas com anotações feitas pelos voluntários de acompanhamento. As três fontes são conferidas e confrontadas para garantir a veracidade das informações.

Portanto é inaceitável e descabida a alegação de desconhecimento do processo da avaliação feita, entre os queixosos, por um dos vereadores. O movimento sempre esteve, está e estará à inteira disposição de quem quer seja para esclarecer quaisquer tipos de dúvidas que porventura surgirem sobre todos os projetos e ações por ele encabeçados. Razão pela qual repudia totalmente críticas que tenham a intenção de desqualificar e ferir a transparência do trabalho e o apartidarismo. Além, é claro, de colocar em xeque a credibilidade dos voluntários do grupo.

Acompanhado pelo público, o enterro da cápsula foi feita por integrantes do Voto, entre eles a voluntária Márcia Pires (foto)

Acompanhado pelo público, o enterro da cápsula foi feita por integrantes do Voto, entre eles a voluntária Márcia Pires (foto)

O Movimento Voto Consciente Jundiaí recebeu, no último domingo (18) um público interessado na prática da cidadania para comemorar a passagem dos seus 10 anos de existência. Os que compareceram à festa, realizada no Parque da Cidade, participaram de várias atividades organizadas pelos voluntários do movimento, entre elas um café da manhã, um passeio que reuniu dezenas de ciclistas e apresentação do Conjunto de Música Popular da Escola de Música Jundiaí. Jogos com integrantes do Fast Food da Política, que incentivaram de forma lúdica discussões sobre o bom uso do voto, despertaram o interesse dos visitantes.

A grande atração, porém, foi  o enterro de uma cápsula do tempo que guarda, entre outros objetos, um exemplar do dia do Jornal de Jundiaí Regional com o intuito de retratar o momento político, econômico e social da cidade e os “sonhos” dos jundiaienses para 2026, quando a caixa será aberta. Os “sonhos”, segundo a coordenadora de Eventos Lívia Maria Siqueira, foram coletados através de e-mails e mídias sociais e sugerem desde alimentação saudável para a comunidade até melhorias para o transporte no Município.

Durante o evento – que incluiu o plantio de uma árvore, o corte do bolo de aniversário e exibição da bateria da Escola de Samba Leões da Hortolândia – foram distribuídos exemplares da Ficha Pública, elaborada pelos voluntários do Voto. A ficha, que registra os compromissos dos candidatos às eleições de outubro, traz também, entre outros assuntos, uma avaliação dos vereadores de Jundiaí no mandato 2012/2016, resultante de rigoroso acompanhamento semanal nas sessões ordinárias da Câmara para fiscalizar o trabalho do Legislativo.

“Neste domingo (18/09) o Movimento Voto Consciente Jundiaí comemorou seus dez anos de atividades voluntárias na cidade. Uma década acompanhando as sessões da Câmara toda semana. Avaliando o trabalho dos vereadores e divulgando para a população. Realizando oficinas e palestras com milhares de jovens e dando voz a milhares de jundiaienses que apresentam seus sonhos no Concurso Cidadonos.

E neste mesmo dia registro minha saída do coletivo. Espero assim contribuir para mais um passo na consolidação deste grupo que ajudei a fundar e que hoje é tão necessário para Jundiaí. O grupo já enfrentou grandes desafios para se consolidar e venceu. Fundado em 2006, muitos diziam que o grupo lançaria candidatos nas eleições seguintes. Não lançou, mas os mesmos asseguravam que isso seria feito. Não foi. Já são seis eleições e nenhum membro do grupo se candidatou. E nas eleições, o Voto só participa sabatinando os candidatos e distribuindo a Ficha Pública em palestras e eventos. Mais do que isso: proíbe que sua coordenação tenha filiados, busca a rotatividade entre coordenadores e incentiva que mais de uma pessoa responda pelo movimento, evitando a personificação.

Fundado no voluntariado, o grupo precisou resolver uma difícil questão: como fazer grandes coisas e promover mudanças sem ter pessoas que possam se dedicar exclusivamente, ou seja, sem ter nenhum funcionário e apenas voluntários, que estudam, trabalham e dedicam as poucas horas de lazer para trabalhar no movimento? Com organização, planejamento, ideias inovadoras, uso de tecnologia e muita força de vontade o grupo foi que mais acompanhou sessões da Câmara, quem mais fez palestras de educação para a cidadania e quem mais sabatinou os candidatos na cidade durante esses dez anos. Esta foi a segunda consolidação.

A famosa frase da antropóloga americana Margaret Mead nos guiou sempre: Nunca duvide que um pequeno grupo de pessoas conscientes e engajadas possa mudar o mundo. De fato, sempre foi assim que o mundo mudou.

O grupo fez um trabalho intenso de fiscalização entre os anos 2009 e 2012. Propôs e cobrou melhorias na Câmara. Cobrou um Plano Diretor mais participativo. Esteve sempre atento e lançou o concurso Cidadonos porque a cidade precisava de mais espaços para a participação das pessoas comuns. E algumas vozes sempre disseram que essa postura era uma oposição velada. Que essa cobrança era motivada por preferências partidárias. Que em um governo diferente o grupo não cobraria.

Pois entre 2013 e 2016 mantivemos a mesma postura. Seguimos com as mesmas cobranças. Realizamos o mesmo ranking de vereadores, com os mesmos critérios. Avaliamos a revisão do Plano Diretor com a mesma metodologia e o mesmo rigor. Realizamos mais duas edições do Concurso Cidadonos. Está aí a terceira grande consolidação do grupo.

Hoje, esses dez anos provam um trabalho verdadeiramente apartidário, voluntário e que busca fortalecer a sociedade na democracia.Quem me conhece no íntimo sabe que sair do Voto Consciente não é uma decisão fácil, ou sem sofrimento. Busquei me dedicar com toda minha energia para a construção de um sonho que ainda me motiva: o de construir uma cidade da participação na qual os governantes escutem as pessoas e sejam responsáveis e onde os cidadãos tomem as rédeas e colaborem com melhorias, inovações e iniciativas autônomas. E que haja interação e diálogo entre ambos.

E se o sonho não morreu, por que sair? Porque é um amadurecimento necessário. Em todos esses anos fui consciente de minhas responsabilidades e de como minha imagem e a do Voto se entrelaçaram. Talvez pela dedicação que empreguei, pela confiança que o grupo depositou em mim ou por ter atuado sem descanso, nestes dez anos, construindo o grupo em momentos em que éramos poucos. Mas o Voto cresceu e tem uma história própria. Mais do que isso: o Voto dos meus sonhos é um grupo que nunca acabará, pois a construção de uma cidade melhor precisa da atuação deste grupo.

Já há alguns anos o grupo tem outras lideranças. Já há algum tempo sou mais um voluntário. Mas a cultura política brasileira ainda está impregnada de personalismos, de autoritarismos e de machismos. A política ainda significa status e prestígio. E estas lentes muitas vezes nos cegam e só enxergamos de uma maneira deturpada. A partir de amanhã, espero que ninguém mais enxergue o Voto Consciente assim.

Esta deve ser sua quarta consolidação. Que a imagem do grupo transborde a de qualquer pessoa. Que seu caráter coletivo seja percebido, reconhecido e respeitado por toda a cidade. Que as poucas vozes que ainda se recusam a acreditar na missão e nos princípios deste grupo mais uma vez sejam respondidas não por palavras, mas pela prática. Que aqueles que só conseguem ver a política como o espaço para criar “nomes” e “carreiras” aprendam com um grupo que recusa terminantemente este caminho e quer construir um ideal.

Em cada uma das consolidações anteriores, foi muito importante ter pessoas que liderassem, e tivemos várias. Mas o que se mostrou fundamental foi que “as pessoas conscientes e engajadas” do grupo se juntassem e se unissem ainda mais. Tenho certeza que isso será necessário mais uma vez.

Neste momento, poderia falar muitas coisas. Imaginem o que se passa durante dez anos. Poderia enaltecer feitos e resultados do Voto Consciente. Mas, além de explicar os motivos que me guiam e me dão serenidade para esta decisão, prefiro destacar apenas um ponto.

Minha formação política se deu através dessa prática de dez anos. Foi o dia a dia no Voto Consciente, convivendo e trabalhando com jundiaienses excepcionais dentro e fora do grupo, através de parcerias e lutas coletivas, que dialogou com minhas próprias leituras e a formação construída em minha família, dando forma a quem sou politicamente. Resumo este aprendizado em uma frase: Em resposta a uma ética da exclusão, estamos todos desafiados a praticar uma ética da solidariedade.

Assim pensava Herbert José de Souza, o sociólogo Betinho, um dos fundadores da Ação da Cidadania e uma das inspirações de minha casa. Sua visão de sociedade, seu exemplo de perseverança e liderança e seu jeito acolhedor me serviram de guia durante todos esses anos.

Como poucos, ele entendeu como a solidariedade deve acompanhar aqueles que atuam pela cidadania e como ocupar esta posição é vital em uma democracia nova, praticada por poucos e que ainda é reduzida apenas ao interesse partidário – como se à sociedade só restasse disputar o Estado.

Estar à frente ou participar do Voto exige a prática dessa solidariedade. Estar na sociedade e não na disputa pelo Estado. Ser pela colaboração e não pela competição. Construir um diálogo reflexivo e não slogans ou frases de efeito. Estimular o juízo dos demais e não massificar uma verdade única.

A solidariedade é vital para tornar possível a união, os laços e a conexão entre as pessoas. E o interesse público só consegue se realizar se tais laços existirem. Daí a política e a democracia dependerem necessariamente da solidariedade. Atuar no Voto Consciente exige esta solidariedade: a de dialogar com todos e não tomar parte na disputa eleitoral e partidária.

De um lado, penso que o contraditório é criativo. A dialética é essencial para a política. A divergência e a diferença são fundamentais (e solidariedade não quer dizer a ausência disso). De outro lado, vejo que a diferença, levada ao seu extremo, pode virar sinônimo de exclusão; e a exclusão apenas mata a democracia. A exclusão enfraquece, divide, amedronta e enerva. A exclusão pode ser uma escolha nesse momento de frustração, de decepção, de revolta e de raiva.

E infelizmente não faltam políticos e lideranças que juram praticar o bem – ser de bem – para instrumentalizar esses sentimentos e produzir exclusão. Porque excluir seu oponente é sempre o caminho mais rápido para vencer uma eleição, mas ao mesmo tempo é, seguramente, o caminho para enfraquecer a democracia.

Por isso, seguirei desafiado a praticar uma ética da solidariedade nos meus próximos passos e agradeço a estes dez anos no Voto Consciente por me ensinarem isso. Torço para que o grupo siga aprendendo, ensinando, cultivando e praticando este princípio.

Só a solidariedade pode salvar a democracia brasileira e construir uma cidade democrática”.

Henrique Parra Parra Filho.

Programação no Parque ao longo do dia prevê várias atividades

Programação no Parque ao longo do dia prevê várias atividades

O Movimento Voto Consciente Jundiaí comemora neste domingo (18) seus 10 anos de estímulo à cidadania no Município com uma grande festa no Parque da Cidade. A programação será aberta com uma bicicletada logo pela manhã, tendo como ponto alto a introdução de uma cápsula do tempo em um dos pontos privilegiados do parque. O evento, aberto e gratuito para toda a família, prevê ainda a distribuição da Ficha Pública 2016, elaborada pelos voluntários do Voto, e que registra os compromissos dos candidatos às eleições de outubro permitindo a cobrança popular.

As demais atividades logo após a bicicletada, com início previsto para as 8h no portão principal do Jardim Botânico e término no Parque da Cidade, estão assim definidas: apresentação às 10h apresentação de Jazz com o Conjunto de Música Popular da Escola de Música Jundiaí com regência da maestrina Cláudia Feres, seguida do plantio da Árvore da Cidadania e do enterro da cápsula do tempo. Das 11 às 14h serão realizados jogos com os integrantes do Fast Food da Política, uma maneira divertida de se abordar o tema. Durante a comemoração os integrantes do Voto, usando camisetas do evento, poderão comentar e orientar sobre o conteúdo da Ficha Pública, que também traz informações sobre o que faz um vereador e um prefeito. Da mesma forma tira dúvidas, entre outras, sobre voto branco, nulo e quociente eleitoral. O corte do bolo de aniversário está marca do para as 14h.

“Nosso presente de 10 anos é a presença dos jundiaienses na festa”, afirma a coordenadora de Eventos do Voto, Lívia Maria Siqueira. Ela explica que a ideia da cápsula do tempo surgiu depois de várias reflexões sobre a importância dos 10 anos do movimento. “É antes de tudo uma forma de interagir com nossos parceiros e um ‘presente’ para os integrantes do Voto em 2026, quando a cápsula deverá ser desenterrada”, explicou Lívia. Os objetos a serem inseridos na cápsula, segundo ela: fotos dos atuais voluntários e das ações do Voto, uma carta do movimento 2016 redigida para o movimento 2026, os sonhos para Jundiaí para os próximos dez anos na visão de amigos e parceiros e jornal do dia 18 de setembro, além de exemplares da Ficha Pública.

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Os seis candidatos a prefeito de Jundiaí já estão nas ruas visitando pontos movimentados da cidade e conversando com os eleitores. Mas antes disso – três dias depois de liberada a campanha oficial –  eles se enfrentaram na primeira sabatina realizada no Município. No debate, promovido no último dia 18 pelo Movimento Voto Consciente Jundiaí e que lotou o auditório da Casa do Advogado, núcleo da OAB Jundiaí, os candidatos, em tom afiado, discutiram temas das respectivas campanhas ligados à área de cultura, transportes, educação, saúde, meio ambiente, agricultura e mobilidade urbana.

Dividida em dois blocos, a sabatina, acompanhada por mais de 200 pessoas, recebeu Íbis Cruz (PTC), Luiz Fernando Machado (PSDB), Marilena Negro (PT), Paulo Tafarello (PSOL), Pedro Bigardi (PSD) e Ricardo Benassi (PPS), que responderam perguntas feitas por entidades parceiras do Voto e também pela plateia. Uma ótima oportunidade, segundo os coordenadores do Voto, para analisar propostas para a cidade e para ajudar o cidadão na escolha consciente do voto nas eleições de outubro.

Ex prefeito de Jundiaí  Ibis Pereira, onde atuou entre 1973 e 1977, é lembrado pela criação de quatro grandes avenidas: a Nove de Julho, Imigrantes, 14 de dezembro  e Frederico Ozanan. Defendeu a criação de uma comissão de cultura quando perguntado sobre como oferecer suporte às leis de incentivo à área e deu uma tropeçada quando disse não estar a par das discussões em torno do Movimento Escola sem Partido, que afirma representar pais e estudantes contrários ao que chamam de “doutrinação ideológica” nas salas de aula brasileiras.

Plateia

Cutucões entre os prefeituráveis e discursos elaborados prevaleceram na sabatina, em que uma agitada plateia, formada por apoiadores, assessores e pessoas do meio político, foi criticada pelos candidatos. Em meio a esse clima o tucano Luiz Fernando Machado ressaltou a importância da responsabilidade da prefeitura sobre a primeira infância ao ser questionado  sobre educação. “Pretendo governar oferecendo capacitação aos professores e fortalecendo nossa rede administrativa, que se encontra enfraquecida”, disse.

A candidata do PT, Marilena Negro, discorreu sobre seus planos para agricultura e economia solidária. “Esse processo (economia solidária) é transversal e vai investir no turismo, nas cooperativas e em tecnologia de campo”, afirmou. Para ressaltar: “Devemos produzir para a nossa própria cidade”. Paulo Tafarello, do PSOL, posicionou-se sobre meio ambiente ao ser chamado para comentar o tema. Ele defendeu a proteção integral da Serra do Japi já que, na sua opinião, o Plano Diretor Participativo elaborado pela Prefeitura e aprovado recentemente pela Câmara Municipal, não prevê essa defesa como um todo.

Tafarello disse considerar também que a prefeitura tem cargos de comissão em excesso e em coordenadorias com pouca atividade. No que foi rebatido pelo prefeito Pedro Bigardi, candidato à reeleição pelo PSD. “Você está equivocado”, disse, referindo-se a Tafarello. “Graças ao projeto de uma comissionada trouxemos a Estação da Juventude ao Complexo Fepasa”. Bigardi falou também sobre o plano cicloviário de sua plataforma de governo, agora calcado nas diretrizes do novo Plano Diretor.

Já Ricardo Benassi (PPS) afirmou que seu plano de metas prevê a valorização do patrimônio histórico e cultural de Jundiaí, defendendo a isenção fiscal. Não sem antes, ao dar conta que tinha tempo de sobra para finalizar uma de suas respostas, arrancar risos dos presentes ao pedir votos anunciando seu número de candidato. Para Benassi ainda há déficit habitacional na cidade e, por isso, vê com bons olhos a possibilidade de se construir imóveis com responsabilidade. Na fase de réplicas e tréplicas da sabatina os candidatos debateram ainda soluções para os problemas relacionados ao Hospital São Vicente de Paulo e sobre a possibilidade de impedir a venda, pelo governo do Estado, da área do Instituto Agronômico de Campinas (IAC) de Jundiaí, o Centro de Engenharia e Automação (CEA).

unnamedO Movimento Voto Consciente Jundiaí realizará nos dias 18 e 19 de agosto, às 19h, no auditório da OAB, localizado na rua Rangel Pestana, 636, Centro, sabatinas para candidatos(a) a prefeito(a) e para diretores(as) de partidos, que irão lançar candidatos(as) a vereador(a).

As sabatinas serão abertas ao público e os(as) candidatos(as) irão responder perguntas feitas pelo MVC e por entidades de Jundiaí, incluindo escolas. Para candidatos(a) a prefeito(a) será possível a participação da plateia na elaboração de perguntas, que deverão ser formuladas e entregues aos voluntários do Movimento durante o evento. Tais perguntas também passarão por uma triagem prévia pelos mesmos.

As sabatinas serão um momento importante para analisar propostas para a cidade e ajudar o cidadão na escolha consciente do voto nas eleições de outubro.

Confira as regras das sabatinas 2016:

CANDIDATOS(A) A PREFEITO(A)

Com o envio prévio das regras da sabatina, procuramos cumprir com o princípio da publicidade, e também requerer aos participantes o respeito aos moldes formulados, especialmente no que se refere ao tempo determinado para respostas, réplicas e tréplicas.

A Sabatina será divida em 2 momentos:

#1: PERGUNTAS DOS PARCEIROS
Nesta etapa, cada candidato responderá a duas perguntas, que foram previamente formuladas pelos parceiros do MVC.

A ordenação dos candidatos para a resposta será conforme a ordem alfabética, tendo como referência o nome de batismo de cada candidato.

Determinada a ordem de resposta, será sorteada uma pergunta, e o candidato da vez terá 3 minutos para respondê-la.

Uma vez tendo todos os candidatos respondido às respectivas perguntas que lhe foram sorteadas, o ciclo recomeçará, de forma que cada candidato responderá a 2 perguntas.

Desta forma, procuramos promover a paridade de oportunidades para cada candidato. Informamos que essas perguntas não serão divulgadas previamente aos candidatos.

Previsão de duração: aproximadamente 60 minutos.

#2: PERGUNTAS DA PLATEIA

Nesta etapa, os candidatos responderão às perguntas formuladas pela plateia.
O cidadão formulará uma pergunta de seu interesse, indicando qual candidato deseja que a responda, e um segundo candidato que deseja que faça uma réplica à resposta do primeiro.

O candidato indicado para responder terá 2 minutos, ao passo que o candidato indicado para replicar terá outros 2 minutos; após, o candidato indicado para responder a pergunta terá 1 minuto para tréplica (se desejar)

O candidato indicado para realizar a réplica não deve usar tal oportunidade para também responder à pergunta formulada pelo cidadão; deve se manifestar sobre a resposta do outro candidato.

As perguntas deverão ser formuladas e entregues aos voluntários do MVC durante o evento. Ainda assim, tais perguntas passarão por triagem prévia, que será feita pelos voluntários do Movimento Voto Consciente e poderão sofrer adequações, caso contenham qualquer teor político partidário que configure propaganda eleitoral de candidatos presentes à sabatina, ou conteúdos que façam alusão a feitos que contrariam a Constituição, o princípio democrático de direitos, bem como o respeito ao estado laico.

Nesta etapa não haverá quantidade mínima ou máxima de perguntas, mas será observado o tempo destacado para sua ocorrência: 60 minutos.

PRESIDENTES DE PARTIDOS

Com o envio prévio das regras da sabatina, procuramos cumprir com o princípio da publicidade, e também requerer aos participantes o respeito aos moldes formulados, especialmente no que se refere ao tempo determinado para respostas, réplicas e/ou tréplicas.

A sabatina será composta por duas perguntas, que todos os presidentes de partido deverão responder.

A ordenação dos candidatos para a resposta será conforme a ordem alfabética, tendo como referência o nome de batismo de cada participante.

Determinada a ordem de resposta, o representante da vez terá 3 minutos para responder a primeira pergunta (a respeito do Programa de Metas Legislativas).

Uma vez tendo todos os representantes respondido à primeira pergunta, o ciclo recomeçará para que respondão à segunda pergunta (sobre a duração das suspensões das sessões ordinárias).

Desta forma, procuramos promover a paridade de oportunidades para cada candidato. Previsão de duração: aproximadamente 60 minutos.

1) Em 2012, o MVC indagou aos presidentes dos partidos políticos que participariam do pleito eleitoral lançando candidatos a vereador se eles se comprometeriam com a implementação do documento chamado “Programa de Metas Legislativas” (https://goo.gl/YyTptO). Dentre todas (onze, no total), quatro ainda não foram abordadas pelos representantes do legislativo municipal no sentido de serem estudadas e implementadas.
Portanto, tendo em vista o supra relatado, questionamos: caso o seu partido tenha cadeiras na Câmara dos Vereadores para o mandato de 2017-2020, o Sr., em nome do partido que preside, compromete-se com a implementação das quatro metas legislativas constantes do documento “Programa de Metas Legislativas”, que ainda não foram iniciadas?

2) Conforme levantamento feito pelo MVC, de fevereiro a julho deste ano (2016), ocorreram vinte e quatro sessões ordinárias e em absolutamente todas houve interrupções. Os motivos das paralisações são diversos e vão desde homenagens a pessoas e entidades, até recepção a grupos com interesses específicos, que comparecem à Câmara sem prévio aviso, forçando interrupções. Na média, as sessões tiveram uma hora e dez minutos de suspensão. Percentualmente, em 2014 e 2015 as sessões permaneceram suspensas cerca de 27% e 26%, respectivamente, do tempo regimental. Em 2016, no período supra relatado, o percentual já havia subido para 33%. As longas suspensões contribuem para a evasão do público que acompanha a sessão. Também de acordo com levantamentos do MVC, o esvaziamento da plateia se dá após 30 minutos de suspensão, em média.
Portanto, tendo em vista todo o supra relatado, questionamos: Caso o seu partido tenha cadeiras na Câmara dos Vereadores para o mandato de 2017-2020, o Sr., como presidente do partido, compromete-se a implementar regulamentação interna que determine que suspensões das sessões ordinárias superiores a 30 minutos devam ser previamente agendadas (e constar da pauta, divulgada no site institucional na internet) e justificadas?

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Começo este texto com um questionamento que encontrei no livro “A era da Iconofagia”, do professor Norval Baitello Jr.: “será que, nesse mundo de inflação da visualidade, ainda estamos vendo ou apenas imaginamos estar vendo?” Acrescento, ainda, o verbo ouvir nesta pergunta: estamos ouvindo ou apenas imaginamos estar ouvindo?

Após um longo período de “hibernação” com os fatos políticos e sociais do país, decidi acordar para a vida e pensar no coletivo como solução de muitas questões práticas, sociais e emocionais. Não culpo minha família por não ter me dado um direcionamento melhor na política, tampouco por eu ter vivido a maior parte da minha vida em uma cidade provinciana. A culpa sempre foi minha de não estourar a bolha do comodismo e libertar o espírito do que não condizia com minha essência.

Com o questionamento acima, posso dizer que estamos sufocados. Sufocados de ícones, logotipos, imagens desconectadas do nosso ambiente, entorno, história. Muitas vezes achamos que estamos ouvindo e vendo com muita nitidez, mas não estamos. A carga de informações é tanta que não conseguimos discernir de que lado estamos, de qual opinião compartilhamos. Eu realmente estou entendendo o que eles estão falando? Respira.

O que isso tem a ver com o Movimento Voto Consciente? Tudo. A experiência de vivenciar as sessões da Câmara Municipal de Jundiaí desperta e conecta o ouvir, o manifestar, o chorar, o riso, a fúria, os aplausos, a vontade de gritar, de ir embora, de ficar, de abraçar, de tentar entender o porquê, de entender que somos plurais, que nossas opiniões se divergem e que tudo isso não quer dizer que exista uma verdade só.

Essa experiência sensorial me fez refletir o quanto é importante colocarmos a empatia em prática, o quanto precisamos nos unir e fazer da política um lugar mais convidativo para o progresso social e humanitário.

As redes sociais são um grande caminho para a informação, mas, também, geram ruídos na comunicação. Esse consumo exacerbado de imagens que vemos a todo instante em nossa timeline pode nos cegar quando não entendemos os dois lados da moeda. Nenhuma verdade é absoluta, a apuração dos dados e o simples ouvir são gestos grandiosos perante o caos que vivemos nos tempos atuais. Questionar a chuva de informações que recebemos diariamente é o primeiro passo para a formação de opiniões coesas.

Vivenciar essa experiência me fez mais cidadã do meu próprio mundo, possibilitando a mudança de dentro pra fora, como deve ser. (Marina Segre)

O cofundador da plataforma de financiamento coletivo Catarse, Luis Otávio Ribeiro, participa no fim do mês do Laboratório de Inovação Cidadã (LabIC), iniciativa do Movimento Voto Consciente Jundiaí. Como consultor, Luis dará dicas e sugestões acerca do tema, que possibilita a conexão entre criadores e o público interessado em financiar ideias para, neste caso, melhorar Jundiaí. Os participantes do LabIC, cujas inscrições se encerram no dia 16 de abril, poderão utilizar o Catarse como solução para os projetos que necessitem de crowdfunding (financiamento coletivo) para tirar do papel uma ou mais propostas vencedoras do Concurso Cidadonos 2015.

Ribeiro diz que o Catarse nasceu de uma dor: ver gente brilhante com projetos engavetados. Criada em 2011, a plataforma possibilita que projetos sejam executados de forma gratuita via financiamento coletivo pela internet. “Já circularam no Catarse mais de 2.300 projetos criativos, e mais da metade deles obtiveram recursos para execução, o que mobilizou mais de 26 milhões de reais de mais de 270 mil apoiadores”, declara.

Desde então, milhares de músicos, cineastas, quadrinistas, gamers, designers, jornalistas, cientistas e empreendedores utilizam o Catarse para colocar em prática suas ideias com a colaboração financeira direta de pessoas que se identificam com elas. A nova ferramenta, segundo Ribeiro, veio preencher uma demanda importante dos sistemas tradicionais de financiamento da produção criativa no país. “Esta demanda, reprimida por falta de opções, encontrou no Catarse menos burocracia e riscos, mais agilidade e independência do patrocinador”, explica ele, ao citar que a prática exige muito mais dos esforços do idealizador do que da benevolência daqueles que detêm recursos.

Entre as facilidades da utilização da plataforma, estão: comunicação direta com os apoiadores (diferente do Facebook, que não possibilita o diálogo com todo o público); atendimento personalizado e com boas práticas para realizar um projeto de crowdfunding; apoio parcelado em até três vezes sem juros; versão mobile em até 10 dias úteis; e acompanhamento em tempo real das contribuições, bem como a origem desses apoios.

O Movimento Voto Consciente de Jundiaí foi o primeiro a aplicar o crowdfunding na cidade. Anualmente, utiliza o Catarse para recolher recursos para viabilizar a Ficha Pública, jornal que traz o perfil de todos os candidatos a cargos públicos em Jundiaí, com suas ideias e compromissos com metas para os próximos quatro anos.

Prazos/LabIC

Após o período de inscrição, o LabIC terá uma segunda fase com os participantes dos projetos selecionados nos dias 27, 29 e 30 de abril no SENAC Jundiaí. Nesse período os inscritos passarão por módulos de capacitação, mentoria e consultoria, tendo que desenvolver trabalhos de acordo com o solicitado ao longo do Laboratório.

Já no dia 30, os inscritos devem receber auxílio de consultores que estarão disponíveis para cada equipe. Eles receberão dicas e sugestões sobre temas específicos, entre outros o financiamento coletivo. Ribeiro, convidado do LabIC, lembra também que, durante os trabalhos, serão trocadas experiências e referências de projetos para a cidade que já passaram pelo Catarse. Tudo isso aliado à montagem de programas que podem ser viabilizados através da plataforma, com testes para que o empreendedor dê o primeiro passo. O LabIC prevê também uma terceira fase, em que 15 projetos devem ser apresentados pelo líder de equipe, no dia 4 de maio, para uma banca de avaliação. (Marina Segre)

Laboratório de Inovação Cidadã (LabIC) Jundiaí

Período das inscrições: até 16 de abril, no link http://bit.ly/1VcmdsU
Conheça as propostas vencedoras do Cidadonos 2015: http://bit.ly/1FrFwbd
Mais informações: www.votoconscientejundiai.com.br

Coordenadora de Comunicação do Voto Consciente de Jundiaí 
Bárbara Mangieri | babimangieri@gmail.com

A Coordenadoria de Formação e Qualificação do Movimento Voto Consciente de Jundiaí promoveu no último sábado (19), a exibição do filme “As Sufragistas”, inspirado no movimento que teve lugar no final do século XIX e início do século XX na Inglaterra. O filme retrata a vida de um grupo de mulheres que resistia à opressão de forma passiva, sendo ridicularizado e ignorado pelos homens. A partir de determinado momento, porém, a personagem principal decide reivindicar seus direitos e lutar por sua dignidade.

O I Cine Consciente ocorreu na Casa do Meio, em Jundiaí, e contou com a presença da Cientista Social Luana Lopes. Junto com a coordenadora de Formação e Qualificação do Voto, Silmara Meireles, Luana abordou pontos importantes sobre o “ser mulher” em um bate-papo com voluntários e amigos. “O filme é uma oportunidade para se entender o contexto histórico e refletir sobre a luta das mulheres para a conquista do direito ao voto”, afirmou Silmara. É também, segundo ela, uma oportunidade de se pensar nas condições de desigualdade e violência que as mulheres enfrentam ainda hoje no seu dia a dia.

A coordenadora lembra que as questões sobre os direitos e as conquistas femininas abrangem qualquer grupo social. “Quanto mais pudermos lançar luz a estes pontos sombrios que promovem a desigualdade, sejam eles sociais ou de gênero, mais chances teremos de nos aproximar de uma sociedade igualitária e justa para homens e mulheres”, finaliza Silmara.

A ideia da exibição partiu da voluntária Simone Pligher, que assistiu ao filme em janeiro e compartilhou com o grupo a necessidade de exibi-lo. A primeira edição do evento reuniu cerca de 25 pessoas, que puderam compartilhar experiências e histórias sobre o feminismo em suas lutas e conquistas cotidianas. O próximo Cine Consciente está em fase de planejamento. Quais temas você gostaria de debater? Deixe sua opinião nos comentários da nossa fanpage.

Professor Marcelo PilonO Brasil passa por uma crise de credibilidade em seu sistema político com uma falta de clareza e liderança, sem precedentes. O sistema político brasileiro é definido da seguinte forma:

“O Brasil é uma República Federativa Presidencialista, formada pela União, estados e municípios, em que o exercício do poder é atribuído a órgãos distintos e independentes, submetidos a um sistema de controle para garantir o cumprimento das leis e da Constituição”. (Portal Brasil, 2013).

Há necessidade da presença de alguém com a dimensão necessária para o momento, que pense a salvação da democracia brasileira? A meu ver, não! Não precisamos de salvadores da pátria, queremos ser ouvidos e respeitados. O perigo que vivemos é a falta de credibilidade e a desconfiança no atual sistema político brasileiro.

É notório que nas últimas décadas tivemos grandes progressos no Brasil: a redução das desigualdades, a ampliação da riqueza distribuída e a diminuição da pobreza. Em função destes avanços ampliamos a faixa social, com a melhoria no padrão de vida da população mais pobre e o surgimento de uma nova classe média. Esta faixa social não quer perder a aquisição recente e irá lutar por suas conquistas. Estudando a história, vemos que os que efetivamente lutam e reagem não são os miseráveis, mas os que tiveram conquistas e têm algo a perder. Essa nova faixa social reagirá a qualquer risco de retrocesso. Mas a que custo?

Nas manifestações de junho havia ondas de manifestantes com expectativas diferentes, uma grande obra coletiva, que não apenas carregavam cartazes; eles interpretavam e davam sentido a seus anseios. Havia um questão de “performance”, cada um tinha de fazer a sua manifestação, e à sua maneira, se apropriando da própria manifestação. Não precisava de um líder ou liderança para representá-lo, pois ele era a própria manifestação. Mas ao seu lado havia uma corrente, que formava uma onda de indignação.

Estamos em uma fase de aprendizado. Quando o jovem vai às ruas e começa a fazer perguntas sobre política, é inevitável que ele aprenda o funcionamento do processo político. Ele acaba buscando outros meios de interlocução: na sala de aula, amigos, familiares, professores e nas ruas. É como se a história do pensamento político ocidental tivesse retornado às ruas, rapidamente questionando e interpretando:

• O que é democracia?
• O que é participação?
• Qual o limite de cada um e do outro?
• O que é liberdade?
• Quais são meus direitos?

Mas a falta de foco, liderança e organização foi uma dádiva ou um problema? Na minha análise, um movimento desorganizado, inorgânico, sem liderança, meta, clareza, definição e sem um plano. Existiu, e funcionou! Demonstra que algo está errado no sistema político brasileiro, há um repúdio generalizado contra o baile de máscaras que virou a política brasileira e o distanciamento proposital que nossos representantes mantêm do povo brasileiro; chegamos ao limite.

O que mais assustou a pseudo-esquerda, as oligarquias políticas e o velho modo de se fazer política? O povo demonstrou que os movimentos de massa não precisam de um salvador da pátria ou de um dono. Precisamos criar um novo modelo, que os partidos políticos se organizem ideologicamente e não de uma forma pragmática. Chega de interesses escusos que só visam a manutenção do poder ou a renovação de mandatos.

Na história recente brasileira houve o impeachment de um presidente; rapidamente as velhas raposas da política afirmaram: “o impeachment ocorreu pela falta de uma ‘super maioria’ no congresso que poderia ter blindado o presidente”. Quanto ao tratamento, a Constituição Federal contempla o impeachment como consequência de condutas que atentem contra a Constituição, “Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra…”. (BRASIL. Constituição Federal, 1988).

Essa blindagem do sistema político brasileiro é conhecida com o neologismo “pmdbismo” e seu pilar mestre: só se consegue governar e se manter no poder se o mandatário obtiver uma “super maioria” de apoio legislativo. Na realidade vemos um mandatário refém e envolto em um processo de chantagem permanente. Este modo de fazer política tem consequências; quando todos estão no poder, o sistema político polarizado e a oposição desaparecem.

Vemos também o “pmdbismo social”, movimentos sociais, instituições, sindicatos e organizações estudantis cooptados pelo governo. Os sentimentos da população se opõem a estas instituições e aos partidos políticos brasileiros, e a velha forma de fazer política não vem ao encontro dos anseios dos jovens brasileiros.

Estamos aprendendo juntos, mas devemos ter cuidado para não perder o que já conquistamos, como a democracia e a Constituição. Devemos sair da retórica, avançar e não perder nossas crenças, mas potencializá-las. A nossa crença é parte da construção do futuro; agindo de acordo com nossas expectativas positivas, há possibilidade de construção da mesma. Isso vai depender da nossa capacidade de entender a política e não nos colocar à margem, apenas criticando a política. Devemos tomar cuidado com o desinteresse e a repugnância à política, com a enclausura individual e a rejeição ao coletivo da cidade. A questão não é estar contra a democracia, mas como a democracia representativa brasileira se organizou, e revela-se no limite.

Quais são as consequências e os reflexos na vida política brasileira? Os partícipes do sistema político brasileiro não entenderam esse processo e os políticos não souberam lidar com os anseios da população. No inicio das mobilizações, muitos políticos vieram a publico e deram um caráter partidário e não social às mesmas. Ouvia-se em alto e bom tom o slogan “Vocês não nos representam”. A lição que fica às velhas raposas da política brasileira é que a democracia não se encerra na hora do voto, a democracia é capaz de influenciar o sistema político e direcioná-lo a uma determinada direção.

Estamos em um processo de prontidão na sociedade e caso as respostas não sejam minimamente satisfatórias o povo voltará às ruas.
Muitas das reivindicações eram orçamentárias, o que demonstra uma evolução democrática e a preocupação do povo com o que fazem com o nosso dinheiro e quais são as prioridades do orçamento público. Podemos ver a definição do orçamento público na cartilha da Fundação João Pinheiro e UNICEF, segundo Reiko (2001: 92):

“Documento do Poder Executivo, aprovado pelo Poder Legislativo, que estima receitas e despesas para o período de um ano para todos os seus órgãos, discriminando o programa de trabalho autorizado a ser realizado, elaborado segundo os princípios da unidade, universalidade e anualidade. Do ponto de vista político, corresponde ao contrato formulado anualmente entre governo, administração e sociedade sobre as ações a serem implementadas pelo Poder Público”.

A meu ver no Brasil existe uma falta de transparência: na elaboração, votação, execução e controle do orçamento público, em todas as esferas do sistema político. As questões não são discutidas corretamente e na maioria das vezes as prioridades não são as mesmas da população. Nós queremos que nossas prioridades sejam levadas em conta. Não queremos que o sistema político brasileiro se brinde contra estes anseios.
O clamor popular espelha as redes sociais, onde qualquer um pode se manifestar livremente. Notava-se ao longo dos anos sinais de insatisfação nas mídias sociais, mas de difícil identificação nas redes sociais. Mas qual a diferença entre redes e mídias sociais? As mídias sociais são as ferramentas como o facebook e o Twitter.

As “ferramentas de mídias sociais” são sistemas online projetados para permitir a interação social a partir do compartilhamento e da criação colaborativa de informação nos mais diversos formatos. Eles possibilitaram a publicação de conteúdos por qualquer pessoa, baixando a praticamente zero o custo de produção e distribuição ao longtail – antes esta atividade se restringia a grande grupos econômicos. Elas abrangem diversas atividades que integram tecnologia, interação social e a construção de palavras, fotos, vídeos e áudios. Esta interação e a maneira na qual a informação é apresentada dependem nas várias perspectivas da pessoa que compartilhou o conteúdo, visto que este é parte de sua história e entendimento de mundo. (Wikipédia, 2013)

Já as redes sociais são as pessoas interagindo com as mídias sociais.

Rede social é uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns. Uma das características fundamentais na definição das redes é a sua abertura e porosidade, possibilitando relacionamentos horizontais e não hierárquicos entre os participantes. “Redes não são, portanto, apenas uma outra forma de estrutura, mas quase uma não estrutura, no sentido de que parte de sua força está na habilidade de se fazer e desfazer rapidamente.” (Wikipédia, 2013)

Hoje o cidadão pode interagir, estruturar e propor de forma direta, sem interlocutores, usa-se as redes e mídias sociais como canais de interação. Há uma defasagem do sistema político atual e devemos repensar o funcionamento da democracia representativa brasileira. De acordo com a (Wikipédia, 2013), “Democracia representativa é o ato de um grupo ou pessoa ser eleito, normalmente por votação, para “representar” um povo ou uma população, isto é, para agir, falar e decidir em “nome do povo”. Os “representantes do povo” se agrupam em instituições chamadas Parlamento, Câmara, Congresso ou Assembleia.”.

Quando este tipo de representação foi instituído no Brasil não se pensava em outro meio de interlocução. Precisamos aperfeiçoar estes meios para melhor entender e interagir com os anseios da população. Há um descompasso claro entre a cultura política democrática da sociedade brasileira e do sistema político brasileiro. Devemos expressar uma nova forma de fazer política, a política coletiva. O sistema político, tal como ele funciona hoje não corresponde com a vida democrática.

Como fortalecer esta nova democracia? Independente de bandeiras fica claro que uma nova forma de democracia está nascendo. Esta nova democracia não é contra a democracia representativa, mas a favor de seu alargamento, com possibilidades reais da democracia e representatividade.

Bibliografia:

BRASIL. Constituição Federal de 1988. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constitui%C3%A7ao.htm.
Acesso em: 06. Mar. 2010

CONTEÚDO aberto. In: Wikipédia: a enciclopédia livre. Disponível em: Acesso em: 24. Jul. 2013.

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NIIMI, Reiko. Orçamento Público: decifrando a mensagem. Minas Gerais: Unicef- Fundação João Pinheiro, 2001.

Portal Brasil. Disponível em: . Acessado em: 23/ jul./ 2013.

Marcelo Pilon

Graduado em Administração de Empresas, pós-graduado em Administração Empresarial. Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Gestão Comercial, conferencista em Educação Empresarial, professor dos cursos de graduação, MBA e pós-graduação.