Ao ser convidado a escrever nesse espaço, não pude negar.
O Voto Consciente, em nossa cidade, tem se tornado dia após dia uma real ferramenta para que as pessoas exerçam pragmaticamente a cidadania.

Aliás, esse é o grande desafio: sair do discurso e adotar uma prática condizente. Em todas as esferas da vida.
O ser humano, infelizmente, tende à incoerência. Ou seja, age de acordo com uma cartilha e prega outra.
Tal façanha está muito evidente nas discussões e ações políticas atuais. O povo, sedento, quer uma política limpa, imaculada. Exige políticos transparentes, honestos. E tem toda a razão para querer exigir tudo isso.

Mas o que fazemos nós, cidadãos, seres humanos, para o bem do mundo atual? Do nosso Brasil? De nossa “terra querida” Jundiaí?
Como parar apenas de falar e começar a fazer?

Sempre digo que não adianta escrever contra a corrupção e estacionar em local proibido, ou – como falo aos meus alunos – “colar” na prova.
As grandes revoluções iniciam-se com pequenas coisas. O mundo ideal tem de começar com uma mudança real de pensamento. Gandhi, na luta pela independência da Índia, pregava a desobediência civil e a não-violência para vencer o Império Britânico. A prática, segundo a Satiagraha, deveria ser coerente com a teoria.
A Índia deixou de ser colônia e tornou-se um país livre. Demorou, mas aconteceu.

Logo, quando há a união de discurso e prática alcança-se a coerência.
E, ao meu ver, é tudo o que está faltando.
No mundo.
No Brasil.
E aqui em Jundiaí

Samuel Vidilli é sociólogo e professor.

Colunista Convidado

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Convidamos colunistas para fortalecer o debate sobre os principais temas e questões públicas de Jundiaí. As informações e opiniões emitidas neste texto são de inteira responsabilidade do autor, não correspondendo, necessariamente, ao ponto de vista do Movimento Voto Consciente Jundiaí.
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