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Arquivo. (JJ)

Publicada em 20/12/2008 às 11:34 | por Voto Consciente Jundiai

AO MICROFONE

17/12/2008

Discursos afiados. Com emoção e referências ao imbróglio judicial

O protocolo da solenidade de ontem, no Fórum de Jundiaí, não permitia a palavra a nenhum político eleito ou não eleito. Além dos tradicionais hinos nacional e de Jundiaí – executados pela banda São João Batista – e, claro, da cessão dos diplomas a prefeito e vereadores, a cerimônia reservou discursos pontuais, com referência ao imbróglio judicial que envolveu a confirmação do nome de Miguel Haddad (PSDB) como prefeito.

Os protagonistas nessa hora, foram Cláudio Levada, desembargador que coordena a Região em nome do Tribunal de Justiça (TJ), e o juiz eleitoral da cidade, Marco Aurélio Stradiotto. Levada não escondeu sua posição a favor da liminar que concedeu o direito à diplomação do candidato cassado em 1ª instância.

Sem citar seus alvos, mencionou atos que, segundo ele, “ultrapassaram os limites éticos de comportamento”. Ele ainda leu trecho de artigo publicado em jornal local, no qual enfatiza: “decisão judicial não se discute. Cumpre-se!”.

Afiado, Stradiotto já iniciou a fala enfatizando a democracia do evento. “Estou feliz em ver minha isenção em comandar essa diplomação, pois nunca fui suspeito.” O recaldo foi claro. O juiz havia assistido, durante a campanha, inúmeras tentativas do PSDB em afastá-lo de ações envolvendo o partido.

Depois, citou o pai, um dos fundadores do antigo MDB. Lamentou episódios antigos relembrando a ditadura e apoiando a busca dos direitos de cada um no Judiciário. Uma indireta referência ao ex-prefeito tucano, André Benassi, que recentemente falou em “perseguição” contra Miguel.

Ao tentar mensurar o quanto foi marcante essa eleição para ele, Stradiotto agradeceu aos que chamou de “companheiros advogados” de todos os partidos. Em seguida, surpreendeu ao homenagear parte dos jornalistas locais. Ao lembrar da esposa e filha, o juiz sucumbiu às lágrimas e recebeu aplausos do público presente, antes de diplomar os eleitos.

THIAGO GODINHO
fonte: JJ
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NO FÓRUM

17/12/2008

Cerca de 600 pessoas assistem diplomação dos eleitos

ALEX M. CARMELLO Stradiotto entrega diploma para Miguel Haddad, na noite de ontem: posse será dia 1º de janeiro

Stradiotto entrega diploma para Miguel Haddad, na noite de ontem: posse será dia 1º de janeiro

Cerca de 600 correligionários e familiares do prefeito eleito, Miguel Haddad (PSDB), e vereadores acompanharam a cerimônia de diplomação dos vitoriosos nas eleições deste ano, em Jundiaí.

O pleito seguramente mais polêmico da história da cidade teve desfecho – pelo menos parcial – com a efetivação da mesma configuração de Prefeitura e Câmara revelada no dia seguinte à eleição. Agora, os políticos diplomados aguardam a posse dos cargos, em 1º de janeiro.

Apesar de responder por seis cassações, Miguel recebeu o diploma das mãos do juiz eleitoral de Jundiaí, Marco Aurélio Stradiotto, por força de liminar concedida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em São Paulo. O mesmo aconteceu com o vereador reeleito José Galvão Braga Campos, o Tico (PSDB).

Antes do início da solenidade, o tucano mais votado na corrida ao cargo máximo do Executivo disse se “sentir à vontade” para receber o diploma, apesar dos processos judiciais. “Nunca tive dúvida que isso aconteceria”, reforçou.

Perguntado se essa foi a mais inusitada das sete diplomações que passou em sua vida política, o tucano evitou polêmicas. “Não há sabor diferente, mas naturalmente essa é a primeira vez que recebo um diploma após embate jurídico.” Nos bastidores, Miguel e Stradiotto posaram, juntos, para fotos.

A solenidade, marcada para as 20 horas, teve início com alguns minutos de atraso. Após abertura da sessão, o juiz cedeu o microfone ao coordenador do Tribunal de Justiça na Região, Cláudio Levada.

O desembargador, que participou de eventos tucanos durante a campanha eleitoral, iniciou o discurso parafraseando o ex-governador do PSDB, Mário Covas: “Existem discursos bons e os discursos longos”.

Levada ressaltou o que chamou de “acerto” de Stradiotto em diplomar os políticos cassados mesmo com diretriz contrária do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). “A orientação é para que não se diplome quem está tentando reverter situações na Justiça. Mas, no caso deles, há o efeito suspensivo da liminar”, enfatizou. Stradiotto, por sua vez, destacou a democracia do evento: “Nada estraga essa festa em que terei, sim, liberdade de abraçar os diplomados.”

THIAGO GODINHO

fonte: JJ
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PRESIDÊNCIA DO LEGISLATIVO

17/12/2008

PT ´cerca´ PDT para fechar grupo

Não foi dessa vez. A reunião que poderia significar o desfecho de uma conversação que já dura algumas semanas entre PT e PDT, ontem, manteve a dúvida sobre a união dos partidos em relação à disputa, no próximo mandato, da presidência da Câmara de Jundiaí. A definição de que das duas legendas sairá apenas um postulante ao cargo depende agora do aval do presidente do PDT local, João Henrique dos Santos.

Um primeiro passo, contudo, já foi dado: os quatro vereadores eleitos neste ano assinaram um termo com itens que devem ser discutidos de maneira pública junto aos outros concorrentes à cadeira de presidente do Legislativo.

Em uma reunião que demorou poucos minutos, Durval Orlato e Marilena Negro (ambos do PT) convenceram José Carlos Ferreira Dias, o Zé Dias, e Fernando Bardi (os dois do PDT) a assinar o termo – chamado de base programática para candidatura do biênio 2009/2010.

Nele constam 14 ações que o grupo deseja executar caso venha a concorrer à presidência. Entre eles, algumas já conhecidas como a mudança de horário da sessão ordinária para o período da noite. Em relação ao nome do candidato à presidência, nada certo. “Sou a candidata do PT, como o Bardi ainda é do PDT. Queremos resolver isso o mais rápido possível”, comentou Marilena, que foi reeleita em outubro.

O delegado Fernando Bardi, que cumprirá o primeiro mandato como parlamentar, preferiu não adiantar nada em relação à candidatura. “Esse é um momento de entendimento, de troca de idéias.” João Henrique dos Santos não foi localizado ontem para falar sobre o assunto.

EMERSON LEITE

Esta notícia foi atualizada em 17/12/2008 às 00:08

fonte: JJ

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CÂMARA

17/12/2008

Mudança no Código gera muita polêmica

Alterações propostas no Novo Código Tributário do Município – aprovado há dois meses – criaram muita polêmica na última sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Jundiaí, ontem pela manhã. A oposição alegava que as mudanças poderiam influenciar no aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para “uma parte da população”.
O secretário municipal de Finanças, José Antônio Parimoschi, foi chamado para sanar possíveis dúvidas dos parlamentares, mas não chegou a falar no Plenário. “Não houve nenhum tipo de mudança na essência do projeto. Apenas corrigimos erros de português encontrados depois de uma revisão feita no código”, comentou. O PT prometeu procurar o Ministério Público para denunciar o caso.

Em regime de urgência, o Projeto de Lei Complementar 850, que determinava as alterações no Código Tributário, foi aprovado por nove votos contra quatro. Apenas a bancada do PT (formada por Carlos Kubitza, Marilena Negro e Gerson Sartori) e também o vereador Cláudio Miranda (PSOL) se negaram a aprová-lo. “No dia 14 de outubro, a oposição pediu que (o projeto que institui o Novo Código Tributário) não entrasse, mas foi aprovado com equívocos, o que mostra que precisava ser melhor discutido”, destacou Sartori.

“Disseram que estávamos fazendo campanha política, mas está provado que havia dúvidas. Toda vez que se vota um Projeto de Lei Complementar é preciso ter audiência pública. Agora, tem local que o IPTU pode aumentar 50%.”

Defesa – O presidente da Comissão de Justiça e Redação (CJR), Adilson Rosa (PR), afirmou que não havia nenhum risco em votar as mudanças propostas pelo Executivo. “São alterações corretivas, simplesmente. Dá para votar tranqüilamente, já que não mexem na substância do projeto.”

Os oposicionistas ainda tentaram conseguir 11 assinaturas para que uma nova audiência pública fosse realizada. Só conseguiram cinco, incluindo a do pedetista José Carlos Ferreira Dias, o Zé Dias. “Deveriam ter feito essa discussão lá atrás, quando o código foi aprovado. Agora é jogar para a platéia”, cutucou Rosa. Segundo Parimoschi, uma revisão feita após a aprovação detectou os erros. “Vou mandar republicar o código por conta disso, mas não tem lógica dizer que vai haver aumento de 50%”, reforçou.

O projeto também garante nova data para que os efeitos do Código Tributário passem a vigorar: de 1º de janeiro de 2009, como estava no texto anterior, para 1º de fevereiro do próximo ano. “É preciso respeitar a noventena”, lembrou Parimoschi, ressaltando outro erro.

O secretário lembrou que o aumento de 6,17% no IPTU para o ano que vem diz respeito à reposição de 11 meses do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC). “O reajuste real só vai vir na alteração que os proprietários fizeram no imóvel.”

EMERSON LEITE

fonte: JJ

Esta notícia foi atualizada em 17/12/2008 às 00:06

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