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Ary Fossen: um balanço do governo

Publicada em 14/12/2008 às 11:42 | por Voto Consciente Jundiai

ADMINISTRAÇÃO

14/12/2008

VALTER TOZETTO JR Orgulho: Ary fala em

Orgulho: Ary fala em “dever cumprido e consciência tranquila”

A poucos dias do final de seu mandato, o prefeito Ary Fossen falou com a reportagem do Jornal de Jundiaí Regional sobre sua gestão de quatro anos, numa manhã ensolarada, em seu gabinete, no início da semana. O bate-papo durou 3 horas. A sala arejada, bonita, não escondia, porém, o clima de melancolia. Livros sobre as mesas, quadros e muitas homenagens recebidas ao longo desses anos, estavam sendo colocados dentro das caixas de papelão. Fossen já estava encaixotando suas coisas. Mas a mesa do prefeito, cheia de papéis, bilhetes e documentos, mostra que Ary Fossen ainda tem gás. E como tem. Meticuloso, o prefeito fez o balanço de sua administração com tudo na ponta da língua: número de creches entregues, unidades de saúde, obras viárias etc. E ainda falou das frustrações.

“Estou entregando a cidade do jeito que eu queria. Nunca se fez tanto em tão pouco tempo”, garantiu ele. Entretanto, Ary Fossen fez questão de dizer que, para ele, seu maior ‘feito’ não foi nenhuma obra grandiosa, e sim, o alinhamento que conseguiu com os governos federal e estadual. Chamando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, de ‘Lulinha’, Ary lembrou que há 40 anos um chefe de Estado não vinha para a cidade. “O projeto ‘Saneamento para Todos’ foi um marco para Jundiaí. São 14 intervenções em galerias pluviais, 9 em córregos e canais. R$ 43 milhões do governo federal e uma contrapartida de R$ 15 milhões da Prefeitura. São obras importantes que vão deixar a cidade uma beleza”, comemorou. Ele sabe, porém, que o transtorno das obras foi intenso. Foi muito criticado desde o começo do ano por conta disso. E reconhece que a população sofre com interdição, com mudança de mão de direção, com trânsito confuso. Mas o resultado será ‘fantástico’, como ele mesmo avaliou. A duplicação da represa de abastecimento também não foi esquecida. “Isso é futuro”.

Mas também tem frustrações. Sua maior mágoa? Não ter sido o candidato natural do seu partido à reeleição. “Hoje estou mais conformado, mas não vou negar. Tenho mágoa disso sim”, confessou, garantindo que não tem raiva de ninguém. Sua relação com Miguel Haddad, prefeito eleito, de acordo com ele, não mudou. “Continuamos amigos”.
Ary falou do processo eleitoral, do posicionamento da Justiça, das cassações do colega de partido e do comportamento da oposição. Para ele, Haddad será diplomado e se sentará na cadeira do Executivo no dia 1º de janeiro. “Ele (Miguel Haddad) está sofrendo, eu sei disso. Mas vai superar. Com certeza fará um bom governo”, torce.

Sobre seu rumo na política, Ary é emblemático. “A gente não pode dizer que não vai mais sentar nessa cadeira, mas, a princípio, não quero mais. Não tenho mais tempo e é muito desgastante”, diz o prefeito, que no dia 12 de janeiro completa 72 anos. E dispara: “Acordos políticos existem e farei o que meu partido me pedir, porém, sem pressão”, avisou. Ary se referiu a uma possível candidatura a deputado estadual, que deve ocorrer daqui a dois anos. Questionado se poderia concorrer a uma vaga no Congresso, ele negou veementemente. “Não, minha linha é outra”. O tal alinhamento tão citado pelo prefeito veio da época em que ficou por duas vezes na Assembléia Legislativa. Pela primeira vez, em 1998, recebeu 41.402 votos. Já na reeleição, obteve o dobro de votos e chegou à marca de 84.354. Em 15 de março de 2003, foi eleito segundo vice-presidente da mesa diretora da Assembléia para o biênio 2003/2004.

Seus trabalhos de destaque são nas áreas de Educação e Habitação. É responsável por conquistar, junto ao governador Geraldo Alckmin, a instalação da Faculdade de Tecnologia (FATEC) em Jundiaí – a primeira faculdade pública de ensino gratuito da cidade. Na área de Habitação, conseguiu autorização para a construção de 1.200 moradias, retirando pessoas das áreas de risco dos núcleos de submoradias.
Ary se emociona ao falar dos governadores. O curioso é que Ary tem em seu gabinete três quadros na parede, todos com fotografias: uma com Mário Covas, outra com Geraldo Alckmin e, o mais recente, com José Serra. Sua devoção aos governadores tucanos é definido por ele como ‘lealdade’. Com os olhos marejados, ele lembrou dos últimos momentos com Covas e do convite para assumir a Secretaria da Casa Civil, no final do mandato daquele governador. “Sabe, não me perdôo por isso. Deveria ter aceitado um pedido dele (Covas)”.

HANAÍ COSTA

fonte: JJ

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