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Batalhão da PM causa-bate boca entre vereador delegado e autor de moção

Publicada em 01/03/2016 às 00:17 | por Claudia Muller
Discussão provoca mal estar em plenário

Discussão provoca mal estar em plenário

O vereador delegado Paulo Sérgio Martins (PPS) e o pedetista José Carlos Ferreira Dias, o Zé Dias, protagonizaram na última terça-feira (23) o primeiro bate-boca do ano no plenário da Câmara Municipal de Jundiaí. O alvo foi a 1a Cia do 49o Batalhão da Polícia Militar, situado na Vila Rio Branco, cuja moção de apelo, de autoria de Zé Dias, pedia a transferência da unidade, que funciona na Vila Rio Branco, para a Ponte São João.

Paulo Sérgio chegou a classificar a iniciativa de “oportunismo político”, com vistas às eleições de outubro. “Não adianta pedir ao governo, às vésperas da eleição, a transferência do batalhão”, disse. Ele votou contra a moção, que foi aprovada com 10 fotos favoráveis.

A discussão se tornou inócua já no dia seguinte à sessão, quarta-feira (24). O secretário de Segurança Pública do Estado Alexandre de Morais descartou, logo pela manhã, o deslocamento para a Ponte da 1a Cia da PM, durante inauguração do prédio da Delegacia Seccional de Jundiaí. Ele alegou que a transferência aumentaria o custo sem contribuir com a eficácia policial, e que preferia optar pelo aumento do efetivo nas ruas da cidade.

Ao criticar a moção de Zé Dias Paulo Sérgio baseava-se, na verdade, em fala na Tribuna Livre do ex-vereador, ex petista e agora candidato pelo PHS Celso Arantes, hoje diretor de unidade da Prefeitura. O ex vereador, candidato ao cargo novamente, explicou que, após reunião sobre a segurança do bairro com os moradores da Ponte São João em janeiro, o capitão Biancardi, da 1a Companhia, já havia descartado prédio do Clube Jaú para abrigar o batalhão, conforme sugestão de Zé Dias.

“Então não há mais necessidade dessa moção”, afirmou. Para justificar Arantes exibiu a cópia de um questionário distribuído naquela reunião, organizada por Zé Dias, que preferiu chamar de “cadastro eleitoral”. O questionário pedia o nome do participante do encontro, nome do cônjuge, endereço, CEP, bairro, fone, celular, se era eleitor da cidade, e-mail, se fazia parte de algum grupo comunitário e se realizava trabalho voluntário. “Sabe o que restou para o espaço destinado à segurança da Ponte? Uma linha!”, disse o ex-vereador, bastante exaltado. Para completar “Não se pode usar de oportunismo em reuniões para enganar o povo”.

Foi quando Paulo Sérgio entrou em cena, concordando com a fala de Arantes. “Não façamos disso um palanque político”, declarou o vereador delegado, ao justificar que não é, porém, contra a instalação de unidades de segurança no bairro. “Sou do ramo. Essa companhia não irá para lá. Não é esse o trâmite”. Disse mais: “O povo não é bobo. É preciso mudar a forma de se fazer política”.

Zé Dias rebateu dizendo para Paulo Sérgio tomar cuidado com as palavras, pois ele (Paulo Sérgio) pertence à Polícia Civil. “O senhor já passou alguns momentos difíceis nessa Casa e pode passar novamente”, declarou. Ao que o delegado afirmou, na sequência: “Só se for prisão de ventre”. Durante a trabalhos os vereadores José Galvão Braga Campos (PSDB) e Paulo Malerba (PT) ainda saíram em socorro de Zé Dias. (Cláudia Muller)


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