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Ciclistas à espera de espaço

Publicada em 13/12/2009 às 18:14 | por Voto Consciente Jundiai

>TRÂNSITO
13/12/2009

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ALEXANDRE MARTINS Driblar o tráfego, uma tarefa dos ciclistas em Jundiaí

Driblar o tráfego, uma tarefa dos ciclistas em Jundiaí

Imagine se houvesse uma ciclovia na avenida Antonio Frederico Ozanan, na 9 de Julho, União dos Ferroviários, avenida Jundiaí, Prefeito Luiz Latorre, Samuel Martins, Serra do Japi, avenida dos Imigrantes Italianos e até na Estrada Municipal do Varjão. Essa ideia está em estudo e faz parte do projeto da Secretaria de Transportes para o município de Jundiaí. Conforme explica o diretor de Trânsito, Mauro Mazzamati, também há intenção de criar um Plano Diretor Cicloviário.

Em fevereiro deste ano, o JJ Regional noticiou o projeto. Na semana passada, novamente o diretor de Trânsito foi entrevistado, revelando que pouca coisa mudou desde então. “Ainda dependemos de financiamento e da liberação de verba do Ministério das Cidades. Todo o projeto custará R$ 6,9 milhões”, explicou. Segundo Mazzamati, a avenida 9 de Julho – atualmente em obras – terá uma ciclovia de 3,925 metros de extensão, percorrendo um dos lados do rio. “Ainda não definimos qual o lado”, diz. Na avenida Antônio Frederico Ozanan, entre as avenidas Prefeito Luiz Latorre e União dos Ferroviários, até a divisa com Várzea Paulista, outra ciclovia está projetada, com extensão de 12.400 metros.

Já no resumo do Plano Diretor Cicloviário, disponibilizado à reportagem, as principais avenidas do município constam na proposta de construção de ciclovia. A ideia, segundo o diretor de Trânsito, é integrar o ciclismo a outros transportes. “Jundiaí tem uma geografia difícil para as bicicletas. Queremos integrar o ciclismo com os terminais de ônibus, por exemplo, construindo a ciclovia próximo a esses locais”, explica. A única ciclovia em operação no município fica na avenida Antônio Pincinato, que dá acesso ao bairro Eloy Chaves. De acordo com Mazzamati, se a proposta for aprovada pelo Ministério das Cidades, esta ciclovia passará por uma revitalização.

Entre as avenidas que figuram no Plano Diretor Cicloviário estão a Estrada da Cesp (Parque Almerinda Chaves), Henrique Brunini (Terminal Eloy Chaves), José Luiz Sereno (Serra do Japi), Osmundo dos Santos Pellegrini (Parque Centenário), avenida Jundiaí (Terminal Central), rua José do Patrocínio e avenida 14 de Dezembro (Terminal Vila Rami), avenida Samuel Martins com Rua Brasil (Vila Progresso), avenida União dos Ferroviários (Terminal Vila Arens), avenida dos Imigrantes Italianos (Terminal Colônia), Antônio Borin (Caxambu), Humberto Cereser (Jundiaí Mirim), rodovia João Cereser e avenida Prefeito Luiz Latorre, entre outras.

Estatísticas – Segundo levantamento de acidentes de trânsito feito pela Prefeitura, de janeiro a setembro do ano passado ocorreram 127 acidentes envolvendo ciclistas e outros 83 este ano, no mesmo período. “Para o ciclista não é exigida habilitação, mas ele deve seguir e respeitar as normas de trânsito, que são as mesmas tanto para motoristas quanto ciclistas. A legislação é a mesma, mas a fiscalização é muito complicada.” O diretor ressalta que muitas pessoas utilizam a bicicleta como meio de transporte para ir ao trabalho ou outros locais. “Isso é muito positivo para o meio ambiente. Imagine se 20% das viagens fossem feitas de bicicleta”, diz.

Mazzamati ainda afirma que a campanha permanente de educação no trânsito, que será lançada nos próximos dias pela Prefeitura, também prevê orientação aos ciclistas. “O objetivo é sensibilizar mais os motoristas em relação às normas de trânsito, estimulando o respeito a elas.” O Código de Trânsito Brasileiro estabelece normas para os ciclistas e indica alguns itens de segurança para o condutor, como guiar sempre pelo lado direito da pista, próximo ao meio-fio e, quando em grupo, em fila única, um atrás do outro; nunca transitar sobre as calçadas; não se agarrar à traseira ou lateral de outros veículos; nunca se infiltrar em meio a veículos em movimento; não andar com bicicletas fazendo malabarismo; respeitar as faixas de pedestres; e obedecer sempre a sinalização de trânsito. Para transitar à noite, a bicicleta deve ser iluminada (desaconselhável o trânsito à noite, para crianças).

De acordo com a legislação, “conduzir bicicleta em passeios onde não seja permitida a circulação deste transporte é considerado infração de trânsito de natureza média, cuja penalidade é uma multa no valor de R$ 85,13 e remoção da bicicleta, mediante recibo para o pagamento da multa”. Em Jundiaí, é permitido o passeio com bicicleta no Parque da Cidade e Jardim Botânico.

PAULA MESTRINEL
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fonte: JJ

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