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Oficina esclarece dúvidas e dá largada para Laboratório de Inovação Cidadã

Publicada em 08/04/2016 às 19:44 | por Claudia Muller
Participantes conheceram as regras do Laboratório e receberam orientação

Participantes conheceram as regras do Laboratório e receberam orientação

O Movimento Voto Consciente de Jundiaí reuniu na Casa do Meio, nesta semana, cerca de vinte pessoas – entre inscritos e idealizadores – para participar da oficina de criação do Laboratório de Inovação Cidadão (Labic), programado para este mês e começo de maio. A oficina foi realizada para esclarecer dúvidas e dar exemplos de como montar projetos para fazer de Jundiaí uma cidade melhor. Antes disso o Voto já havia feito uma videoconferência para, também, orientar os interessados. As inscrições para participar do laboratório (https://bit.ly/inscricaoLABIC) terminam no dia 16 de abril.

Durante os trabalhos o voluntário Henrique Parra Parra Filho, explicou que o laboratório “é uma maneira de o cidadão influenciar nas propostas da cidade, gerando interesse público para transformá-la”, em referência às propostas vencedoras do Concurso Cidadonos 2015, a serem discutidas durante o evento. Ele explicou aos participantes, entre temáticas mais específicas, que os projetos selecionados deverão integrar a segunda fase do Labic – os chamados módulos de capacitação – nos dias 27, 29 e 30 de abril no Senac de Jundiaí.

Os interessados em se inscrever no Labic, presentes à Casa do Meio, escola que se baseia na educação pela arte, demonstraram particular interesse na consultoria de especialistas e mentoria de empreendedores sociais programada para o evento. Como por exemplo saber mais sobre a prática do crowdfunding, modalidade em que várias pessoas podem investir pequenas quantias de dinheiro em seu projeto, feita geralmente via internet.

O Labic terá ainda uma terceira fase, quando serão apresentados os projetos selecionados pelos líderes de equipe, explicou Henrique. No dia 4 de maio uma banca de avaliação apreciará esses projetos, sendo que as melhores ideias serão escolhidas para que se dê visibilidade a elas, possam ser apoiadas, recebam investimentos ou ganhem espaço na cidade. Henrique deixou claro que o grande prêmio dos participantes será receber orientação espontânea e sem custos para seus projetos.

Participantes

A engenheira ambiental Bruna Quirino, presente na oficina, mostrou interesse na aplicação no projeto de compostagem em toda a rede municipal de ensino, uma das doze propostas vencedora do concurso Cidadonos. A ideia prevê a aplicação do plano nas escolas a partir do próprio resíduo que produzem, envolvendo os alunos em oficinas e distribuindo kits para que as famílias também realizem a compostagem em suas casas. “A proposta é muito simples e traz muitos ganhos tanto na área de meio ambiente, de ensino e de saúde”, disse. A compostagem pode ainda, segundo a sugestão, gerar receita para as escolas

Para Geane Barbosa, autora da proposta e também presente ao encontro, o investimento necessário para desenvolver o projeto, de fácil implementação, é muito menor do que o custo atual que a Prefeitura tem com a coleta de lixo e manutenção dos aterros. “Com a realização da compostagem em cada escola da rede municipal teremos uma destinação ecologicamente correta para os restos de alimentos provenientes de refeitórios, cantinas e lanches trazidos pelos alunos”, afirmou. Ao lado de Geane o farmacêutico Henrique Ernesto Tutil, participante do projeto, disse que estuda compostagem há mais de dois anos e por isso vai levar suas ideias para o Labic.

Outra proposta vencedora do Cidadonos, a ser desenvolvida durante o laboratório, será a integração das Redes Sociais com os conselhos municipais de Jundiaí. Segundo Júlio Cintrão, docente mediador das redes no Senac, os conselhos precisam abrir as portas para a participação da sociedade civil, viabilizar o controle social e promover a democracia. “Essa integração é uma excelente forma de promover de fato os conselhos”, declarou Cintrão, para quem os mesmos conselhos, do jeito que são estruturados, praticamente não permitem a participação dos setores populares. “E as Redes dão essa possibilidade”, finalizou. (Cláudia Muller e Marina Segre)


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