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COATI realiza ciclo de debates sobre o Rio Jundiaí

Publicada em 15/03/2009 às 13:22 | por Voto Consciente Jundiai


Tem início no dia 13 de março o “Fórum Permanente de Defesa do Rio Jundiaí”, que este ano comemora o Dia Mundial da Água (22/3) com o ciclo de debates “Intervenções Urbanas e o futuro do rio Jundiaí”.

As outras datas dos debates são 20, 23 e 25 de março. Durante o fórum haverá debate sobre o futuro da bacia do rio Jundiaí, com discussão sobre o desenvolvimento da região e o potencial hídrico de uma das menores bacias hidrográficas do estado de São Paulo.

Além de conferencistas, foram convidados os prefeitos e secretários municipais das seis cidades incluídas na bacia do rio Jundiaí, Comando da Polícia Ambiental, Secretaria Nacional de Recursos Hídricos, vereadores e comunidade.

O evento tem a organização e apoio do GAP-PT (Grupo de Ação Parlamentar de Vereadores do PT da região), Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo Sub-sede Jundiaí, ONG Caminho Verde, CUT Sub-sede Jundiaí e COATI.

Em todas as datas, o fórum tem início às 19 horas. Confira as datas e locais do ciclo de debates:

13/3 – Câmara Municipal de Várzea Paulista

20/3 – Câmara Municipal de Campo Limpo Paulista

23/3 – Câmara Municipal de Itupeva

25/3 – Câmara Municipal de Jundiaí

“PACOTE DE MALDADES” PARA COMEMORAR O DIA DA ÁGUA

Texto enviado pelo Fórum Caxambu sobre a falta de gestão e de planejamento que transformam o PAC em “pacote de maldades” na bacia do rio Jundiaí

Mais estragos no Rio Jundiaí

Os estragos do PAC vão além das áreas que sofrem intervenções diretas.

O entulho, lixo, terra e sedimentos extras, lançados na bacia do Rio Jundiaí em função das obras, potencializam os efeitos destrutivos das enxurradas.

Dessa forma, os estragos vão aparecendo mais adiante, como em extensa área do distrito industrial, próximo da empresa Deca, onde as margens mostram os impactos gerados pela falta de planejamento. Além de todos os equívocos já registrados, a época é imprópria, devido as chuvas constantes.

Como não fosse suficiente, a movimentação de entulhos jogados por caçambeiros na beira do rio, destrói a mata ciliar remanescente.

A fauna, a mesma observada antes das obras na região da Vila Lacerda e também no córrego Walquírias, resiste heroicamente, até ser expulsa para mais além: irerês e quero-queros descansam nas ilhotas do rio.

Nessa mesma área, conforme informação de um técnico voluntário, um novo galpão parece ter sido construído sobre o emissário de esgoto e aparentemente danificou a tubulação.

Walquírias e Areião

As obras no córrego Areião (Caxambu) e no Walquírias (Vila Bela) prosseguem, a despeito de todas as irregularidades observadas, incluindo a falta de avaliação pelo Comdema, situação que é verificada pelo Ministério Público.

No Areião, em área de Mananciais, a instalação de cerca de 200 mts de aduelas, vai enterrar extensão equivalente do córrego. Um piscinão seria alternativa mais óbvia e adequada.

No Walquírias, toneladas de concreto vão sepultando as características naturais do córrego, apenas para “igualar” com os trechos já canalizados.

Nada justifica a canalização em concreto, já que há outras alternativas. Menos ainda, a canalização em “U”, com fundo revestido, que reduz drasticamente a insolação e as mínimas condições de vida no canal concretado.

MP e DEPRN

Segundo o promotor de justiça Claudemir Batallini, é muito difícil reverter o quadro, em função do estágio das obras, “mas as investigações e providências prosseguem visando medidas de mitigação e recuperação, incluindo outros cursos d´água e também para o Rio Jundiaí e mudança de postura para outras obras do gênero”, diz.

Já para o DPRN, está tudo bem. Adriana M. Rocha Goulart, da agência ambiental local, informou a Ouvidoria da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, questionada pelo Fórum Caxambu, que “o Estado deu anuência para o referido empreendimento através da emissão de autorização para intervenção em área de preservação permanente por se tratar de obra de baixo impacto ambiental e de ulilidade pública” e que haverá “plantio de 374 mudas de espécies nativas arbóreas”.

Como pode ser de baixo impacto uma obra que alterou completamente a situação do córrego e de seu entorno, transformando o pequeno ecossistema ali instalado em uma canaleta estéril. Como pode ser de utilidade pública uma obra em área particular sem vizinhos, que troca o precioso verde por toneladas de concreto?

Projeto errado e esgoto

Completando o “pacote de maldades” para comemorar o Dia da Água, 22 de Março, o canal do Walquírias, conforme observação do mesmo técnico voluntário, parece conter erros de projeto, que precisam ser verificados.

A altura do canal aparentemente irá levar ao aterro das áreas próximas, incluindo uma nascente vizinha, que vem da Praça da Paz Celestial, na Vila Bela.

E na pressa de concluir o serviço, a tubulação de esgoto aparentemente foi danificada e coberta pelo concreto em alguns pontos do trecho em obras.

Fonte: Boletim COATI

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