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Compostagem nas escolas é o destaque de laboratório organizado pelo Voto Consciente

Publicada em 16/05/2016 às 18:59 | por Claudia Muller

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O Laboratório de Inovação Cidadã (Labic), realizado pelo Movimento Voto Consciente de Jundiaí, escolheu o projeto de compostagem nas escolas, um dos três finalistas do evento, como o mais apto a buscar apoiadores e financiadores dentro do Município. A compostagem foi idealizada para, com base nas propostas vencedoras do Concurso Cidadonos 2015, montar projetos que visem transformar Jundiaí em uma cidade melhor. A banca de avaliação, composta por gestores de instituições de destaque no campo do empreendedorismo e investimento social da cidade, deu feedbacks para que os grupos finalistas – entre eles os da integração das redes sociais com os conselhos municipais e o que pretende ocupar o corredor cultural da cidade com grafite – possam receber apoio, inclusive, através do sistema de financiamento coletivo.

Coordenada pelo voluntário do Voto, Henrique Parra Parra Filho, a banca apreciou a apresentação de cada projeto por meio de um dos representantes de cada grupo. Destacou, em linhas gerais, a experiência já adquirida pelas redes sociais locais, que inspiraram o professor Júlio Cintrão, do Senac Jundiaí. “Como empreendedor Cintrão demonstra grande conhecimento da temática, além de perfil empreendedor”, disse um dos participantes da banca. Já o projeto do corredor cultural, capitaneado por Gustavo Tavares e Bruna Santos, recebeu destaque pelo potencial do chamado “financiamento cruzado”, em que se vende serviços para empresas e instituições e se oferece benefícios gratuitos para jovens em situação de vulnerabilidade.

Por fim o projeto das irmãs Larissa e Tatiana Tega, em conjunto com a bióloga Gabriela Tibúrcio, foi o escolhido pela banca por ter sido apresentado com mais clareza ao aliar informações descritivas com imagens. Também conseguiu, segundo os avaliadores, destacar melhor o cronograma, prazos, parceiros e custos de viabilização, bem como já calcular o impacto e a escala que a ideia pode ganhar. O Labic teve início no começo de abril e agora encerra seu ciclo, depois de mais de quinze horas de oficinas formativas. Nesse período os oito empreendedores que apresentaram suas propostas, escolhidas para participar do Labic, receberam exercícios práticos. Participaram também de uma maratona no Senac, na qual receberam apoio de mentores e consultores.

Compostagem

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Larissa Tega, uma das idealizadoras do tema compostagem, é gestora ambiental, pedagoga e bióloga. Segundo ela, o projeto “compostando ideias” visa desenvolver um piloto do projeto em toda a rede municipal de ensino. O objetivo é envolver a comunidade escolar em processo de educação ambiental, trazendo a prática da compostagem como temática. Por meio de oficinas, rodas de conversa e material didático, a equipe pretende capacitar educadores para que entendam a viabilidade e os benefícios do tratamento de resíduos orgânicos por meio da compostagem doméstica, de forma que se tornem multiplicadores do conhecimento.

Para Larissa, três fatores motivaram o projeto:  a relevância da ideia para a cidade no sentido de contribuir tanto educacional quanto ambientalmente. “Acreditamos em nosso poder como cidadãos para gerar transformações positivas para o Município”, disse. Outra razão: o observado distanciamento entre o conteúdo de educação ambiental e o aluno. As autoras acreditam que, se o aluno vivenciar concretamente o ciclo alimentar vai aperfeiçoar a criação de valores, assimilação do conhecimento e da consciência cidadã.

A experiência com o Labic, na sua opinião, foi auxiliar na estruturação e definição do projeto. Larissa acredita que o evento gera maior visibilidade e conecta a equipe com pessoas chave que podem ajudar a viabilizar o projeto. “Já temos parceiros interessados que devem fornecer capacitação para os educadores e escolas que já demonstraram interesse em desenvolver a proposta”, afirma. Há intenção de se utilizar a prática do financiamento coletivo, tanto que a equipe já possui uma página no facebook chamada “Compostando Idéias”.

Corredor cultural – Graffiti

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Gustavo Tavares da Silva, publicitário e grafiteiro, escolheu, junto com a também publicitária e produtora de moda Bruna Santos, o projeto do corredor cultural de Jundiaí, premiado no concurso Cidadonos do ano passado, para realizar oficinas de arte e grafite com crianças e jovens. Ele quer desenvolver ações culturais em espaços públicos da cidade e diz que escolheu esse projeto por dois dos principais motivos: por amar a arte e o grafite e para que as pessoas aprendam a técnica da pintura em questão. “Quando a pessoa se sente ‘dona’ do espaço acontece um sentimento de pertencimento da cidade, o que automaticamente influencia no cuidado maior da cidade”, declarou Gustavo.

O autor da proposta quer, portanto, abrir a arte do grafite para os leigos, evitando que a arte fique restrita somente aos grupo que entendem do assunto. As discussões do Labic fizeram com que Gustavo acreditasse mais na ideia. “O contato com especialistas praticamente profissionalizou o meu projeto”, afirmou. E lembrou que já há interessados em bancar uma parceria, mas que “não é fácil” conseguir apoio quando se fala em questões finenceiras. Durante a banca de avaliação Gustavo recebeu sugestões de como vender melhor sua idéia nos meios que, eventualmente, possam acolher a ideia.

Redes Sociais

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Júlio Cintrão é professor do Senac Jundiaí e docente mediador das Redes Sociais de Desenvolvimento da cidade. Formado em Ciências Sociais, foi o idealizador do projeto que trata do assunto no concurso Cidadonos e, portanto, desenvolveu a própria proposta no Labic. O projeto Integra Redes Sociais busca, segundo ele, construir uma ponte de relacionamento entre as Redes já existentes com os conselhos municipais, intensificando e multiplicando as ações e experiências desses desses espaços. “Sempre com o propósito de ampliar a participação social na construção de políticas públicas para o Município”, explica.

Como Gustavo Tavares, Júlio disse que o Labic colaborou na construção de atividades efetivas que materializem a essência do projeto, possibilitando a construção de um cronograma de ações efetivo. “A proposta mostra sua viabilidade quando se observa o cenário atual, com mais e mais pessoas buscando construir um senso crítico na análise política em nível local, abrindo essa mesma perspectiva para as esferas superiores”. Participaram da banca de avaliação que encerrou o Labic, entre outros, Sílvio Gebran (Associação de Filantropia Coruja), Edison Maltoni (Sincomércio -Incubadora Tecnológica de Jundiaí), Regiane Relva (Smart Campus FACENS), Guto Palma (Núcleo de Jovens Empreendedores Ciesp) e Cida Gibrail (Banco do Povo).

Texto: Cláudia Muller
Colaboração: Henrique Parra Parra Filho


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