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Compra de Voto – 1ª Parte

Publicada em 23/01/2009 às 10:13 | por Voto Consciente Jundiai
Ele sabia que naquele dia não precisaria pagar nada. Era noite de festa e estava tranqüilo. Não iria votar no candidato por causa daquilo. Não ia! Mas iria votar de qualquer forma! Claro!!

Queria deixar isto bem claro para todos ali. Mas a noite era de festa. Estes pensamentos não cabiam naquele momento. O papo nem era este. Aliás ali ninguém pensava naquilo, era como ir a um evento. Era uma festa! Ele tinha de aproveitar as pizzas, o choppinho e os amigos.

O tema deste artigo não é sobre pizzadas muito menos sobre confraternizações entre amigos. O tema aqui é “compra de voto”, assunto muito sério e pra lá de indigesto.

Deixando, por um momento, as descrições de lado, vou mostrar qual será nosso caminho aqui: em primeiro lugar minha intenção é mostrar como a compra de voto não é um fato específico ou localizado e muito menos uma prática gastronômica.

Para isto farei uso de uma importante pesquisa realizada pela Transparência Brasil em 2006. Em seguida a conversa será sobre o que é a compra de voto. Neste ponto usarei a importante lei de iniciativa popular (é isso mesmo, a população é que fez essa lei!).

Voltemos ao primeiro ponto, portanto. Segundo a pesquisa realizada em 2006, nas eleições daquele ano mais de 8,3 milhões de eleitores sofreram ofertas reais, e insistentes, para venderem seus votos. Isso equivale a 8% dos eleitores brasileiros. Vale dizer que a mesma pesquisa foi realizada em 2002 e naquele ano, 3% dos eleitores foram assediados. O problema está crescendo.

Alguns mitos derrubados pela pesquisa: este não é um problema do Norte-Nordeste apenas. No Sudeste, em 2006, 6% dos eleitores reclamaram deste tipo de corrupção. Além disso, ao contrário do que se pensa, os eleitores mais pobres e menos escolarizados não são os mais vulneráveis às práticas ilegais. Esta pesquisa está disponível no blog da ONG Voto Consciente: www.votoconsciente-jundiai.blogspot.com)

Bem, o número é expressivo: 6% podem definir mesmo quem será eleito ou não, o que mostra que o problema é real e importante. O que é a compra de votos, qual sua definição e como combatê-la? Não percam os próximos capítulos com menos pizzas e mais votos conscientes.

Henrique Parra Parra filho – Coordenador-Geral da ONG Voto Consciente,
núcleo Jundiaí – [email protected]

fonte: AVerdade

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