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Avaliação dos Vereadores

Publicada em 28/08/2012 às 17:11 | por Voto Consciente Jundiai

Ontem publicamos os critérios utilizados na avaliação de vereadores. Gostaríamos de frisar que estes índices, dispostos em ordem alfabética, serão divulgados de forma separada, sem “ordenar” os vereadores e, dessa forma, dando enfoque aos critérios, Queremos apoiar os eleitores garantindo uma informação adicional, construída a partir de critérios totalmente objetivos e usando dados oficiais da Câmara Municipal. O enfoque, mais uma vez, está nos critérios/funções da atividade parlamentar. Será essa nossa postura.

Segue link com descrição dos critérioshttps://votoconscientejundiai.com.br/metodologias-e-balancos/conheca-os-criterios-do-ranking-de-vereadores/

Os critérios estão publicados. Agora os índices que eles geram. Em 15 dias, publicaremos todas as planilhas tabuladas, nossa base de dados, em formato aberto (csv). Neste link, o resultado da avaliação de 2007: https://votoconscientejundiai.com.br/metodologias-e-balancos/balanco-legislativo-2007-e-ranking-dos-vereadores/

Estamos à disposição para qualquer esclarecimento. e renovamos votos de que a própria Câmara Municipal desenvolva indicadores de monitoramento e avaliação do trabalho legislativo.
***

1) Projetos Relevantes

 usa a metodologia da Transparência Brasil. Projetos de baixo impacto (nomeação de ruas e logradouros e inclusão de eventos no calendário municipal) não são contabilizados. Os projetos ilegais também são considerados irrelevantes, por irem contra leis maiores, como a Constituição, por exemplo.

Fonte: Dados oficiais divulgados no site da Câmara

Critério usado desde: 2007

Método de avaliação: Todos os projetos apresentados no período de 01/01/2009 a 31/12/2011 são analisados sobre sua relevância (excluem-se os ilegais, nomeação de logradouros e inclusão de eventos). Os projetos relevantes recebem 1 (um) ponto pela apresentação e 2 (dois) pontos pela aprovação. Com isso, premia-se a iniciativa do vereador, mas valoriza-se mais os projetos que tornaram-se realidade, afetando a vida do cidadão. O quórum necessário para aprovação (simples, qualificado ou maioria de dois terços) defina pesos aos projetos também.

Índice: É feito pela comparação entre os próprios vereadores, estabelecendo-se o mínimo como zero e o máximo como a quantidade correspondendo ao vereador com melhor pontuação. A fórmula de mínimos e máximos busca criar uma comparação entre a realidade e não um enquadramento com ideal. O método é totalmente objetivo, sem nenhuma análise opinativa.

2) Fiscalização do Executivo

é uma das funções do vereador, segundo a Constituição. O instrumento legislativo de fiscalização é o requerimento de informação, que serve para analisar contratos e cobrar o bom uso dos recursos públicos pela Prefeitura.

Fonte: Dados oficiais divulgados no site da Câmara

Critério usado desde: 2007

Método de avaliação: Todos os requerimentos apresentados no período de 01/01/2009 a 31/12/2011 recebem 1 (um) ponto pela apresentação e 2 (dois) pontos pela aprovação. Com isso, premia-se a iniciativa do vereador, mas valoriza-se mais os requerimentos que foram efetivamente aprovados, implicando necessidade de resposta do Executivo.

Índice: É feito pela comparação entre os próprios vereadores, estabelecendo-se o mínimo como zero e o máximo como a quantidade correspondendo ao vereador com melhor pontuação. A fórmula de mínimos e máximos busca criar uma comparação entre a realidade e não um enquadramento com ideal. O método é totalmente objetivo, sem nenhuma análise opinativa.

Enquete sobre o assunto: https://www.facebook.com/questions/396069673792652/

3) Presença nas Sessões

avalia se os vereadores ficaram até o final das sessões. Usamos as atas oficiais, que registram presença em diversos momentos da sessão e o registro das votações, para saber se os vereadores participam das votações ou se ficam ausentes ao longo da sessão.

Fonte: Atas oficiais divulgadas no site da Câmara e vídeos das sessões

Critério usado desde: 2007

Método de avaliação: Utilizando os registros de presença das atas públicas de sessão, pontuamos “presença” ou “ausência”. Também pontuamos “presença” ou “ausência” nas votações de todos os projetos apreciados no período de 01/01/2009 a 31/12/2011, ou seja, apenas os vereadores que não participam da votação recebem ausência.

Índice: É feito pela porcentagem de presenças dos vereadores sobre o total possível (número de sessões vezes quantidade de registros de presenças nas atas e número de projetos votados nas sessões).

Enquete sobre o assunto: https://www.facebook.com/questions/391654570900829/

4) Presença na Internet

monitora se os vereadores têm site e perfis nas principais redes sociais para interagir com os cidadãos e prestar contas de seus trabalhos diretamente para a população.

Fonte: Resposta dada pelos próprios vereadores, em ofício protocolado pela ONG

Critério usado desde: Com o crescimento da internet nestes últimos anos, acrescentamos este critério nesta avaliação e realizamos encontros pessoais com os vereadores desde 2009, pedindo que passassem a usar as ferramentas digitais para interagir com os cidadãos.

Método de avaliação: Protocolamos questionário a todos os vereadores, para que eles respondessem em quais redes sociais têm perfil e se criaram site/blog para prestar contas. A partir destas respostas, avaliamos, de forma objetiva, quais perfis ou canais estavam atualizados (pelo menos com algum post no mês), quais divulgam o partido, biografia e informações referentes ao trabalho na Câmara. Cada item destes, se fosse constatado, conferia pontuação simples. Foram avaliados Facebook, Twitter, Orkut, Youtube e Site. O site, por ser ferramenta mais completa para prestação de contas dos trabalhos, gastos e ações, recebeu peso 3. Também avaliamos a presença dos vereadores no portal Cidadonos, que é específico para participação política e no qual estão quase 4 mil jundiaienses que apresentaram mais de mil ideias para que os governantes dialoguem e implementem. A quantidade de tópicos criados, apoios e “seguir” que o vereador realizou contava para a nota final.

Índice: Totalmente objetivo, considerou quantidades de ações (caso do Cidadonos) ou existência/ausência de perfil, posts ou informações do mandato. Site/blog e Cidadonos tiveram pesos maiores do que as redes sociais. Lembrando que a criação destes canais é gratuita e que os vereadores contam com assessores para apoiar estas ações.

5) Presença nas Comissões Temáticas

é um critério que busca avaliar se os vereadores estão realizando e participando de reuniões para estudo dos projetos, importantes para melhorar a produção legislativa. Já foi tentado em 2007, mas a ocasião a Câmara não tinha nenhuma ata de registro de presenças. Tentamos mais uma vez nesta legislatura, mas os registros de presença continuam sem ser feitos oficialmente e fica impossível saber se as reuniões acontecem e o que é debatido.

Fonte: A Câmara não registra as presenças e não tem nenhum tipo de informação oficial sobre isso

Voto Consciente Jundiai

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29 respostas para “Avaliação dos Vereadores”

  1. Avatar DURVAL ORLATO disse:

    Em rápida análise, discordo da metodologia de projetos relevantes. Primeiro porque alguns que vocês classificaram como relevantes, podem ter impacto pequeno na vida do cidadão. O ideal seria, dentre os projetos relevantes, ter: alto, médio e baixo impacto na vida da sociedade. Outra questão que é um equívoco, é avaliar o vereador e pontuar os projetos tidos por “relevantes” e pontuá-lo com o dobro de pontos quando ele é aprovado em plenário. Ora, isso é um julgamento coletivo da Câmara Municipal (aprovação ou rejeição de projetos) e não individualmente de cada vereador. Um dos papéis do vereador, como legislador, é apresentar projetos de lei… se ele apresenta projetos relevantes, está cumprindo o seu papel. Por que ter nota maior se o projeto for aprovado (o que depende dos outros e não deles)??? Além do mais, os projetos de minha autoria no período pesquisado, foram os que tiveram maior discussão na sociedade e na imprensa, justamente pela alta relevância. Desta forma, há uma PREMIAÇÃO AO VOLUME DE PROJETOS DE LEI apresentados, aqueles que apresentam “um monte” acaba somando no final. EXEMPLO: Cria campanha para prevenção de “tal” coisa… é legal e constitucional, mas a campanha depende da sociedade fazer… que relevância tem um projeto destes com uma emenda aprovada no Orçamento ou no Plano Diretor? Que aliás vocês não avaliaram! E as emendas à Lei Orgânica?
    Infelizmente, esta avaliação é incompleta tornando-se irreal e pontuando pequenos e grandes projetos com o mesmo valor. Além de pontuar dobrado em caso de aprovação, o que depende da maioria dos vereadores e não atuação individual do vereador. Não concordo, precisam melhorar isso para ser mais real.
    Isso não tira o mérito de vocês, mas como já havia alertado formalmente antes, o relatório acima contém erro nesta avaliação. Abraços.

  2. Durval, usamos o mesmo critério para projetos e requerimentos, dando 1 ponto pela aprovação (desde que fosse constitucional) e 2 pontos adicionais por virar lei (não podemos dar o mesmo peso pois um virou norma e outro não). Demos pesos diferentes pelos quóruns requeridos de aprovação (maioria simples, absoluta e de 2/3). Da maneira que pudemos (a partir de dados oficiais e mantendo a análise quantitativa) tentamos dinstinguir os projetos.

    Sobre as comissões: fizemos os pedidos e os dados lavrados pela Presidência. Decidimos excluir o critério por isso. Foi uma opção do grupo. Há ainda uma dúvida e incerteza sobre como tratarmos sobre isso, mas não há consenso e não analisamos.

    Sobre as notas. A presença é por porcentagem. Os outros dois, por não haver um n=1, foram pela fórmula de mínimos e máximos. A presença na internet teve subcritérios (redes sociais, site e cidadonos) e cada um com um peso, totalizando o máximo. Por isso não é com máximo 10, entende?

    Sobre as emendas, também houve dúvida no grupo se incluiríamos ou não. Não temos voluntários o suficiente para pontuar emendas em todos os projetos (pensamos sim que isso seria o ideal), mas não temos condição hoje de fazer isso. Por esse motivo, não pontuamos as emendas.

    Peço desculpas pelas falhas e critérios que ainda não abrigam muitas coisas. Sabemos que os critérios precisam avançar e os melhoramos desde 2007 de forma contínua. Mas quero registrar a dificuldade de construir essa avaliação. Foram 9 meses tabulando os dados e fazendo pedidos de informação.

    Ainda queremos avaliar melhor os projetos, mas estamos amadurecendo como fazer isso de forma objetiva, sem opiniões nossas.

    abraços do henrique

  3. Respondi no post sobre as colocações de Durval. Sabemos que os critérios ainda precisam de ajustes e sempre precisarão, mas estamos fazendo os ajustes mantendo sempre o formato objetivo, quantitativo e a partir de informações oficiais. Isso inviabilizou o critério de presença em comissões. Vale ressaltar que foram 9 meses tabulando, um trabalho difícil pelo fato de a Presidência não disponibilizar os dados em formato aberto (poderia reduzir para horas de trabalho). Cada cidadão pode dar o peso aos critérios que acha mais importante, por isso divulgamos os critérios antes dos índices e por isso não fizemos “nota”. Todo vereador tem o direito de questionar os critérios e sugerir alterações, como todo cidadão ou organização social tem o direito de criar indicadores, a própria Câmara e os próprios vereadores podem fazê-lo. O que importa é o debate dos critérios, da produção, das necessidades de maior transparência da Câmara etc. Cada cidadão pode dar enfoque ao que achar mais importante.

    abraços do henrique

  4. Mas queremos deixar claro que qualquer cidadão, organização social e a própria câmara podem construir indicadores. Tomara que mais grupos e que o legislativo faça isso, acrescentando novos critérios e desenvolvendo novos indicadores. Isso é que irá melhorar a análise global. Sobre os critérios, sempre serei humilde de reconhecer que nosso recorte deixa coisas de fora (como todos os recortes de pesquisa), mas sempre manterei a coragem de saber que esta avaliação é construída a partir do direito de qualquer cidadão avaliar seus governantes. Demos o enfoque positivo aos critérios.

  5. Avatar DURVAL ORLATO disse:

    Henrique e demais membros da ONG.
    A existência de vocês é importante, os voluntários são poucos, mas isso não significa que a avaliação tem que ser imprecisa ou irreal em alguns aspectos.
    O debate é sempre bom, mas ao divulgarem critérios imprecisos sobre atuação parlamentar, vocês cometem erros técnicos.
    A própria jornalista Karol Rabello fez um bom comentário da dinâmica no dia da sessão. Há procura por munícipes, esclarecimentos jurídicos de aditivos que chegam de última hora, a imprensa que pede informações sobre o desenrolar de alguns projetos, gravações para a TV “ao vivo” logo após alguma votação, etc… NUNCA FALTEI EM NENHUMA neste período que vocês avaliaram, portanto a imprecisão dada a este quesito presença da forma que vocês fizeram. Presença nem sempre garante correção e postura atuante.

    Projetos relevantes ainda não entendi. Fiz audiências públicas em vários projetos que vocês participaram, foi notícia na imprensa, tinha a ver com Urbanismo, Meio-Ambiente, Dependentes Químicos, Participação, Plano Diretor… aí só é atribuído o dobro da pontuação caso o projeto seja aprovado? E depois quando é vetado (e 95% o prefeito veta mesmo), ou recebe uma ADIn, daí tira os pontos, afinal deixou de ser lei? A análise da atuação de cada vereador está diretamente ligado a sua iniciativa parlamentar. O resultado, é político e coletivo (se é aprovado pela maioria, se é vetado pelo prefeito, se perde na justiça…). Portanto, a pontuação deveria ocorrer sobre a iniciativa individual da apresentação do projeto de lei e sua análise pela consultoria da câmara. O restante é análise coletiva que não deveria fazer parte da “avaliação individual de cada parlamentar”.

    Também não deixaram claros a pontuação acima, são valores… vocês divulgam os números mas não dizem como foi a fórmula, daí pedem para todos os cidadãos “analisarem”. Como? Se “zero” não quer dizer “0” e “dez” não quer dizer “10”, fica mais subjetivo ainda esta análise de vocês.

    Resumindo, a intenção foi louvável, o ideal de vocês, muito legal. Mas a análise sempre precisa ser realista e tecnicamente correta. Vocês foram imprecisos, e toda vez que isso ocorre, sempre há alguma injustiça de julgamento (por mais que vocês não queiram, passaram a ser juízes da ação parlamentar neste período). Sugiro que ponderem a coleta de dados já realizadas e verifiquem a iniciativa individual de cada parlamentar (afinal, se não fosse análise individual, não precisava nem tabela, dar-se-ia nota à Câmara Municipal apenas, como um todo, sem dizer nomes). E retifiquem a presença, faço minhas as observações da jornalista Karol quanto a isso. Estive presente em todas as sessões.

  6. Avatar Manoela Goldoni disse:

    Henrique, eu também não concordo com essa maneira de pontuação. Não participei desse processo, a não ser acompanhando sessões, mas sabemos que existem muitos Projetos que são relevantes para a Sociedade, mas não para o Executivo. Sabemos que os vereadores que fazem parte da bancada de sustentação votam conforme o Executivo quer, portanto projetos muito importantes podem não ser aprovados na Câmara, ou até seem aprovdos na Câmara e vetados pelo Prefeito e portanto não viram Lei. Ora, esse projeto importante levaria somente 1 ponto, mas não porque não sejA RELEVANTE somente poque não virou lei. Outro que não tem muita importancia, ams virou Lei por ser de vereador da bancada de sustentação ou por ser de interesse do Sr. Prefeito, levará nota 1 e mais 2 por ter virado Lei.. Portanto essa avaliação, na minha opinião, não é correta. Também não entendi bem a nota de presença, porque eu assisti inúmeras sessões e não entendi porque alguns vereadores tiveram nota de presença tão alta e outros muito mais baixa. Alguns realmente não ficam até o final, mas outros que receberam nota mais baixa sempre ficam, não enetendi. Alguns aparecem mais, porque esão à mesa e não saem muitas vezes por causa disso, às vezes o Vereador sai para ir ao banheiro, ou para atender alguém da Câmara ou até um Munícipe que tenha algo muito Urgente para conversar, mas Isso não quer dizer que o Veredr foi embora. Eu acho que quem está assistindo a sessão deve resar mta atenção aos detalhes, que dizem muito. Também não entendo muito esa obrigação do vereador ter que estar em redes sociais, etc… Eu mesma não sou muito adepta, mas acho que assim mesmo pode-se fazer muito, ou seja, não é determinante para um bom trabalho ser adepto ou não a redes sociais, na minha opinião.

  7. Avatar Cidadão disse:

    Durval Orlato, você ganharia meu voto se contribuísse para a melhoria da iniciativa, não sua extinção ou tentativa de invalidação.

  8. Avatar Simone disse:

    o ranking foi construído por critérios pre-estabelecidos e utilizando uma análise quantitativa, portanto, não há como esperar uma análise mais profunda do trabalho de cada vereador, o que deve ser feito por cada um, individualmente. Acho importante trabalhar para ter uma avaliação cada vez melhor, sempre tendo como meta a avaliação do funcionamento do Poder Legislativo como um todo, possibilitando a reflexão crítica e imparcial da instituição. Por exemplo, entendo que o vereador fique frustrado por ter apresentado projeto relevante que acabou não vingando por motivos alheios à sua vontade, contudo, a população deve saber que a apresentação de projeto de lei, por melhor que seja, vai esbarrar na questão da competência e deve saber também que infelizmente existe uma partidarização das discussões, o que ocorre em todas as esferas do governo. Para mim, pessoalmente, enquanto voluntária do Voto Consciente, interessa muito mais a promoção da reflexão e o olhar crítico sobre o Poder Legislativo, especialmente sobre a disfunção e distorção do sistema de freios e contrapesos (que constitucionalmente estabelece a existência de poderes independentes e harmônicos) do que promover ou denegrir a imagem deste ou daquele vereador, o que obviamente não é o objetivo do trabalho deste movimento que tem como principal bandeira a imparcialidade.

  9. Avatar Cleber disse:

    Acho esse questionamento importante:
    “Um dos papéis do vereador, como legislador, é apresentar projetos de lei… se ele apresenta projetos relevantes, está cumprindo o seu papel. Por que ter nota maior se o projeto for aprovado (o que depende dos outros e não deles)???”
    Entendo que o papel do vereador não é apenas “apresentar” os projetos, mas também debatê-los antes e durante as sessões, argumentar em sua defesa, convencer seus colegas, mobilizar a população em apoio a suas ideias, etc. Ou seja, a aprovação de um projeto pode, sim, demonstrar um mérito individual do vereador que o apresentou, e é justo isso se refletir na sua avaliação!
    Sei que os vereadores da oposição enfrentam muito mais dificuldades para aprovar projetos do que os da situação. Esse é um fato que se reflete na nossa avaliação, e isso é bom, porque assim esse fato pode ser trazido para o debate! Se nossa avaliação não refletisse isso, daria a impressão de que a oposição consegue trabalhar com facilidade, o que seria UMA MENTIRA! E não é tão injusto: se um vereador de oposição tem dificuldade para conseguir apoio de seus colegas/adversários da situação, é responsabilidade desse mesmo vereador, INDIVIDUALMENTE, mobilizar seus recursos políticos (partido, organizações que o elegeram, a opinião pública) para conseguir aprovar suas ideias! É obrigação dos vereadores de oposição não só apresentar projetos, mas atuar politicamente e cumprir seu papel de OPOSITORES! Não é fácil, e nossa avaliação mede (tanto quanto possível) se eles conseguem ou não. Se é um jogo desequilibrado, o desequilíbrio está na cidade, não na nossa avaliação!

    • Avatar Manoela Goldoni disse:

      Cleber, desculpa, mas na minha opinião a sua colocação está equivocada, porque aprovar um projeto que não é de interesse do Executivo não depende de trabalho ou empenho ou mobilização. Simplesmente quando não é interesse do Executivo não se aprova e pronto, porque se eventualmente passar na câmara será vetado pelo Prefeito e nunca virará Lei.

  10. Avatar DURVAL ORLATO disse:

    O debate e discordâncias não invalidam a intenção. A ONG Voto Consciente sempre teve as melhores, e quem milita com eles sabe que sou um de seus maiores defensores e apoiadores, para que avancem no processo e aprimoramento dos parlamentos municipais.

    Mas não tenho dúvida alguma de que a avaliação, ora espelhada na capital paulista, cujas regras e formato da Câmara Municipal é completamente diferente de outras cidades paulistas, inclusive Jundiaí. E também não significa que lá sejam feitas as avaliações perfeitas, para copiarmos e não mudarmos nada.

    QUESTÃO-1: Convenhamos, se fiscalizar é tão importante, o vereador que faz requerimentos de informação para fiscalizar o Poder Executivo, ganha pontos. Está correto. E quem rejeita os requerimentos e impede que seja efetuado o instrumento formal de fiscalização, não deveria perder pontos? Dentro do critério estabelecido pela ONG, uma coisa é o vereador não querer fiscalizar formalmente, deixa de ganhar pontos. Mas quando vota contra os requerimentos dos que desejam cumprir seu papel constitucional, não perdem pontos? Fica incompleto o critério. Fiscalizar é muito importante ou não?

    QUESTÃO-2: Participação em plenário é uma coisa que não se mede como foi feito. Lamento. De que adianta estar presente e não debater os projetos de lei? Estar o tempo todo no plenário mas não fomentar as idéias e propostas discutindo os projetos e aperfeiçoando-os? Como o critério é só “presença em plenário” apurada de uma forma dúbia, o item fica sem peso significativo, e injusto. Vamos avançar mais: estar presente no plenário (dentro dos critérios da ONG) ganha pontos, se votar contra um projeto de lei importante, de anseio popular, aí não perde pontos e ninguém liga pra esta avaliação. No Congresso Nacional os parlamentares são medidos pela presença registrada na sessão do dia, mas as entidades (Congresso em Foco, DIEESE, etc) elencam 10 ou mais projetos significativos e verificam se o parlamentar esteve presente neste dia importante E COMO FOI O VOTO DELE. Isso sim, muito relevante. Eu não fiquei em algumas votações da Câmara Municipal que tratavam de nomes de rua, de projetos de quorum simples, ou por posicionamento regimental. Mas certamente estava atendendo os jornalistas ou radialistas que acompanham a câmara em tempo real, buscando informações de emendas que surgiram de última hora com o jurídico da Câmara… mas estava atento se ia ter o quorum suficiente para aprovar os projetos que iam ser votados (tem sistema de som interno em todos os ambientes). Quando o presidente da Câmara vê que precisa de mais vereadores para aquela votação simples, anuncia no microfone num minuto estamos no plenário. Qual o problema? Se era “nomes de ruas” ou outros projetos mais simples, que tinham a concordância de todos os vereadores, porque não atender a imprensa que nos chama durante a sessão? Ou á rádio que deseja uma opinião ao vivo de um projeto que acabou de ser votado? Por este motivo, a presença dos vereadores, como foi feito na avaliação pela ONG, é um equívoco, pelos motivos que apresentei e até pela comparação que fiz com o Congresso Nacional na forma de avaliar os parlamentares. Resumindo: estar 100% presente não significa que vai estar 100% servindo ao povo. Pode estar votando contra, ou não debatendo ou apresentando idéias…, só está lá, sentado no seu lugar. Isso pra mim não cabe como avaliação.

    QUESTÃO-3: Os critérios não foram divulgados anteriormente no quesito “projetos relevantes” (é só NÃO ser ilegal e inconstitucional, já é relevante?). Emendas ao Plano Diretor e aos Orçamentos, duas das leis mais importantes da cidade, NÃO FORAM COMPUTADOS PONTOS. Com uma emenda ao Orçamento pode-se beneficiar milhares de pessoas, mas nem pontos recebem no critério da ONG (e isso dá pra levantar no site da câmara mais fácil que os requerimentos de informação). Daí qualquer projeto ganha 1 ponto pela apresentação e 2 pontos pela aprovação. Oras, aprovação não é só convencimento por idéias – quisera os parlamentos fossem tão simples assim, não precisaria existir partidos – porém a realidade é outra. E dentro da realidade, e da formalidade legal dos regimentos e normas, as posições de aprovação ou rejeição com critérios partidários, existem. É fácil acreditar em utopias de plena participação (no conceito da polis do ideário grego, isso é perfeito), mas estamos falando de AVALIAR CADA VEREADOR NAS REGRAS QUE EXISTEM (e que não são os vereadores os detentores de mudá-las, pois são normas federais que regulam os parlamentos). Sendo assim, o vereador deve ser pontuado e avaliado por sua iniciativa… é o “fazer que lhe compete com exclusividade” que está sendo avaliado e não seu poder de persuasão. Se um vereador faz certo, apresenta uma boa proposta, mas os outros votam contra esta proposta boa, o penalizado é o vereador que agiu bem??? É ISO QUE A ONG FEZ, DÁ “UM” PONTO para quem apresenta projetos E “DOIS” PONTOS, caso ele seja aprovado. Que distorção. Os vereadores “malvados” que rejeitaram um bom projeto, não perdem pontos, mas quando apresentam outros projetinhos bonitinhos, e de efeito pequeno na sociedade, ganha um ponto porque apresentou e mais dois porque foi aprovado. Desculpem-se por não concordar. Talvez o utópico seja eu, ou seria minha experiência muito impaciente?

    QUESTÃO-4: A “equação de álgebra boleana” que vocês fizeram para atribuir pontos (Onde quando está escrito ZERO, não quer dizer “nota zero”, e onde está escrito DEZ, não quer dizer “nota dez”), eu não vi qual é, nem desenhada. E se me explicarem, vou ter certeza que houve falhas (e por decorrencia, injustiça, afinal, estão avaliando homens públicos). VEJAM O EXEMPLO abaixo dos vereadores:
    1º colocado: Marilena, 187 requerimentos de informação no período avaliado pela ONG = 10,0
    2º colocado: Durval, 82 requerimentos de informação = 2,3
    3º colocado: Gustavo, 7 requerimentos = 0,4
    O número de requerimentos no período coletado, não dá proporção entre si com a pontuação atribuída. Lamento mas não entendi, e tem muita gente que não entendeu, mas distorceu à vontade, porque vocês deram margem a isso. Não divulgaram antes as equações e critérios, para que todos soubessem as regras iguais do mesmo jogo. No meu caso, conforme apontado, peço a devida correção da pontuação e na tabela deste link da ONG Voto Consciente.

    QUESTÃO-5: Ter poucos voluntários é um problema também do Greenpeace, da Pastoral da Criança e da ONG Voto Consciente de Jundiaí. Mas o RESULTADO do trabalho, seja ele em grande ou pequeno volume, tem que ser PRECISO E JUSTO, ainda mais quando lida com opinião publica e avaliação de outras pessoas.

    Espero que esta minha intervenção, seja uma contribuição pra vocês. E no caso específica acima na questão-4, gostaria de correção proporcional. Abraços a todos.

    • Avatar Orlando Carola disse:

      Durval, seguindo sua lógica apresentada na “Questão-2” (a de que nem sempre é necessário estar presente em seu local de trabalho), gostaria de saber: o que acontece a um servidor público que não vai trabalhar em sua repartição, mesmo sabendo que não haverá trabalho a ser feito naquele dia? O que acontece a um funcionário de uma transnacional se simplesmente ele não vai trabalhar por não achar relevante a sua tarefa do dia?
      Penso que quando se candidatam, os vereadores, sabem de suas obrigações, entre elas, estarem presentes nas votações, seja para participarem ativamente ou simplesmente para verificarem quais dos seus colegas apresentam projetos relevantes/ irrelevantes, quais deles são respeitáveis e estão, de fato, comprometidos com os seus eleitores.

  11. Avatar José Roberto Consentino disse:

    Reputo com saudavel todas as discussões cujo objetivo principal seja o aprimoramento; Vejo com muita alegria as divergencias serem colocadas a mesa de forma clara, elegante, educada e pretendendo aprimoramentos entretanto toda caminhada dependerá do primeiro passo e no caso do Voto Consciente muito ja se caminhou e devemos apaludir e continuar apoiando essa iniciativa porque talves seja a única isenta em nossa cidade.
    Que venham as opniões contrarias, que venham as sugestões, que prevelaça o dialogo em busca para uma sociedade melhor para que possam escolher bem melhor os politicos que os representam. PARABÉNS VOTO CONSCIENTE JUNDIAÍ!

    • Avatar Henrique Carlos Parra Parra disse:

      1.Concordo com Jose Roberto consentino,”que venham as opiniões contrarias”,”que venham as sugestões,que prevaleça o dialogo para uma sociedade melhor para que possam escolher bem melhor os políticos que nos representam”

      2.Ignorar que o VotoconscienteJundiai amplia sua atuação com efetiva participação social(Movimento Cidadonos e suas conssistentes 12 propostas apoiadas e compromissadas já com a maioria dos candidatos a Prefeito;a arrecadação pública para o jornal Ficha Pública com quase 300 pessoas aderindo,etc);isto não é possível.

      3.Ignorar critérios definidos com racionalidade(e que podem mudar,a partir dos feedbacks sim,mas a partir de agora,tão sómente)e com divulgação nacional .(Nas redes sociais que tratam o tema) tbém não.

      4.Creio que o mais importante,o foco da cidadania é participar da análise dos critérios,desempenho e votar a partir do posicionamento de cada candidato. 4.1. Alguém discorda que é preciso mudar postura do legislativo,desatrelá-lo da dependência(cargos,orçamento de emendas,etc) do EXECUTIVO?

      5.Viva a democracia,Viva o Votoconsciente Jundiai.

      6. Bom dia a todos e a todas.

  12. Avatar Alexandre disse:

    Gostaria apenas de ajudar numa reflexão: ao ler os comentários do Durval e as respostas aos comentários percebo que o problema, pelo menos no item “UM PONTO para quem apresenta projetos E DOIS PONTOS, caso ele seja aprovado”, não é equívoco de critério nem de injustiça. Tentar ter o máximo de objetividade possível sem se contaminar por subjetividades é praticamente impossível no que tange avaliações e critérios, pois estes partem de princípios, que nunca são objetivos, (só se existir algum platônico ainda por aqui!). Explico: Parece-me que o Voto decidiu o critério partindo de um pensamento pragmático (ou consequencialista, como queiram), ou seja, dando mais importância para as consequências dos projetos e menos importância para projetos que não tiveram consequências. Isso NÃO é injusto, apenas parte de um princípio consequencialista que acredita que o valor está mais no resultado das ações do que nas próprias ações. E parece-me que Durval parte de princípios intencionalistas, em que a ação vale por si só e portanto mais do que seus próprios resultados, ou seja, o projeto e a intenção de efetivá-lo é mais importante que os resultados. Pensar assim também NÃO é injusto, é apenas mais um modo de pensar valores. OU seja, não é problema desse critério ser justo ou não, apenas é importante ter clareza de onde cada um parte para avaliar. A divergência é de princípio e não de resultado! Agora quero dar a minha opinião sobre o caso: o grande problema de ser consequencialista, NESSE CASO, é exatamente atribuir valor naquilo que o sujeito da ação não pode mais controlar, que é exatamente no resultado da sua ação. Afinal existe muitas variáveis que impedem um resultado ser tão satisfatório quanto a vontade do agente. Nesse caso, o valor do resultado (que nesse caso é mais de responsabilidade coletiva do que individua, pois não estamos medindo poder, força e persuasão) deveria ser diferente daquele atribuído a quem praticou a ação (esse sim, de responsabilidade individual). Quando a construção de um ranking se propõe avaliar o sujeito da ação, ao escolher o princípio do consequencialismo acaba contaminando a avaliação do sujeito com a avaliação dos resultados, e é disso que discordo nesse critério. Discordo, mas entendo que o critério adotado É VÁLIDO, PERTINENTE E JUSTO, apenas parte de um princípio de julgamento que não é o meu. Um abraço e parabéns pelo belo trabalho… que já está cumprindo um de seus objetivos: gerar discussões sóbrias e construtivas para a cidadania.

    • Avatar Manoela Goldoni disse:

      Concordo com você Alexandre, o trabalho da ONG é louvável, mas os critérios de avaliação devem ser escolhidos também considerando o que se está avaliando e qual é o contexto do que se está avaliando, porque senão se corre risco de prejudicar alguém ou algo, sempre dentro daquele determinado contexto. Ou seja, na minha opinião os critérios de avaliação não podem ser sempre os mesmos para qualquer coisa avaliada, ou melhor, não podem seguir a mesma linha de pensamento para qualquer coisa avaliada.

  13. Avatar DURVAL ORLATO disse:

    Caro Alexandre
    Creio que você não entendeu. Não sou candidato à reeleição para o cargo de vereador e nesta avaliação da ONG, no índice geral, estou entre os cinco melhor avaliados.
    Portanto tanto a sua, como a minha, ou como a avaliação da ONG, poderiam ser aceitas com razoável compreensão, SE OS CRITÉRIOS E FÓRMULAS DE CÁLCULO fossem do conhecimento público.
    você já viu leis que são apresentadas ao infrator só na hora de julgar os seus atos. É por isso que na Constituição Federal está escrito “a ninguém é dada ignorar a lei”… pois ela é pública e sabida por todos. Outro princípio que rege as normas positivas, é de que a lei não retroage ao ato… e por aí vai. O QUE QUERO DEMONSTRAR, é que, os critérios que a ONG adotou e suas “fórmulas” (que tal se você me explicasse, você sabe quais são?) não foram divulgadas antes… A sociedade não sabia quais eram os critérios utilizados ao final pela ONG… vez por outra uma amostra aqui e acolá… mas nunca o total. Portanto, não pôde a sociedade e os agentes, sequer debaterem critérios ou conceitos.
    Assim, tenho legitimidade e razão, pelas motivos expostos, de discordar e com fundamentos. Em particular, se a proposta é ter um rancking, pressupõem-se que haverá avaliações individuais do desempenho de cada vereador. Oras, votação em plenário, como já disse noutro comentário, é ação conjunta e de maioria, e não individual (não depende apenas da vontade do autor do projeto que o mesmo seja aprovado). Como então dar o dobro de pontos para projetos aprovados e atribuir notas individuais? É a experiência e convívio com dezenas de câmaras municipais neste e noutros estados, que me credencia a tal afirmação!
    E relativo ao erro de proporção no quesito (requerimentos de informação / fiscalização) feito comigo, ainda estou no aguardo de correção por parte da ONG.
    Alexandre, em tempo: me explique a fórmula utilizada para se chegar naqueles números. Me mostre onde está! Abraço.

    • Avatar Alexandre disse:

      Caro Durval, acho que foi você que não me entendeu… favor reler meu comentário e perceberá que fui favorável a uma de suas críticas… apenas fiz uma análise das divergências segundo o ponto de partida de cada posição (do Voto e do seu). Você deve ter interpretado equivocadamente o que significa princípios intencionalistas (só posso acreditar que esteja aqui seu o erro de interpretação, pois em nenhum momento disse que você estava preocupado com sua reeleição – sei bem que é candidato à vice!).

      Tentarei esclarecer novamente os termos usados em minha análise:

      As teorias intencionalistas são aquelas que consideram que a avaliação das nossas ações deve centrar-se numa análise das intenções do agente; Assim, as éticas intencionalistas distinguem as boas das más acções em função das boas ou más intenções do agente, independentemente das consequências. Ou seja, no caso analisado a ação de apresentar projeto deveria ter um valor maior do que o resultado (aprovação)

      As teorias consequencialistas são aquelas que consideram que a avaliação das nossas acções deve centrar-se numa análise das consequências da ação; Assim as éticas consequencialistas distinguem as boas das más ações em função das boas ou más consequências da ação, independentemente das intenções do agente. Ou seja, no caso analisado o resultado da aprovação de um projeto deveria ter maior valor do que o resultado.

      Feito o esclarecimento reafirmo que os dois princípios são defensáveis e mesmo concordando com você e preferindo como você o princípio intencionalista como melhor princípio de avaliação, não vejo problema algum em partir do princípio consequencialista para elaborar critérios de avaliação. Um abraço, e espero que seja compreendido dessa vez…

      • Avatar Alexandre disse:

        Correção…. onde escrito: “no caso analisado o resultado da aprovação de um projeto deveria ter maior valor do que o resultado” favor ler: “no caso analisado o resultado, que seria a aprovação de um projeto, deveria ter maior valor do que a apresentação do projeto”

  14. Avatar Cleber disse:

    Esclarecimento sobre a fórmula para calcular o índice “fiscalizador do executivo”… Conforme explicamos no post acima:
    “Todos os requerimentos apresentados no período de 01/01/2009 a 31/12/2011 recebem 1 (um) ponto pela apresentação e 2 (dois) pontos pela aprovação.”
    Somam-se então os pontos (total de requerimentos JÁ MULTIPLICADOS PELOS PESOS) de cada vereador e, conforme também explicado no post:
    “estabelece-se o mínimo como zero e o máximo como a quantidade correspondendo ao vereador com melhor pontuação.” Ou seja, ao vereador com mais pontos se atribui índice 10 e aos demais atribuem-se índices proporcionais. Por exemplo, se um vereador fez a metade dos pontos do vereador com índice 10, ele fica com índice 5,0 (metade de 10). Se fez um quinto dos pontos do vereador nota 10, recebe índice 2,0 (um quinto de 10). Simples e direto.
    Não há nenhuma fórmula misteriosa, apenas atribuição de pesos, seguida de um simples cálculo de proporção em relação ao máximo. O mesmo cálculo de proporção em relação ao máximo foi usado para o índice de projetos relevantes (com uma atribuição de pesos mais diferenciados, de acordo com os quóruns necessários para aprovação).
    Todos os dados (oficiais) utilizados para o cálculo dos pontos estão sendo preparados para ser divulgados integralmente na próxima semana. Esses dados e a fórmula são simples e diretos! É apenas na ATRIBUIÇÃO DE PESOS, e na EXCLUSÃO DE PROJETOS IRRELEVANTES que se refletem tomadas de posição e escolhas de princípios por parte do Voto Consciente. E temos sido claros sobre os fundamentos de nossas opções: privilegiamos uma avaliação mais quantitativa do que qualitativa (o inverso seria extremamente mais trabalhoso e questionável) e privilegiamos resultados, mais do que intenções. Ou seja, índices altos indicam “muitos resultados” e não “boas intenções”.

  15. Avatar Guilherme disse:

    Durval,

    É de meu claro conhecimento que um vereador não tem poder de coerção sobre os seus semelhantes, porem acredito que a persuasão de um vereador ao divulgar e defender sua lei deve ser avaliada, uma vez que é uma habilidade utilizada e conhecida pelos homens públicos que a necessitam em suas campanhas eleitorais, portanto concordo com o julgamento da instituição ao dobrar pontuação
    nos casos de aprovações de leis(relevantes). Todavia analiso de uma forma abundantemente positiva sua iniciativa e postura ao mostrar interesse pelo debate politico-social e seu expresso interesse em defender sua imagem politica. Mesmo por que posso perceber pelas minhas analises que este não é o único motivo de sua manifestação e claramente os teus argumentos podem ser utilizados de forma construtiva ao site buscando sempre o avanço e a melhoria, seguido sempre como é obvio, da justiça.

    Encerrando, não posso abrir mão de realizar uma pequena observação, ranking não se escreve como o senhor fez (rancking*). O correto é o primeiro modo.

    Com os melhores comprimentos, Guilherme.

    • Avatar Daniel Setina disse:

      Guilherme.
      O ponto que o Durval aborda e você aparentemente ignora, é que passar um projeto relevante na câmara não depende simplesmente dele ser relevante ou não, e, sobretudo, do poder de persuasão do vereador. Trata-se de política partidária, prática amplamente utilizada na câmara de Jundiai. Vários são os projetos pertinentes à sociedade, que são massacrados na câmara porque vão contra os interesses da situação. E é por isso que questão não pode ser colocada simplesmente para os vereadores. Pois, sem medo algum de falar uma besteira, eu sei que há muitos projetos dos vereadores da oposição que seriam aprovados, se a decisão fosse única e exclusiva dos senhores vereadores.
      Logo, por mais que seja necessário tomar um critério único de avaliação, o aumento da pontuação para projetos aprovados compromete muito a pontuação dos vereadores de oposição frente aos de situação.
      Bem como, e isso sim é uma FALHA do vereador, os escores dos vereadores de situação (não é uma regra, mas houve vários) são baixos no ítem “fiscalização do executivo”, uma vez que “falar amém” para o executivo não faz parte das funções do legislativo.

      • Avatar Guilherme disse:

        Daniel,

        Voce chegou a pronunciar que eu fui aparentemente ignorante as propostas de Durval. O que é um grande equivoco da sua parte, continuo achando que um homem publico deve ter o poder de persuasão ao divulgar e defender suas propostas de leis na camara, por que tenho opniao propria, e ver o que voce e o Durval disse nao a modificou
        Alias se um candidato consegue persuadir os eleitores a votar nele, e termina eleito, isso deveria ser uma tarefa basica a quem é da camara em convencer os outros senhores da relevancia e importancia de sua lei , se ao falarmos de politicas partidarias os interesses de projeto de lei vao contra a vontade dos vereadores isso pode acontecer por causa da forma com qual a lei foi divulgada por quem apresenta a lei, ou em outros casos se é “massacrada” na camara pode ser por que ela realmente não é relevante, e quem melhor que os vereadores para dizer o que é melhor para o povo? alias nao fomos nos que escolemos os nossos representantes?

        • Avatar Daniel Setina disse:

          Bom Guilherme,

          se o seu poder para persuadir alguém for grande o suficiente para vencer as barreiras das políticas partidárias, me desculpe, mas você está (ou não, pois não o conheço e não sei o que faz da vida) desperdiçando um dom. É infantil e ingênuo você dizer que se um projeto não é aprovado é porque não é relevante ou não foi bem apresentado. Com certeza há casos assim, e não é destes casos que o eu estou falando. Estou falando de projetos relevantes, que acabam por ir contra o interesse do executivo, e são barrados pelo legislativo, para que não tenham que ser vetados depois pelo executivo, numa forma de “escudo” para a administração municipal. E não insista em dizer que meus argumentos não o convencem. Na verdade você não quer ser convencido. Você entende perfeitamente como é feita esta prática, que é amplamente feita em todas as esferas políticas e por todo o País.

          • Avatar Guilherme disse:

            Daniel,

            Para mim as barreiras das politicas partidarias que voce insiste incessantemente em citar nao são tudo isso que voce esta criando, alias os homens do povo defendem o interesse da sociedade e nao dos seus partidos, ou voce esta insinuando que ha pessoas com terceiros interesses na camara municipal, pois na ordem correta dos fatos um vereador aprova uma lei quando a considera relevante ( nesta parte entra a boa apresentação da lei) , para que as coisas continuem assim escolho bons candidatos, assim nao precisando de qualquer poder de persuasão anormal para vencer a sua super politica partidaria, agora se voce nao confia nos representantes… mude de cidade.

  16. Avatar Henrique Carlos Parra Parra disse:

    Bom dia a todos,viva a democracia participativa em construção(depende de nós eleitores,cidadãos),viva o clamor por mudanças construtivas,viva o respeito,viva a construção de credibilidade com ações,humildade,honra,transparência,trabalho sério.
    Viva a Cidadania ativa.
    Viva o Cidadonos/Propostas Eleições/Compromissos Eleições 2012.
    Viva o Votoconsciente

    Viva Jundiai.

  17. Avatar José Roberto Consentino disse:

    Prezados senhores do Voto Consciente,
    Vejo em algumas manifestações preocupações pelos critérios utilizados nas perquisas entretanto vejo isso como preocupação secundária porque as ferramentas obtidas atraves dos resultados das pesquisas são altamente positivas a quem quer servir a sociedade pois espelham uma realidade da massa.
    Com informações dos anseios pode-se focar as metas a serem atingidas e consequentemente o reconhecimento que certamente será traduzido em votos.
    Infelizmente presencio em nossa cidade um sucateamento eleitoral onde alguns poucos são vitalícios nas cadeiras e outros vitalícios em querer sentar permanecendo a margem da situação e contentando-se com cartazes de 2° linha espalhados pela periferia da cidade.
    Reafirmo meus cumprimentos ao “Voto Consciente” e conclamo todas as pessoas interessadas na vida em sociedade e não em grupos distintos que acompanhem o trabalho sério desenvolvido até o presente.

  18. Avatar José Roberto Consentino disse:

    Tenho tentado avaliar os candidatos que tenho respeito pela postura ao longo dos anos, uns mais amigos outros já nem tanto entretanto nehuma eleição é patrocinada para que alguem seja mais ou menos simpatico a outra; Felizmente tenho amigos militantes na politica local porem somente poderei votar em 01 (hum) o que me faz pensar, repensar, pensar de novo, relembrar o que foi feito nesses anos que se passaram, em que votaram? para que votaram? quais as propostas apresentadas? a que e a quem eram simpáticas ou interessantes! Lembram do voto aberto? Da sessão noturna? do aumento de cadeiras? do reajuste nos salarios dos vereadores? quem voto contra? quem votou a favor? quem era radicalmente contra e na pressão mudou seu voto?
    Pensemos pois!

    Avante Voto Consciente, deno-nos a ferramenta da avaliação para podermos erra menos. Obrigado!

  19. Avatar José Roberto Consentino disse:

    Errata
    Constou deno-nos – leia-se dê-nos
    erra – leia-se errar
    quem voto contra – leia-se quem votou contra

    Com minhas desculpas

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Link original: https://votoconscientejundiai.com.br/conheca-a-avaliacao-dos-vereadores-e-vote-consciente/