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Democratizando a democracia

Publicada em 26/12/2011 às 23:22 | por Polli José Renato

Apesar de ser considerada a melhor filosofia política já inventada, a concepção democrática de sociedade nem sempre vem acompanhada por práticas que a justifiquem, ações efetivas que garantam a participação de todos nas decisões de interesse coletivo. A própria origem da democracia enquanto regime que postula os direitos dos cidadãos e sua capacidade de organizar coletivamente a sociedade esteve sustentada num modelo de sociedade escravista. Os direitos políticos eram apenas para os cidadãos da polis grega, homens, proprietários. Excluíam-se os escravos, estrangeiros e as mulheres. Com as revoluções burguesas do século XVIII, as elites da nova sociedade capitalista se apropriaram desse sistema e dele fizeram sua “propriedade”.

Mas, esperanças intermináveis, especialmente alimentadas por novas percepções sociológicas de justiça social, a partir do século XIX, intensificaram o desejo dos excluídos em enfrentar a trama variada e múltipla de conflitos promovidos no seio do modelo capitalista de sociedade. A democracia, entre idas e vindas, décadas após décadas, ainda está na pauta do dia e vinga, mesmo que com duros golpes seja estremecida. Mas segue, através de diversos mecanismos.

Hoje o recurso dos meios eletrônicos e da internet possibilitam reverter decisões antidemocráticas e injustas como as verificadas em várias câmaras municipais, em vários municípios do país. Entre as instituições que fazem uso dessa ferramenta, as organizações não governamentais, como o Voto Consciente, ajudam a ampliar o cenário da participação democrática e democratizar a democracia.

Em Jundiaí, neste ano de 2011, foram várias ações, todas recheadas de êxito, não só pelas dinâmicas que proporcionaram, mas pela mobilização mesma da consciência da necessidade de ampliar espaços para que todos os atores sociais possam atuar. Através de mecanismos múltiplos, puderam opinar, propor, colaborar, com a mesma finalidade que o espírito ético tem: fazer da política a ferramenta que contribui para o bem da sociedade.

Foram reuniões com estudantes, palestras em escolas, organização do Concurso Cidadonos, a proposta das Metas Legislativas, debates com agentes públicos, pedidos de prestação de contas, rankings de atuação dos membros do legislativo e tantas outras ações que, articuladas pelas redes sociais, blogs, artigos na imprensa, matérias, entrevistas, fizeram emergir com mais vigor a esperança que embala o sonho de uma sociedade para todos.

Participei muito pouco dessas atividades, vi a partir do ponto de vista do cidadão que, já tendo militado em vários movimentos sociais, culturais e políticos, agora analisa, endossa e ajuda a discutir, especialmente no meio educacional, aquilo que é uma das bases da educação contemporânea e progressista: a politicidade do ato educativo. Assim dizia Paulo Freire, assim reforço em minha admiração pelo educador maior. Que o Voto Consciente continue firme em 2012, ano eleitoral, em seu papel de educar as consciências e promover ações concretas em favor das minorias excluídas dos processos de decisão política. E que contribua também para levar adiante o debate sobre as necessidades sociais, urbanas, ambientais de maior emergência.

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