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Educação é bom e eu gosto!

Publicada em 16/06/2013 às 23:28 | por Silmara Meireles

Artigo originalmente publicado no Jornal Tribuna Regional

Estabelecer relações simétricas entre jovens, adultos e crianças, na tentativa de promover o diálogo e aproximação, tem trazido mais perdas do que ganhos à nova geração. Vivemos e convivemos em um mundo em que a cultura do moderno, do novo, do imediato, do “conhecimento fast food de internet”, das relações reduzidas à superficialidade e a falta de troca de experiências, não tem promovido cordialidade e respeito.

Muito menos contribuído no amadurecimento dos jovens e sua entrada na vida adulta. Reconhecer o valor de quem está no mundo há mais tempo faz toda a diferença em uma sociedade. Dizer que falta limites e respeito por parte de crianças e adolescentes faz ecoar a pergunta; Onde nós adultos estamos nesta relação?

O quanto estamos empenhados e comprometidos direta ou indiretamente com o futuro das novas gerações? Será que sabemos mesmo qual o nosso papel e quanto promovemos e introduzimos na vida das crianças e adolescentes, noções básicas de respeito, solidarie-dade, civilidade, cidadania e humanidade?

Quando eu era criança, aprendíamos sobre como tratar com respeito e cordialidade os mais velhos, o professor, a vizinha, o padeiro. Ao se referir a um adulto, o tratamento advinha de um cordial “senhor” ou “senhora”. Qualquer que fosse o outro que se apresentasse com a aparência, vivência e ou data de nascimento antiga, tinha um tratamento respeitoso.

Hoje em dia estes sinais de boa educação estão desaparecendo e muitas vezes dando espaço a comportamentos agressivos, desrespeitosos e atitudes inadequadas. Não é o tratamento em si que representa a valorização do outro, mas o respeito manifestado em palavras e cordialidade é sempre um bom indicador. O fato é que “nossos jovens” estão cada vez mais olhando só para si. Não conseguem se colocar no lugar do outro, ter empatia, perceber a conseqüência de seus atos, palavras e atitudes.

Digo “nossos jovens”, pois trata-se de uma responsabilidade não só dos pais e escola mas da sociedade com um todo, que promove a competitividade acirrada, valoriza o individualismo e desvaloriza o coletivo, descarta a cultura e a experiência dos mais velhos como algo ultrapassado.

Conviver em grupo, respeitar, ser solidário e ser empático é aprendido e é função dos adultos, pais, professores e sociedade ensinar, pela via da educação e da convivência, jovens e crianças como se comportar e reconhecer as conseqüências e responsabilidade de nossos atos. Educar não é tarefa simples. Exige coragem, atenção, lealdade, manutenção e perseverança.

Coragem: para não ter medo de parecer “ultrapassado no tempo” ou “fora de moda”. O mundo também é feito de hierarquia e é desde criança que se aprende isso. A relação de pais e filhos, professor e aluno são assimétricas, ou seja, não estão no mesmo nível de conhecimento, experiência, vivência e maturidade.

Atenção: a educação se dá em diversos níveis e de várias formas,e faz com que a sociedade seja responsável também pela educação dos seus filhos e dos meus. É preciso ficar atento às contribuições que cada um dá e qual é a sua participação social.

Lealdade: ser leal é ajudar o outro a se desenvolver. Exige que quem se coloca nesta função, avalie suas atitudes, se há coerência no que se diz e no que se vive. E manter, mesmo que na dificuldade, a crença em seus valores e a importância de educar para conviver.

Manutenção: o compromisso com a educação é diário e necessário, às vezes, enquanto adultos, esquecemos que fomos crianças e jovens, e para promover o aprendizado é preciso vivê-lo todos os dias.

Perseverança: se comprometa nesta tarefa, mesmo quando pareça ser uma batalha inglória. Não desista e confie!

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