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Eleição sub judice

Publicada em 01/12/2008 às 14:52 | por Voto Consciente Jundiai
A eleição sub judice

Os resultados das eleições em nossa região estão sub judice. Prefeitos e vereadores ameaçados de perder seus mandatos por compra de votos, abuso de poder econômico e uso da máquina publica. Podemos afirmar que os políticos utilizam estas práticas há séculos, mas a pergunta que fica no ar é a seguinte – Porque será que, ultimamente, a Justiça Eleitoral está tendo uma postura mais enérgica?

No passado a Justiça Eleitoral tinha o dever de aplicar a lei aos candidatos eleitos, mas não o fazia. Parece-me que a coisa está mudando; vamos fazer um exercício pela busca das razões, pelo menos por ora. Posso sugerir que, aqueles que estão sentindo a mão da justiça façam uma profunda reflexão, digo as coligações e seus candidatos.

Será que houve pouco caso em relação à legislação eleitoral, tendo mais recursos para gastar na campanha foi perdido o controle dos gastos, faltou uma assessoria competente, faltou planejamento e modernização no processo político-eleitoral, ao invés de se contratar um profissional de Marketing Político, contratou-se um Marqueteiro Político.

Toda campanha política necessita de uma série de profissionais, que se compõe em equipes multidisciplinares. O cortejo ao candidato sempre ocorrerá, estrategistas aparecem por todos os lados e o desastre está anunciado. O candidato é cercado por bajuladores e louvores de seus feitos, e por assessores incompetentes que acabam sufocando o candidato. Falo do Marqueteiro Político.

O Marketing político é um fenômeno do início do século XX utilizado por Lênin, Hitler, Benito Mussolini, Salazar e Franco; sem ele o comunismo e o fascismo nem existiriam.

Hitler disse: “A propaganda permitiu-nos conservar o poder, a propaganda nos possibilitará a conquista do mundo”.

George W. Bush nunca teve o menor pudor em manipular a opinião pública Norte Americana, com estratégias persuasivas, levando seus conterrâneos a crer que o que ele propagava era verdade; por exemplo, que o aquecimento global era uma mera mudança climática, e que Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa.

George W. Bush, que sempre utilizou os melhores profissionais em Marketing Research e Marketing Político, já foi acusado de utilizar, em seus comerciais de campanha, mensagens subliminares em que destacava a palavra “Rats” (Ratos), como se insinuasse que os concorrentes (Democratas) não eram confiáveis.

No Brasil temos a construção da imagem pública do Lula negociador, desenvolvida por Duda Mendonça. Na fórmula “Lulinha paz e amor” (2002) vemos, de uma forma cristalina, como o Marketing Político pode virar uma página. Deixa-se para trás a imagem de um Lula radical, que tinha uma postura agressiva, crítica, negativa, intransigente e oposicionista.

O Marketing Político se consolida como ferramenta eficaz e prioritária no jogo eleitoral. Tomemos por base as eleições Norte-Americanas, uma eleição histórica com uma participação recorde de eleitores Norte-Americanos. O mais notável foi que na corrida pela casa branca, Barack Obama utilizou modernas técnicas de Marketing político, como o Marketing Viral, Buzz Marketing e muitos outros recursos tecnológicos.

Temos no Brasil dezenas de bons profissionais de Marketing, em contrapartida temos milhares de charlatães, velhas raposas e dinossauros, que buscam o resultado a qualquer custo e não medem as conseqüências.

Um fato marcante na história moderna brasileira é a evolução da legislação eleitoral que vem em defesa e manutenção da democracia e do Estado de Direito, dando agilidade e transparência ao processo eleitoral.

O candidato que objetiva a vitória na eleição deve ter consciência que a campanha eleitoral é norteada por leis específicas que devem ser respeitadas. Não adianta ganhar e não levar! Os partidos e candidatos devem ter pleno conhecimento dos procedimentos eleitorais e o mais importante, garantirem assim o cumprimento da lei, estabelecida pela Justiça Eleitoral.

A Justiça Eleitoral está aplicando a lei, sendo rigorosa e fazendo sua parte. A meu ver, todo candidato precisa de um profissional com um cajado nas mãos para afastar os bajuladores e repreender o candidato quando for necessário, apresentando cenários e mapas de gestão de risco.

Segundo Winston Churchill, “A Política é, talvez a única profissão para qual se pensa que não é preciso nenhuma preparação”

Professor Marcelo Pilon, com carreira em uma multinacional norte-americana, atuou na gerência de treinamento comercial como executivo de treinamento e consultor de negócios. Pós-graduado em Administração Empresarial, com extensão em Didática do Ensino Superior. Conferencista em Educação Empresarial e professor em cursos de Graduação e de MBA; atuou também, como Coordenador de Pesquisas da ONG – Movimento Voto Consciente. www.marcelopilon.com.br

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