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Jundiaí caça mudas para jardim ser botânico

Publicada em 17/05/2009 às 12:56 | por Voto Consciente Jundiai

Domingo, 17 de maio de 2009 03:40
Busca em todo o país é para cumprir exigência do Conselho Nacional de Meio Ambiente

Julianna Granjeia

Segundo o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), para um jardim ser considerado botânico é preciso seguir uma série de normas. Entre elas ter coleções de plantas reconhecidas, organizadas e identificadas, além de fomentar pesquisas e atividades educacionais.

“Por enquanto temos apenas o nome Jardim Botânico, mas é só um jardim. Fizemos o paisagismo, agora vamos cuidar das coleções”, explica o secretário de Serviços Públicos, Walter da Costa e Silva Filho.

Para cumprir a exigência de ter coleções de plantas raras, a prefeitura fez uma lista de 87 espécies (que o BOM DIA teve acesso com exclusividade) para comprar mudas para o Jardim Botânico Valmor de Souza. Entre elas, a Qualea Jundiahy, nativa da Serra do Japi e que deverá ser o símbolo dali.

“Essa lista é uma referência. Estamos fazendo uma revisão de coleções da Mata Atlântica e da floresta Amazônica, mas é um trabalho de formiguinha. A idéia é fazermos diversas listas com o tempo”, afirma o arquiteto paisagista André Graziano, que também atua na Prefeitura de São Paulo.

Walter afirma que as mudas serão compradas aos poucos e que o investimento inicial será entre R$ 3 mil e R$ 5 mil.

“Se uma muda nativa existir em Manaus e não houver em outro lugar, vamos mandar trazer. Vai ter um custo, um Jardim Botânico nunca fica pronto, é um investimento permanente. Mas vamos fazer aos poucos, as mudas têm que ser certificadas, temos que saber sua origem e é preciso saber se elas vão se adaptar aqui.”

O preço das mudas varia entre R$ 0,50 e R$ 2. Mas é preciso comprar em torno de quatro mudas de cada espécie porque nem todas sobrevivem após a plantação.

Para facilitar as pesquisas científicas e as atividades de educação ambiental, todas as coleções serão catalogadas.
“É o próximo passo. Nós já somos membros da Rede Brasileira de Jardins Botânicos e algumas pessoas demonstraram interesse em fazer pesquisas no local,” diz o secretário sobre outra exigência do Conama.

André explica que também será preciso readequar a localização das plantas. “As coleções novas, com espécies mais nobres, serão plantadas perto do lago e na portaria 4. Algumas plantas terão que mudar de lugar.”

Educação
Cumprindo o papel de educação ambiental, o Jardim Botânico desenvolve o projeto Aprenda Compartilhando com a Natureza.

As atividades deste ano terão início amanhã, com alunos da Emeb Joaquim Candelário de Freitas.

O projeto tem a participação de estagiários dos cursos de meio ambiente e saneamento da escola Vasco Venchiarutti e é voltado para estudantes, grupos de adultos, idosos e portadores de necessidades especiais.

“Para cada público há uma dinâmica diferente, mas sempre com a proposta de despertar a consciência, o respeito e a preservação da natureza”, explica a coordenadora do projeto, Maria Simão.

Interessados em participar do projeto podem agendar pelo telefone (11) 4582-3581.
Leia mais na pág. 12

Espécie rara nasce como filha do Jardim Botânico
Apontada com uma das espécies vegetais mais antigas, típica da Mata Atlântica e ameaçada de extinção, a samambaiaçu nasceu atrás do orquidário do Jardim Botânico, sem que ninguém tivesse plantado.

Do tronco da samambaiaçu se extraía o xaxim, matéria-prima para a fabricação de vasos e substratos. Hoje, o corte e a extração do tronco da samambaiaçu estão proibidos.

A médica veterinária da prefeitura Vânia Plaza Nunes explica que, possivelmente, alguma ave trouxe o esporo (espécie de semente da planta que é quase um pó) para o jardim.

“É difícil saber quem trouxe os esporos. Pode ter vindo no bico de uma ave, nas penas, também pode ter saído nas fezes.”
Vânia afirma que a flora de um jardim botânico é habitat propício para atrair diversos animais.

“Já observamos mais de 60 espécies de aves diferentes, macacos, coelhos, lagartos, morcegos e corujas. Além dos peixes, como carpa, tilápia, bagre e dourado, que estão nos lagos.”

A veterinária ressalta que futuramente será possível identificar as espécies que fizeram do Jardim Botânico um lar ou que transitam pelo local, pois todos serão catalogados.

“Existem alguns animais migratórios que, depois que descobrem um lugar adequado para abrigo e alimentação, como um jardim botânico, passam a freqüentá-lo sempre na mesma época do ano. Outros mudam para lá, como é o caso dos macacos que podem ser vistos todo dia de manhã.”

fonte: BOMDIA

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