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Líderes não concordam com eleitores

Publicada em 23/04/2010 às 18:32 | por Voto Consciente Jundiai

> PESQUISAS/PARTIDOS
23/4/2010

Dirigentes de partidos:
Sérgio Del Porto, Paulo
Malerba, Tércio Marinho e
Maurício Motta

Dirigentes de cinco dos maiores partidos de Jundiaí discordam parcialmente da opinião dos eleitores, ouvidos ontem pelo JJ Regional, apontando que as pesquisas eleitorais não influenciam na hora de votar. Para estes líderes, os números retratam um momento político e podem até fazer diferença na votação. A maioria dos jundiaienses entrevistados pelo JJ afirmou não confiar nestes levantamentos e, mais do que isso, prefere saber sobre as propostas e história do candidato. O presidente do PCdoB de Jundiaí, Tércio Marinho, avalia que as pesquisas com intenção de voto podem influenciar o eleitor.

“Há a capacidade de influenciar, principalmente quando são pesquisas bem feitas, com qualidade e confiáveis”, acredita. Para Tércio, é importante observar que as pesquisas mostram uma realidade de determinado momento. “O resultado depende de vários fatores, mas mostra uma opinião do eleitorado em determinado momento.” Nas eleições de 2008, primeira vez em que o PCdoB participou de disputas para cargos majoritários na cidade, as pesquisas foram utilizadas, mas apenas internamente. “Entrevistamos os filiados, que nos deram um parâmetro de como as propostas estavam sendo aceitas.”

Ele aponta que uma das principais vantagens deste tipo de levantamento é provocar o debate. Mas, no partido, a aposta é na interação com o eleitor para indicar como ele deve se comportar nas urnas. “Não fazemos muitas pesquisas porque apostamos em um trabalho de base. Medimos o grau de aceitação no contato com o eleitor, o que é um processo constante”, afirma. Ari Castro, presidente do PTB (partido com maior número de filiados na cidade), aprova a realização de pesquisas e acredita que elas podem mudar o cenário das eleições.

“Influencia bastante, porque, por exemplo, o eleitor pode desistir de votar em um candidato por ele estar em último lugar, já prevendo que não será eleito.” O presidente da Juventude do Partido Verde em Jundiaí, Maurício Motta, também acredita que as pesquisas podem provocar mudanças. “Elas servem tanto para a população, como para os candidatos e partidos refletirem sobre aquele momento.” Segundo ele, o PV deve investir em pesquisas. “Até para sabermos como o eleitor está se comportando. Não sei se as pesquisas têm o poder de mudar um voto, mas têm influência”, avalia.

O presidente do Diretório Municipal do PSDB, Sérgio Del Porto Santos, segue outro pensamento: para ele, a pesquisa não define o voto do eleitor. “Mas é um fator importante, porque mostra uma tendência, ajudando a organizar a campanha para que seja mais eficiente.” Del Porto ressalta que são os candidatos que buscam as pesquisas, não o partido. “Acredito que ele devem investir boa parte dos recursos com isso.”

Presidente do PT de Jundiaí, Paulo Malerba avalia que as pesquisas mostram um momento e podem apontar ações. “Não são definitivas, nem para fazer o voto. Hoje as pessoas têm uma maturidade maior na hora de ir às urnas.” De acordo com o dirigente, o PT deverá lançar mão de recursos como pesquisas para conhecimento interno. “Precisaremos saber qual a situação do eleitorado em determinado momento, o que está na cabeça do povo. Quanto mais perto da eleição, mais representativa as pesquisas serão.”

ROBERTA BORGES

fonte: JJ

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