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Minhas impressões sobre a manifestação do dia 20/06 em Jundiaí

Publicada em 21/06/2013 às 02:46 | por Nikolas Schiozer

Fui à manifestação do dia 20/06 em Jundiaí. Cheguei na avenida 9 de Julho lá pelas 18 horas, peguei rumo com o pessoal que seguiu pela Av. Jundiaí até a Anhanguera e depois retornei pelo mesmo caminho.

O clima foi pacífico, bem familiar, a maioria dos presentes eram jovens. Jovens mesmo! Chuto uma média de 16, 17 anos.

Apesar disso também avistei muitos pais e idosos.Apesar de ser uma manifestação, não senti um clima pesado, de contestação, que eu esperava encontrar, era tranqüilo o clima geral. Não que isso seja negativo! A moçada ficou gritando forte suas reivindicações, protestos, cantando o hino e ovacionando o seu país.

Essa foi a minha primeira participação nessa onda de manifestações que percorrem o Brasil, e como já haviam me dito, as reivindicações eram difusas e que em muitos casos a pauta não era política.

Li em alguns cartazes frases como: “Não é pelos 0,20 centavos, mas por dignidade”, “Educação e Saúde padrão Copa do Mundo”, “Por um país melhor para os meus netos”, “Pelo fim da corrupção, dinheiro na saúde e educação”, entre outros.

Alguns poucos cartazes creio que poderiam classificados como políticos poderiam ser aqueles contra a PEC-37 ou questionando o projeto da “cura gay” do deputado Feliciano. Como muito se tem pautado na mídia, em diversos artigos e eu mesmo tenho dito por aí, o fato das manifestações terem propostas difusas, serem totalmente horizontais e com muitos participantes negando a própria política, há o risco do gigante que acordou não ter fôlego para reivindicar reformas importantíssimas para o país.

Reformas que só poderiam ser postas em pauta em momentos como esse pelo qual passamos. Como, por exemplo, uma boa reforma política.Independentemente disso, das discussões sobre qual vão ser os resultados políticos dessas manifestações, o que me animou foi ver animação da população, principalmente dos mais jovens, de simplesmente estarem na rua.

O fato de a população ter saído para fazer as suas reivindicações, ter saído do sofá e do Facebook, como eu vi em um cartaz, por si só já é uma vitória. É interessante, as pessoas pararam de querer ficar ouvindo os políticos e saíram para gritar o que querem para seu país. E já há um resultado concreto, pois a fato da população estar na rua há duas semanas já quebrou a autocracia que regia os governos, em todas as esferas!

Minha esperança, marchando junto com os jundiaienses, é que surja o interesse de muitos participarem cotidianamente na vida política da cidade. Seja acompanhando o plano de metas da Prefeitura (tá pra sair), o Legislativo ou participando dos Conselhos Municipais. Muita gente está saindo na rua com propostas e quer ser ouvida.

Pois bem, melhorar a educação ou a saúde não se faz com uma canetada. É preciso participar, cotidianamente, nas diversas instituições públicas para buscar resultados concretos. Inclusive participando para que elas se tornem mais participativas e buscando que as vozes de comuns ecoem mais alto pelos palácios governamentais.

Talvez não saiam as reformas (infelizmente), mas se essas marchas servirem como inspiração para milhares de jovens começarem a se interessar pela Política já temos uma enorme vitória. Que a partir dessa inspiração eles comecem a estudar sobre nosso sistema político, aprendam que os partidos políticos são fundamentais para qualquer democracia e ocupem e demandem novos espaços para participar diretamente nos governos.

Por fim, se inspirar a população é ver milhares de pessoas nas ruas fazendo as ruas reivindicações, contem comigo.
REFORMA POLÍTICA JÁ!

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Uma resposta para “Minhas impressões sobre a manifestação do dia 20/06 em Jundiaí”

  1. Avatar Patrícia Anette disse:

    Cara, o que me assusta é que as pessoas – muitas – não saíram de casa, onde ficavam ouvindo os políticos, pra gritar o que esperavam deles, como você bem disse. Elas saíram de casa, onde NÃO ouviam os políticos e NÃO ligavam para causas quaisquer para gritar o que queriam. Aí, a gente cai naquela coisa da palestra do Voto: o cara que não está acostumado a ouvir, ler e pensar sobre a res pública, quando vai exigir alguma coisa, pode chegar ao absurdo de dizer: “quero um playstation”. As exigências aqui não estão sendo absurdas, senão totalmente justas. Mas com certeza o caso é o mesmo. Não podemos dizer: “cale a boca, você não pode pedir um playstation” pra quem pede por justiça, igualdade de oportunidades, educação, etc. Mas você pode não saber como responder. É assim que eu estou, pelo menos.

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