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No plenário, sonho é ser o titular

Publicada em 18/10/2009 às 19:25 | por Voto Consciente Jundiai

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18/10/2009

JORNAL DE JUNDIAÍ Tal como no futebol, os nove suplentes da Câmara de Jundiaí almejam uma cadeira fixa

Tal como no futebol, os nove suplentes da Câmara de Jundiaí almejam uma cadeira fixa

Quem acompanha os jogos do São Paulo conhece de perto a disputa entre os atacantes Washington e Borges. Sem vaga fixa no tricolor paulistano, os dois disputam a titularidade e, intercaladamente, têm de encarar o incômodo banco. Na Câmara de Jundiaí, situação semelhante ronda os pensamentos dos nove primeiro suplentes do Legislativo. Com histórias e objetivos distintos, estes pretendentes ao plenário sonham com o dia em que poderão apresentar projetos de lei e marcar presença nas sessões.

Neste time, apenas a médica Silvana Baptista (PMDB) já experimentou a chance de ser titular. Já na atual legislatura, o pedido de licença por 30 dias feito por Enivaldo Ramos de Freitas (PTB), o Val, ajudou o eletricista José Carlos Grapeia a realizar o desejo de estar entre os parlamentares.

Vida de suplente não é fácil. Muitos ficaram otimistas, este ano, com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que autoriza o aumento no número de cadeiras nas Câmaras Municipais. Jundiaí poderia ter até 23 parlamentares, sete a mais do que o quadro atual. Isso dependeria, entretanto, de uma decisão do Legislativo Municipal. O presidente José Galvão Braga Campos (PSDB), o Tico, por sua vez, já adiantou que não vai ampliar as cadeiras. O mestre e doutor em Direito do Estado João Jampaulo Jr. explica que a questão tem mais complicações. Após a aprovação da PEC, a Procuradoria Geral da União entrou com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a aplicação imediata das novas regras. Outra liminar suspendendo qualquer iniciativa com relação à suplência também foi concedida. Por isso, até agora, as decisões apontam para a possibilidade de mudanças somente em 2012. “A emenda constitucional não diz de quanto deve ser o aumento. Caberá à Câmara decidir se aumenta ou mantém o número”, detalha.

Quem encara estas informações com tranquilidade é Silvana Baptista, 46 anos. A peemedebista foi vereadora por 12 anos. No ano passado, fez 2.480 votos, mas não conseguiu entrar. “Foi uma surpresa no começo, mas depois senti um alívio. Consegui me dedicar mais à Medicina. A Câmara é um ambiente difícil.” Silvana não se preocupa em assumir neste mandato, mas quer continuar a disputar eleições. “Sou contrária ao aumento de cadeiras, que é absurdo.”

O otimismo não é geral. Esposa do ex-vereador José Antônio Kachan, a professora aposentada Lúcia Kachan, 59 anos, arrematou 2.127 votos na sua primeira eleição. Ela acompanha cada novidade da PEC, mas afirma querer “o melhor para Jundiaí”. “Já desanimei. Se for para mudar somente em 2012, tudo bem.” O cabeleireiro Márcio Pentescotes de Souza (PR), 36, quase conseguiu estar nesta legislatura. A oportunidade bateu em retirada quando os votos de Ana Tonelli (PMDB) foram validados e ela, eleita. Ele aposta que Jundiaí terá de acatar o aumento. Mesmo que isso não ocorra, não perde as esperanças de um dia chegar lá. “Se Deus quiser ao menos mais uma vez eu saio.”

Eletricista há 33 anos, José Carlos Grapeia, 60, já participou de cinco campanhas para vereador. Insistiu e, no ano passado, fez mais de 1,9 mil votos. Com prazo determinado, está na Câmara. “Para mim é a realização de um sonho.” Mesmo se o aumento de vereadores fosse implantado, Grapeia não seria beneficiado, já que a soma de votos do seu partido não é suficiente. “Vou continuar tentando. Se o Val for eleito deputado estadual, vou trabalhar por ele”, espera. O primeiro suplente do PSDC é Sênio Francisco de Souza, comerciante de 70 anos. O morador na Vila Comercial já concorreu três vezes ao cargo e é, pelo segundo ano consecutivo, primeiro suplente. “Acredito que vai aumentar o número”, salienta.

No PDT, quem assumiria é o sindicalista João Henrique dos Santos. Com a promessa de defender os movimentos sociais, ele discorda da afirmação de que o projeto de ampliação no quadro de parlamentares dependeria da Câmara. “Se vingar, estará pronto para as pessoas assumirem. Acho que, com o tamanho de Jundiaí, 23 vereadores seria mais razoável.” O médico Ronaldo Moisés Júnior, 38 anos, suplente do PP, também acredita na posse imediata. Para ele, não há diferença entre permitir o aumento agora ou daqui a três anos. “É um jogo de interesses. Para quem já está lá, a campanha é muito mais fácil”, observa.

No PT, o serralheiro Celso Arantes orgulha-se dos 1.178 votos conquistados na sua terceira campanha. Celso, que atua na região da Ponte São João, está de olho nos rumos políticos do colega eleito Durval Orlato. “Se ele sair como deputado, eu assumo. E então vou tentar conseguir o máximo de experiência”, promete. Suplente do PV, Domingos Nastari Neto, 56 anos, é o primeiro suplente pela terceira vez. “A campanha de vereador não depende só de você, mas do partido que o acompanha.” Com destaque na lista de mais votados, ele não tem expectativa quanto ao aumento de cadeiras. “Confio nos três vereadores eleitos, que têm de cumprir seu papel.”

ROBERTA BORGES

fonte: JJ

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