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Nosso protesto vai além…

Publicada em 22/06/2013 às 13:16 | por Cíntia Carvalho

Totalmente inconformada com a forma que a manifestação da ultima quinta-feira estava sendo “organizada” via Facebook, até o último momento eu resisti a ideia de fazer parte do “movimento”. Sou a favor de protestos, intervenções e passeatas, desde que elas tenham um objetivo, um foco, uma meta, assim como o pessoal do Movimento Passe Livre.

Desde o começo da semana acompanhei um bando de gente despolitizada e mal educada soltando agressões e sonhando com uma revolução impossível de se fazer na base do grito e da porrada. A violência é a última das ferramentas a serem utilizadas na tão sonhada democracia, as primeiras são conhecer os seus direitos e cobrar todos eles de forma inteligente e coerente. Existem vários caminhos para isso, como movimentos sociais, coletivos, conselhos municipais e até mesmo partidos (para quem gosta, porque não?!).

Mas existe um outro tipo de violência que destrói a nossa sociedade, e ela não é feita com chutes e pauladas, ela é feita de palavras. Vi, ouvi e li centenas de absurdos de deixar qualquer um revoltado. São pessoas que não sabem dialogar, dizem que odeiam a ditadura, mas não conseguem compreender e respeitar a opinião dos outros.

Até dois dias antes do combinado todos estavam (supostamente) unidos. Mas resolveram mudar a rota e parar a Anhanguera, dividindo assim a opinião dos participantes. Durante dois dias inteiros eu e mais algumas pessoas tentamos mostrar o quanto tal ação era vaga e perigosa. Estávamos lutando para conseguir o que afinal? Não havia uma causa clara e tudo se tornou banal.

#resistênciacultural

Na véspera, depois da aula de percussão no Ateliê Casarão, debatemos se seria interessante protestar ao som das alfaias, afinal, a arte sempre foi uma via autêntica de protesto e o maracatu é a legítima representação de luta e resistência brasileira. O problema é que o povo não conhece a sua própria história, simplesmente porque ela não é ensinada nas escolas. Os amigos nos alertaram do perigo e estávamos cientes de que ouviríamos palavras de repúdio e preconceito. As manifestações da cultura popular brasileira ainda são soterradas pela ignorância e o argumento é que não gostam de maracatu porque não são nordestinos. Engraçado, então porque gostam tanto de famosos como Pit Bull, David Guetta, Psy, Katty Perry, Lady Gaga ou os astros do rock’n roll?! Gosto não se discute, mas respeito sim.

Como o sonho de todo artista é fazer o mundo entender que é só com educação e cultura que a sociedade se transforma e evolui, lá fomos nós protestar ao som dos tambores, assim como fizeram diversos grupos em São Paulo. Depois de conhecer o maracatu, nenhuma outra forma de protesto faz tanto sentido para mim, então não podia abrir mão de sair na rua fazendo o que eu amo só por medo do que as pessoas iriam pensar. É exatamente por isso que hoje, ela é uma arte de resistência!

#ansiedade

 Cheguei no viaduto às 17h20 e a manifestação estava saindo da concentração com meia hora de antecedência. Foi o primeiro motivo da noite a me deixar puta da vida, afinal, que união é essa? No meio da bagunça pensei “Que saco! Nem vai dar para tocar mais, tudo isso vai acabar em meia hora”. Agora não sei se isso teria sido bom ou ruim.

Peguei minha câmera e comecei a gravar. O primeiro impacto foi incrível, a pele arrepiou e me emocionei ao ver tantos cartazes, ao ouvir tantas vozes, então o Brasil acordou mesmo?! É inegável o quanto as manifestações pacíficas são belas e enchem nosso coração de patriotismo. Nunca foi tão coerente cantar o Hino Nacional!

Em frente ao Parque da Uva o grupo infelizmente se partiu e lá foram os teimosos conquistar a Anhanguera. Com que finalidade? Parar tudo. Fico me perguntando, se eles de fato queriam parar tudo, qual é o objetivo de fazer um protesto a noite? Deve ser porque não são tão subversivos e revolucionários a ponto de deixar suas obrigações para “salvar a pátria”. Se o protesto não tinha um foco, uma meta a conquistar assim como ocorreu em São Paulo (veja AQUI), pretendiam ficar na rodovia até que horas?

Para minha surpresa as primeiras horas da ocupação foi tranqüila, não havia polícia impedindo a passagem e lá foram todos para uma rodovia escura, gritando sei lá o que. Outra coisa, se a luta é a favor do povo e contra o poder, por que prejudicar o próprio povo? As pessoas têm o direito de querer protestar ou não, e deixá-las presas no trânsito ou esperando transporte público por uma média de 3 horas é inconstitucional. Tiramos delas o direito pelo qual deveríamos estar lutando naquele momento, o de ir e vir.

Andei até o Carrefour e decidi voltar, aquele escuro me deixou angustiada, pois qualquer infelicidade poderia acontecer pelo caminho. Até aquele momento a Av. Jundiaí ainda estava inteira, as pessoas andavam tranquilamente e por um momento pensei que tudo não passava de um desfile de 7 de setembro.

No meio do caminho encontrei um segundo grupo, desta vez mais encorpado, de passos tranquilos e voz firme ao cantar o hino nacional. Pela segunda vez me emocionei, eles estavam envolvidos e pude sentir algo bom. Voltei todo o caminho com eles, imaginando que parariam em frente ao Parque da Uva e gritariam palavras de protesto, tentando articular de forma coerente, todos por uma causa. Mas ledo engano, tomaram também o caminho até a Anhanguera.

#persistência

Completamente decepcionada retomei meu caminho de volta para casa. Cansada, com fome, mochila pesada e triste por não ter conseguido me manifestar da minha forma. No meio daquela bagunça, onde cada um tomava o caminho que lhe era mais pertinente, me conformei que não tocaria mais e segui em direção ao terminal central.

Ao ouvir vozes na Av. 9 de julho, o espírito jornalístico foi mais forte e me levou direto para o 3º ou 4º grupo de manifestantes. E desta vez fiquei ainda mais impressionada, pois eles não sabiam se subiam para o centro ou iam até a prefeitura. Foi triste ver tanta gente perdida, esperando uma solução. Sem causa e sem rumo.

Fiz algumas imagens, e de repente ouço o “Tum Tum Tum Tum Tum Tum” das alfaias ecoando pela Av. 9 de julho e os gritos dos manifestantes eufóricos. Larguei as coisas com uma amiga, peguei a saia e corri em direção aos dez tambores que soavam mais alto do que qualquer grito de repressão. O coração disparou e mais uma vez fui tomada pelas emoções, mas desta vez a lágrima era de indignação com todas as injustiças e misérias.

Não vi mais nada. Só girei e girei e girei… deixei meu corpo falar por si só e expressar toda a minha revolta. É assim quando a gente se entrega por uma causa de forma apaixonada, naquele momento meu amor pela cultura/arte se transfigurava em movimento. Nosso amor transbordou e atingiu quem deveria atingir, pois aqueles que de fato se permitiram viver o momento, entenderam o recado e foram tocado pela magia dos tambores. Isso já basta!

Não somos uma bandinha de carnaval, não tocamos por dinheiro, e diferente da afirmação do fotógrafo Davi Chaim na tarde de hoje, o maracatu não é para tocar “num Domingo a tarde, no parque da Cidade ou mesmo numa passeata de 7 de Setembro”. A rua é, e SEMPRE FOI, o nosso lugar!

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Foto: Gabriel Santos

#ignorância

 Como eu disse, fomos preparados para as manifestações de repúdio e preconceito, já estamos acostumados a ouvir brincadeirinhas e isto não nos incomoda. Na hora descobrimos que não havia o que temer, a noite foi linda e nos sentimos bem recebidos, pois além dos amigos que já nos conhecem e compartilham dos mesmos ideais, muita gente boa chegou junto e se deixou envolver. Na hora quem não gostou saiu fora e respeitou, simples assim.

No entanto nesta sexta-feira tive uma grande surpresa… Além de saber que algumas pessoas não gostaram de ver a arte competindo o espaço com os atos de intolerância, agressividade e violência, de uma manifestação mal organizada e sem foco (brasileiro deve ter uma certa tendência ao masoquismo), ainda conheci um projeto super “profissional” do fotógrafo Davi Chaim.

A proposta dele foi fotografar a manifestação, jogar as fotos no Facebook e colocar como legenda as frases ditas pelas pessoas que passavam ao redor. A questão é que havia muita gente encantada com participação dos tambores, mas ele resolveu colocar as frases de zombaria, simplesmente porque achava que estávamos fora de contexto, atrapalhando o movimento “super sério” e organizado com o nosso carnaval fora de época.

Para o fotógrafo “Num protesto deste, ao meu ver, caberia muito melhor hinos de revolta (iguais aos que vemos em SP, Rio, etc) ao invés de aulas de cultura afro brasileira em meio ao protesto. Vocês acham que alguém ali estava mesmo interessado em aprender cultura afro brasileira naquele momento??? As pessoas estavam predestinadas a isso??”. Não Davi, não estávamos ali para fazer bonito para os outros, não estávamos ali para dar aulas de cultura, estávamos ali para nos manifestar assim como você. A diferença é que nossa armas são outras e somos felizes por natureza (não precisamos gritar ou chorar para dizer o quanto estamos insatisfeitos), simplesmente pelo fato de que fazemos o que amamos e não fingimos ser o que não somos.

No texto de resposta aos comentários que deixamos no Facebook, Davi disse que nós é que não entendemos a proposta, porque a “abordagem que eu quis dar a este trabalho, que fiz por conta própria e por puro prazer em prol de um bem comum a todos nós.” Claro, é normal um profissional deste nível fotografar uma manifestação artística e colocar no Facebook com zombarias. Talvez a Secretaria de Cultura poderia até contratar o fotógrafo, de tanto bem que ele faz para a cultura da cidade.

E outra coisa, não foi essa a “imagem que a imprensa e os políticos tiveram quando viram toda a desorganização da passeata de ontem junto a um grupo tocando ritmos brasileiros e dançando felizes com sorrisos no rosto.” Porque a imprensa só mostrou o começo da manifestação e a arruaça que este bando de inconseqüentes fizeram na Av. Jundiaí. Quanto ao governo, pode ter certeza que eles conhecem e respeitam os atos em que os artistas desta cidade estão presentes (principalmente quando o assunto é cultura popular), pois nós não protestamos uma vez por ano, nós estamos inseridos no Conselho de Cultura e em um Coletivo de Cultura da cidade, nós fazemos pressão e lutamos por políticas públicas culturais de forma pacífica e apartidária. Esta mais fácil o governo nos ouvir (pois já sabemos nos articular como gente) do que dar atenção a pseudo-revolucionários.

Por fim, a respeito do comentário sobre termos reagido com “pedras aos que por falta da informação ou mesmo ignorância (que seja) falem coisas erradas ao respeito de vocês, se me permitem a abertura de idéias, porque vocês não montam um projeto e vão nas escolas ensinar e demonstrar isso para as crianças e quem sabe nas empresas (onde estão os adultos) também??”. Obrigada pela dica, mas como eu disse nossa luta não acontece apenas uma vez por ano. Além dos meus trabalhos em relação a cultura – sou jornalista e  fotógrafa, e não musicista-, nosso mestre já da aula de maracatu em três locais da cidade, no Ateliê Casarão, no Barracão Idalina e no  CREAS. Poderia ter aula em mais locais? É claro que poderia! Este é outro motivo que também nos levou a rua na última quinta-feira e nos levará a rua quantas vezes for preciso. E repito, esta sim é uma Arte de resistência!

Com todo respeito do mundo a sua opinião Davi Chaim (por mais ridícula que ela seja), mas você não se mostrou nem um tanto melhor do que aqueles rebeldes sem causa. Pra mim ignorante não é quem não conhece o maracatu (ninguém é obrigado a conhecer), ignorante é aquele que se acha o profundo sabedor das coisas, mas comete um equívoco tão grande ao dizer que acabamos “saindo TOTALMENTE da pauta deste protesto”. Você pode chegar em uma manifestação, fazer suas fotos e publicar sem a nossa autorização, mas nós não podemos nos manifestar com a nossa arte?

Por favor, não nos culpe pela incompetência dos outros, nós estamos fazendo a nossa parte. Não quer ajudar não ajuda, mas de preferência não atrapalhe.

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10 respostas para “Nosso protesto vai além…”

  1. Avatar sonia maria bitencourt amarante disse:

    Cara Cintia, gostei muito de ler a sua resposta, pois estava inconformada com todo o deboche e falta de respeido do jornalista Davi, que na minha opinião devia continuar a fotografar e se abster de dar opinião sobre o que não conhece.

  2. Avatar Iara Corrêa disse:

    A moeda tem dois lados. Tudo tem dois polos, positivo e negativo. A população por sí só não se manifesta, ela é sempre orquestrada. Eu também me fiz muitas perguntas a respeito da manifestação que começou nesses dias e que teve como estopim os R$ 0,20, pois esse é um mal mais imediato, mais pulsante e mais visível para qualquer cidadão e principalmente para a massa. É portanto a reinvindicação sobre o transporte a linguagem mais de “chão de fábrica”. ´Porém no decorrer dos dias outras classes sociais se somaram e dada à sua visão um pouco mais ampliada, novas reivindicações se somaram. O fermento começou fazer a massa crescer. Aí, justamente nesse ponto, é que se deve pensar no possível pano de fundo. Qual intensão original poderia existir que não só a insatisfação de todos sobre muitas coisas? Em todos os golpes da história, o povo foi usado como bucha de canhão. Lá na frente esse mesmo povo será apontado como quem pediu a mudança e os bastidores ficarão preservados de qualquer crítica. Vemos isso nos resultados das eleições de pessoas como o Tiririca que dispensa comentários e que está lá colocado pelo povo! Foi ou não foi resultado de uma insatisfação popular pela política que num ato de palhaçada votou nesse candidato. Temos portanto no congresso mais uma pessoa e desta vez uma pessoa que está lá, mas que também não fará nada que justifique seu salário, não defenderá o povo por falta de condições intelectuais e culturais do assunto. Só para concluir o raciocínio sobre o perfil das manifestações que não tem uma cor só que o defina. Temos os vândalos. Até onde eu percebí, os vândalos carregam ódio, selvageria e força bruta desferida num momento em que encontraram uma fenda para penetrar e não precisar assumir a destruição que promoveram. São também o retrato mais fiel do tiro que saiu pela culatra, sub produto de todo quadro político, repleto de falta de capacitação para os cargos públicos já de longa data e de nível nacional, descumprimento da justiça e corrupção que a tudo assola. Esse é o retrato do Brasil, tão rico, tão extenso e com gente brincando com coisa séria. Fazendo desse comportamento irresponsável uma cultura brasileira que leva o nome de “jeitinho brasileiro”. A mudança poderia e deveria começar pela escola, com ensino que formasse cérebros pensantes, estimulado com artes para desenvolver a sensibilidade, o gosto pela estética e assim chegaríamos à ética, com conhecimento de causa. A filosofia nos ensinartia a raciocinar da excência para a expansão e vice versa, desenvolvendo a intelectualidade, a crítica. A matemática que resolve problemas, desenvolveria a capacidade de resolvermos os problemas do dia a dia encontrando soluções. A história que o Geraldo Alkimim quer tirar ou já tirou da educação, serve para nos dar referência do que aconteceu para o que está acontecendo e do que poderá acontecer. A sociologia para entendermos melhor as questões políticas e sociais. Enfim, uma proposta honesta de desenvolvimento do país, não deve se ater só ao setor econômico, deve principalmente, promover o desenvolvimento social por inteiro e isso se deve fazer pela base que é a educação. Do contrário, estaremos tentando contruir uma casa a começar pelo telhado. Isso é uma incongruência que só favorece quem está no poder e sufoca toda uma população que anseia ser nação. Falamos no território inteiro o mesmo idioma, mas isso não quer dizer que falamos a mesma linguagem e do jeito que a coisa está, com discrepâncias culturais tremendas eu diria que muitos escutam, mas não conseguem ouvir, porque não entendem o que está sendo falado. O ser humano não nasceu só para trabalhar e pagar contas. Ele precisa viver e ser feliz e quem tenta dificultar isso não é honesto, não é patriota, não é justo, não é humano!

  3. Avatar Pedro Esteban Hernandez Rivera disse:

    Após a leitura desta declaração entendi que, não importa a forma da manifestação e claro que sou contra o vandalismo mas, entendendo que democracia é se manifestar através da dança e também da fotografia, penso que é momento de olhar de forma mas abrangente, se cantar ou fotografar for necessário para se alcançar o objetivo que traga melhorias para o cidadão, para a sociedade e para o país. Quando leio que alguém dançou e não atendeu às expectativas de quem fotografou, e que outro fotografou e se manifestou com dizeres em sua publicação, que não foram justos para algumas pessoas que dançaram, me preocupa, por que realmente transparece que estão somente olhando para seus interesses e o que interessa é se manifestar mas, principalmente sabermos o que queremos, a prioridade de nossa necessidades, e que nossa manifestação traga como resultado a melhoria para o maior numero de cidadãos. Não adianta culpar o governo, os políticos, o sistema, a mudança tem que ser pessoal, nós somos os donos do poder, nós somos o governo mas para entender isto e necessário ser esclarecido do que nós queremos como cidadão único e como cidadãos que formam um país.

  4. Avatar Sabrina disse:

    Matéria tendenciosa e claramente focada a interesses culturais particulares.
    O álbum do fotógrafo Davi Chaim está aberto em sua página para todos verem e ali percebi claramente sua preocupação em mostrar a desorganização de uma maneira geral. E foi mesmo. Uma desorganização só! Coisa que a imprensa tem medo de mostrar e falar a verdade.
    De início não havia entendido o propósito e após suas discussões ficou claríssima a idéia e o objetivo deste protesto, que inclusive ele ressaltou os pontos fortes com fotos emocionantes de união familiar e a movimentação das pessoas.
    Se tenho permissão para opinar como expectadora (pois eu também estava lá) as fotos e os comentários representam corretamente o que foi essa manifestação e achei muito errado julgar um jornalista por expressar a verdade nua e crua.

    bem, esse é o meu testemunho e minha opinião. Espero que não me entendam mal.

    Sabrina

  5. Avatar Lívia Maria Castro Siqueira disse:

    Adorei a hashtag #resistênciacultural
    Gostei do seu artigo Cintia! Senti tudo o que sentiu enquanto lia.

  6. Avatar Carolina disse:

    Bom ,eu estava no protesto, e digo que não tiro a razão do Davi, embora eu não conheça o trabalho dele,percebi que ele apenas expressou a própria opinião,o que tem de errado nisso,concordo com a Sabrina,ele apenas não encontrou o objetivo ou foco do protesto(afinal eu tb não consegui entender o que algumas pessoas faziam ali),agora eu vou dar a minha opinião ,liberdade de expressão significa que eu tenho todo direito do mundo de falar o que quero e de demonstrar minha opinião sobre determinado assunto .
    Se esta pessoa se sente incomodada com o meu modo de me expressar ela pode me atacar moral ou intelectualmente ?
    NÃO !!!
    Sendo assim,não existem culpados ,apenas falta de compreensão de alguma parte que prefiro não citar.

  7. Avatar Priscila disse:

    Ousada e declaradamente artística a reportagem feita pelo fotógrafo.
    Aos mais conscientes que ali estavam sua visão mostrada através das fotos descreve muito bem a reação das pessoas ao ver a anarquia sem rumo que tomou conta da avenida Nove de Julho.
    Numa próxima oportunidade sugiro que faça também a cobertura de outros pontos do movimento.

  8. Avatar Daniela Cardoso Puppo disse:

    Lindas fotos apresentadas pelo repórter fotográfico! abrangentes e super MEGA verdadeiras!
    Nas discussões do Facebook foi muito bem colocado a falta de foco no verdadeiro sentido de uma manifestação e não uma demonstração de um gruop isolado.
    Já pensou se as pessoas resolverem levar pandeiro violão e corneta e cada um querer mostrar seu dom?

  9. Avatar Daiana Oliver disse:

    publicação completamente manipuladora e focadíssima em interesses próprios da jornalista!
    A autora deste texto faz parte de uma escola de música e artes e a abordagem mostrada pelo fotógrafo mostra a percepção das pessoas vendo uma cena de um grupo com interesse próprio travestido de manifesto.

    • Avatar Carolina disse:

      que bom que não fui a única a achar uma manipulação os comentários da Cintia,afinal ela não soube ver o ponto de vista do fotógrafo, e sim apenas enxergar a somente os seus próprios interesses,espero que ela possa compreender a partir de agora,que ninguém esta criticando o Maracatu, e sim como foi exposto de forma errada a opinião da própria,e como visualizei no facebook da mesma postou fotos do próprio fotógrafo ,para assim as pessoas criticarem

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