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Nova consciência

Publicada em 05/07/2013 às 12:00 | por Lucas Maretti

Quando mais jovem, sempre que ouvia a palavra “político”, imediatamente pipocava em minha cabeça a imagem de um senhor imponente, de terno, uma pessoa completamente inalcançável. Uma pessoa que parecia que era eleita para dirigir uma empresa, ou um negócio pessoal, tamanha informalidade com que o processo eleitoral é (era?) tratado no Brasil: temos um dia pré-determinado para ir votar, o fazemos – creio que em muitos casos para evitar pagar uma multa – e ao sairmos da zona da zona eleitoral, esquecemos completamente os números digitados na urna e quem esses números representam. A história é antiga e a crítica também.

Decidi escrever esse relato por que hoje sentei quase ao lado da pessoa em que votei para vereador, próximo ao secretário de educação da cidade, entre outros cidadãos, professores e políticos, para ouvir o prefeito recém-eleito falar e responder perguntas por mais de 2 horas sobre o plano de metas que desenvolveu com sua equipe para o mandato de 4 anos para que foi eleito. Hoje foi um dia simbólico para mim por que morreu de uma vez por todas a imagem de criança que eu tinha de um político, ainda bem. Hoje consolidei minha opinião de que a evolução da representação política está diretamente relacionada à maior participação e influência dos eleitores nas decisões dos eleitos.

O momento atual é especial em âmbito nacional por diversos motivos: primeiro, por que a população decidiu ter sua voz ouvida. Segundo por ter logrado sucesso. O próximo passo, ideal, é criar mecanismos para fazer com que essa consciência de que a minha e sua opinião importam seja transformada em ações concretas juntamente com os escolhidos para representar a população. E acredito que isso será alcançado com maior sucesso quando o maior número possível de pessoas participar desse debate.

Afinal, o político não garante (ou não deveria) com esse título o direito de subir em algum pedestal ou deixar de ser um cidadão comum graças ao cargo que ocupa. Tampouco dá-lhe o direito de ignorar a opinião daqueles a quem representam. Em um país em que algumas famílias envolvidas com política são vistos quase como donos de cidades e até de estados, é essencial tomar essa consciência para enxergar que, como cidadão, essa influência é maior ainda.


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