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Novatos planejam cartilha para frear pedidos de benfeitorias

Publicada em 04/08/2009 às 22:49 | por Voto Consciente Jundiai

Terça-feira, 04 de agosto de 2009 05:52
Vereadores querem mostrar que não estão na Câmara para fazer favores

Julianna Granjeia
Agência BOM DIA

Assustados com o número de pedidos de favores e benfeitorias, os vereadores novatos da Câmara de Jundiaí estão planejando a elaboração de cartilha para explicar a função do parlamentar à população e parar com o assistencialismo.

Prestação de serviços e atendimento disponível para reclamações e pedidos e fidelização do cliente são práticas fundamentais para cativar o consumidor e impedir que ele procure a concorrência. Mas essas dicas são seguida à risca por alguns políticos que deixaram os eleitores mal-acostumados.

Gustavo Martinelli (PSDB) pretende lançar até o fim deste ano uma cartilha para combater o assistencialismo e explicar as verdadeiras funções do Legislativo.

“Me assustei com os pedidos. Passagem para o Recife, uma Fiorino, cesta básica, telhas e o que mais pedem é dinheiro para pagar conta de água e de luz.”

O vereador e delegado Paulo Sérgio Martins (PV) apóia a iniciativa para que as pessoas saibam quais são os pedidos viáveis para o Legislativo.

“O que podemos fazer são indicações para os órgãos responsáveis. No meu gabinete fazemos indicações em prol da comunidade e nunca ações individuais.”

Saiba mais sobre a função
Onde: www.camarajundiai.sp.gov.br e www.votoconsciente-jundiai. blogspot.com

‘As pessoas confundem’, diz OAB
A prática do assistencialismo não é ilegal. Só é caracterizado crime eleitoral se, em contrapartida da ajuda, for pedido voto.

“O que é crime é a compra do voto, mas cada caso deve ser analisado. O benefício eleitoreiro deve ser evitado. As pessoas confundem o papel do vereador”, diz a presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Gisele Germano de Lemos.
A preocupação do Judiciário e dos vereadores com a troca de favores é coibir a desigualdade entre os candidatos, que pode ser potencializada pelo assistencialismo.

O experiente vereador Antonio Pereira Neto, o Doca (PP), que está no oitavo mandato, afirma que há muito tempo orienta seus eleitores que assistencialismo é crime.

“Pedir dinheiro para vereador é absurdo, é inconstitucional e gera até cassação. O que faz, às vezes, é uma ajuda coletiva para algum doente, por exemplo.”

Para imprimir a cartilha, Gustavo Martinelli espera a ajuda do seu partido e até da prefeitura.

“Vou fazer de tudo para conscientizar a população e para acabar com essa prática.”

fonte: BOMDIA

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