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Noves fora, tudo!

Publicada em 31/12/2008 às 09:52 | por Voto Consciente Jundiai

Segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Para quem usa os simbolismos da numerologia, o número 9 representa a passagem entre dois ciclos da vida – seja das pessoas, das comunidades ou até mesmo do mundo.

Talvez seja por isso que pareceu tão especial a versão que Ná Ozetti fez de “Meu Mundo Caiu”, o clássico da cantora e compositora Maysa, ouvida nestes dias na rádio USP. Não entendo porque essa ilustre moradora da Serra do Japi não toca nas emissoras locais.

Algum balanço está sendo feito por todo mundo sobre o ano que termina. Nessa volta da nossa órbita, alguma parte do mundo realmente caiu – para melhor ou pior. Mas como diz aquele samba do Nelson Sargento, celebrizado por Clara Nunes e depois levado em rock por Arnaldo Antunes, “o sol há de brilhar mais uma vez, a luz há de chegar aos corações, o mal terá queimada a semente e o amor será eterno novamente”.

Porque há partes que precisam cair. De nada adianta a polêmica das cargas horárias de história e sociologia no ensino médio enquanto passa em branco os 200 anos do anúncio da inspetoria de comércio (algo como o ministério de desenvolvimento da época) sobre as oportunidades de negócios com o abandono do tráfico de escravos pela Grã-Bretanha. Repete-se em escala nacional, dois anos depois, o esquecimento da primeira greve operária do país em Jundiaí.

A soberba dos partidos no poder também poderia diminuir. Se o favorito da maioria para a presidência da Câmara, Tico Galvão, não vai ao debate de hoje do movimento Voto Consciente dizendo que “isso só interessa à oposição”, o mesmo talvez ocorresse com outro partido de situação. Mas a comunidade deveria estar sempre acima das agremiações.

Nestes dias observei um muro onde a pichação mais antiga, uma pirâmide colorida, existia há muitos anos. E depois haviam outras, algo que uma atenção tridimensional mostrava as anteriores e as recentes. Existe história nisso também (e não em sujar muros novos), mas as pessoas não vêem. Me lembrou as “seed balls”, bolas de terra com sementes de árvores usadas em ocupações verdes que as pessoas igualmente não vêem…

Avisto crianças colhendo mangas maduras na beira do rio Jundiaí, contra a orientação de cimento do governo para os córregos urbanos. Por outro lado também encontro pessoas felizes com a recuperação do Centro Histórico, um gol de placa do governo que precisa ser adaptado para toda a cidade.

Todas as moedas têm dois lados. Os técnicos públicos de informática da Cijun podem discutir com artistas e gestores culturais o avanço do Acessa Jundiaí para pontos de cultura com câmeras, estúdios e filmadoras digitais. O iniciante monitoramento de satélite da nossa serra pode usar a experiência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais para aproveitar o sistema DETER e gerar alertas imediatos de desmatamento.

Que o nono ano do século 21 nos estimule ao mergulho em nossa diversidade cultural e ambiental, acima de partidos ou de interesses imediatos de poucos. Que a crise seja leve e não um pretexto para retrocessos. E que este clima de encontros e reencontros se prolongue para todos.

Ambientalista, vive em Jundiaí e coloca em debate temas sobre a cidade toda segunda-feira

fonte: BOMDIA

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