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O Espaço Ignorado para as Ciclovias

Publicada em 21/08/2014 às 09:59 | por George Savy

córregoEstamos aos poucos assistindo as obras e remodelações de vias em vários pontos da cidade. As melhorias contemplam o espaço para os carros e pedestres. Enquanto isso, o espaço para as bicicletas continua ignorado.


Recentemente estive na região do Retiro onde ocorrem algumas intervenções no sistema viário. Uma obra recente foi a ligação da Rua Cacilda Becker no Jardim Guanabara com a Avenida Antonio Pincinato. A ciclovia da Pincinato termina ali. O prolongamento da Cacilda Becker não possui construções residenciais, portanto poderia receber uma ciclovia nos moldes da Pincinato naquele trecho, e na parte antiga da rua virar uma ciclofaixa. Esta ciclofaixa desembocaria na Avenida Alceu Damião Peixoto, que é a avenida nova aberta ao lado da indústria Recall. Dali para a Avenida Luiz Latorre – que possui ciclofaixa – o único empecilho é aquele viaduto novo sobre a Anhanguera, que foi construído sem visão de futuro e já não comporta o fluxo de veículos nos horários de pico. Este viaduto, além do espaço estreito para os veículos, possui calçada apenas de um dos lados. Resultado: para transpor o viaduto com bicicleta, o ciclista tem que dividir o espaço da calçada com os pedestres.
A interligação da ciclovia da Avenida Antonio Pincinato com a ciclofaixa da Avenida Prefeito Luiz Latorre é fácil e depende apenas da sinalização de solo nestas duas vias do Jardim Guanabara, ficando pendente apenas a transposição da Anhanguera naquela ponte mal projetada.
Ainda na região do Retiro, a Avenida Osmundo dos Santos Pellegrini pode receber também uma ciclofaixa, pois está em andamento o projeto da ligação desta na confluência com a Marginal Sul da Anhanguera com a Marginal Norte (do Carrefour). Nesse ponto existe o Córrego Walkyria, cujo espaço em suas laterais pode receber uma ciclovia, se estendendo até a Luiz Latorre. Entre a Luiz Latorre e a Rua do Retiro foi aberta a Avenida Jacyro Martinasso. No que seria o prolongamento dela até a Avenida Luiz Gonzaga Martins Guimarães, foram construídos prédios de apartamentos e o espaço entre os prédios e o córrego recebeu arborização. Portanto, está descartado o prolongamento da avenida, que seguindo a atual legislação, tais vias precisam obedecer determinada distância do curso d’água. Inviabilizado para veículos, para bicicletas não. A ciclovia pode fazer parte do projeto de ajardinamento às margens deste e outros córregos na cidade, como o da Vila Joana.
Todas estas regiões de vale, com córregos, são adequadas para a construção de ciclovias e ciclofaixas. O debate sobre este assunto parece ter “esfriado” nos bastidores políticos. É hora de reativar o debate, pois as obras para dar fluidez ao trânsito estão em andamento e o espaço para os ciclistas sendo ignorado. Está aí o exemplo na região do Retiro. A interligação da ciclovia da Pincinato com a ciclofaixa da Luiz Latorre é simples. Basta o poder público dar a devida atenção.

George Savy

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3 respostas para “O Espaço Ignorado para as Ciclovias”

  1. Avatar Caue Ribeiro disse:

    Olá, eu gostaria de saber quantos km de extensão tem a ciclovia que já existe em Jundiaí (a da Avenida Antonio Pincinato), vocês conseguem me informar? Existe alguma outra ciclovia já, além dessa? Obrigado!

    • George André Savy George André Savy disse:

      Olá Caue. Embora eu tenha passado muitas vezes de carro pela Pincinato, nunca contei a quilometragem, mas creio que são de três a quatro quilômetros no máximo. Ciclovia junto a via pública essa é a única na cidade, mas existe outra que liga o Jardim Botânico ao Parque da Cidade, e atravessa área de preservação, portanto é fora de via pública. E tem a ciclofaixa na Avenida Luiz Latorre que funciona aos domingos.

  2. Avatar isidro Lopes disse:

    Para que as prefeituras invistam nas ciclovias, só havendo cicloativistas lutando, protestando e exigindo este tipo de espaço. Note que em Sampa este movimento é bem atuante, inclusive entre os ciclistas há alguns jornalistas. Ciclistas são a parte mais fragil na via, logo, é comum serem vitimas de acidentes, porem na região central de S.Paulo, onde existem muitos cicloativistas, cada vez que um é vitimado ocorre uma onda de protestos. Infelizmente, quando um ciclista morre na periferia, ninguém se manifesta.
    Desse assunto falo com conhecimento, pois na minha cidade só me desloco com bike.

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