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Os bons vereadores? Sim, eles existem”, afirma Rosângela Giembinsky, do Voto São Paulo

Publicada em 25/08/2017 às 18:19 | por Comunicação Voto Jundiaí

Em conversa que durou quase quatro horas com a vice-presidente do Movimento Voto Consciente São Paulo, Rosangela Giembinsky, voluntários do Voto Consciente Jundiaí apresentaram projetos colocados em prática, tiraram dúvidas e conheceram mais de perto os trabalhos realizados pela Câmara Municipal paulista. Na visita a Jundiaí a convite do Voto local, a representante explicou, entre outras coisas, como se deu o processo de amadurecimento político do Voto São Paulo em termos do relacionamento com a Câmara e com os vereadores.

Os voluntários jundiaienses revelaram as dificuldades encontradas para fiscalizar os trabalhos dos vereadores no momento em que o País passa por um de seus piores momentos políticos, fato que também é realidade em outras cidades do Brasil onde o Voto está presente. Rosângela lembrou, por este motivo, da importância do fortalecimento do legislativo. “É necessário lançar luz sobre o trabalho dos bons vereadores porque sim, eles existem”, afirmou. Reforçou sobre os pilares do trabalho do Voto Consciente na promoção das mudanças necessárias ao País no que se refere à política, sempre orientando o eleitorado na escolha de bons representantes. “Política é a arte da resolução de problemas da coletividade”, emendou.

Rosângela iniciou a conversa traçando uma linha histórica e descrevendo como eram feitas as primeiras atividades de apuração de dados das sessões ordinárias da Câmara Municipal de São Paulo. E revelou fatos curiosos, por exemplo, sobre a primeira apuração das votações nominais de presença na sessões. Essa escolha era feita à mão nas sessões para cada um dos cinqüenta e cinco vereadores, em livros mal acomodados em arquivos de papel. “Isso há cerca de vinte anos. As notícias sobre projetos polêmicos eram enviadas à época por correio e xerocopiadas para divulgação pela imprensa. Tudo em papel!” disse.

Numa segunda fase, no início dos anos 2000, já com o surgimento da internet, o trabalho foi sendo facilitado. Nesse meio tempo, segundo Rosângela, os dados passaram a ser abertos, propiciando mais eficiência na maneira de analisá-los. Vale ressaltar na fala da vice-presidente do Voto que em São Paulo a avaliação da legislatura municipal é divulgada em formato de ranking, ou seja, em ordem decrescente de colocação. Em Jundiaí, das três avaliações já realizadas pelo Voto Consciente – que completou 11 anos de atividade em setembro – apenas a primeira teve sua apresentação em formato de ranking.

Rosângela fez um alerta: para garantir apoio e participação no trabalho de acompanhamento e fiscalização do legislativo os representantes do Voto Jundiaí, a partir de agora, terão de preocupar-se cada vez mais com a maneira e a linguagem utilizadas para chegar à parcela da população que não conhece seu trabalho. A vice-presidente do Voto SP aproveitou também para dar dicas preciosas aos voluntários presentes à reunião de como manter a calma e o equilíbrio em momentos de tensão durante os trabalhos no legislativo.

Avaliação

O Movimento Voto Consciente surgiu em São Paulo no contexto de redemocratização do país, após a ditadura civil-militar que durou 21 anos, de 1964 a 1985, idealizado por pessoas que já não tinham mais a crença em fazer política através da criação ou filiação a partidos políticos. A fundação se deu em 1987, como um movimento apartidário que acompanha o trabalho dos parlamentares e avalia o trabalho realizado segundo os seguintes critérios: Fiscalização do Executivo, Presença nas Sessões, Presença nas Comissões Temáticas, Acessibilidade Cidadã (Presença na Internet) e Projetos de Alto Impacto (Projetos Relevantes).
“De acordo com o estatuto (https://www.votoconsciente.org.br/apresentacao/estatuto/), os principais objetivos do Movimento são: educar para o exercício e promoção da cidadania, com o objetivo de conscientizar os cidadãos sobre a importância do direito do voto e a participação política prevista constitucionalmente; exigir e valorizar a conduta ética e transparente dos políticos eleitos, bem como cobrar sua atuação parlamentar e promover o aprimoramento de mecanismos que garantam a efetiva participação da sociedade no fortalecimento da democracia: pesquisar e levantar informações sobre a atuação política para divulgação e orientação do cidadão e desenvolver ações educativas e materiais pedagógicos sobre o sistema político brasileiro, entre outros aspectos.

Comunicação Voto Jundiaí

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