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Os Caminhos para nosso BRT

Publicada em 22/04/2014 às 18:48 | por Colunista Convidado

Artigo de George Savy

Mobilidade se faz com critérios técnicos, com as coisas em seus devidos lugares. O que é um BRT? Traduzindo do inglês, ônibus de trânsito rápido. Montadoras e encarroçadoras produziram o veículo apropriado para corredores expressos, portanto que levam um maior número de passageiros com rapidez e conforto.

brt1Uma de suas características são as portas amplas, que permitem embarque e desembarque rápido e de ambos os lados, podendo dar o embarque e o desembarque tanto do lado direito (tradicional) como do lado esquerdo. Por isso ele irá se adequar dentro de itinerários com vias preparadas; faixas e corredores exclusivos em avenidas que possuam paradas nos canteiros centrais. Outra característica é a motorização pesada, com torque maior para vencer as ladeiras com mais rapidez mesmo lotado. Tal motorização, por ser mais delicada e cheia de componentes eletrônicos, pede vias com boa pavimentação e sem obstáculos.

Jundiaí já conta com tais ônibus, mas por enquanto não temos as vias adequadas. Portanto, de imediato não cumprirá com sua função – ônibus de trânsito rápido. O desafio daqui para frente será adequar as avenidas para que estes veículos cumpram com a função a qual são destinados, e reduzir o tempo de viagem. Bairros do extremo oeste / noroeste da cidade, que são Novo Horizonte, Almerinda Chaves e Residencial Jundiaí I e II estão na meta de redução do tempo de viagem até o centro.

As linhas expressas entre o centro e os bairros Eloy Chaves e Jardim das Tulipas utilizam as rodovias, evitando semáforos e lombadas, no entanto a lentidão devido ao excesso de veículos não permite que a viagem seja expressa. Em alguns horários o tempo que leva pela Antonio Pincinato acaba sendo igual ao da linha que vai pela rodovia. Como as intervenções em trevos e rodovias são mais complexas, a adequação na Antonio Pincinato é algo mais rápido para se fazer. Entre elas, a construção de passarelas para pedestres em frente aos condomínios e na baixada após a Rodovia dos Bandeirantes. Dessa forma o canteiro pode receber grades para evitar a travessia indevida dos pedestres, eliminar as lombadas e torná-la uma via de trânsito rápido, que é exatamente o que pede o BRT.

Em médio prazo, o caminho para uma ligação direta entre Novo Horizonte, Almerinda e o centro da cidade, sem passar pelo Terminal Eloy Chaves, é a abertura da Luiz Latorre até o Distrito Industrial e dele até o Novo Horizonte. Este trecho a ser construído deverá receber paradas no canteiro central e passarelas, como é nas grandes cidades onde o BRT cumpre plenamente com sua função. O acesso da Luiz Latorre e da Frederico Ozanan ao Distrito Industrial desafogará o trânsito no Trevo de Itu.

Em áreas mais urbanizadas da cidade, devem ser estudadas as ruas que podem receber ônibus no contra fluxo. É uma alternativa para encurtar itinerários, evitando desapropriações, que normalmente são processos longos e de alto custo. Neste caso, um itinerário a ser estudado é o da linha expressa Terminal Central ao Terminal Colônia, cuja volta que o ônibus dá por dentro do Vianelo e Jardim São Bento descaracteriza totalmente o que se chama de linha expressa.

O ônibus denominado BRT não cumprirá com sua função enquanto as devidas intervenções no sistema viário não forem implantadas.

Colunista Convidado

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