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Para líderes, voto em lista impede renovação política

Publicada em 11/10/2009 às 15:23 | por Voto Consciente Jundiai

>SISTEMA ELEITORAL

10/10/2009

RUI CARLOS Pedro Bigardi (PCdoB)

Pedro Bigardi (PCdoB) “O voto em lista representa um envelhecimento”

Os políticos de Jundiaí e Região poderão ter de repensar as estratégias para as eleições de 2010. Depois de aprovar novas regras com a minirreforma eleitoral, a Câmara Federal começou a discutir novas mudanças no sistema eleitoral. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) aprovou esta semana duas PECs (propostas de emenda à Constituição) que modificam a forma de escolha dos deputados federais e dos vereadores: as propostas estabelecem a adoção do voto distrital e seguem para análise de uma comissão especial. As opiniões dos líderes locais são diferentes sobre o tema, mas alguns apontam que o voto em lista, por exemplo, prejudicaria a renovação na política.

A lista seria formada por candidatos indicados pelo partido numa ordem numeral – definição que poderia estar atrelada à amizade com os dirigentes de cada legenda. Já o voto distrital prevê a divisão da cidade em regiões e a determinação de que somente um candidato de cada sigla ou coligação possa pedir votos naquela área.

Para o deputado estadual Pedro Bigardi (PCdoB), o voto em lista favorece apenas o partido. “Eu não gosto da ideia. Em partidos mais conservadores e menos ideológicos, o ´coronel´ que manda definiria a composição. Já nos partidos mais democráticos, a lista acirraria um debate e a disputa entre os membros. De qualquer modo, impede a renovação. O voto em lista representa um envelhecimento da política.” Mesmo em relação ao voto distrital, Bigardi faz ressalvas. “O eleitor poderia votar em que está mais próximo dele, mas avalio que o voto tem de ser livre.”

Para o deputado, outras questões que envolvem a reforma política merecem mais destaque. O financiamento público de campanha é uma delas. Outra é o fato de haver eleições a cada dois anos. “Isso prejudica o processo político. Os pleitos deveriam ocorrer a cada quatro anos, o que daria mais estabilidade ao País e mais condições ao político de trabalhar.”

O presidente do PSDB de Jundiaí, Sérgio Del Porto Santos, prefere a proposta do voto distrital. “É uma opinião pessoal, mas acredito que, desta forma, o representante tem a chance de ficar mais conhecido em determinada área e de o eleitor acompanhar mais de perto seu trabalho”, avalia. Ele não concorda com a proposta do voto em lista. “O próprio partido teria de definir quem são os principais candidatos, o que poderia impedir a possibilidade de surgimento de novos nomes, que é importante.”

Gerson Sartori (PT), ex-vereador e candidato a prefeito em 2008, vai na contramão. Ele defende o voto em lista. “Hoje o voto é partidário. Na hora de contabilizar os votos, ganha o mais votado.” O voto distrital, na visão do petista, deve ser debatido porque pode prejudicar segmentos, como os professores. “Eles não formam um distrito.” Armando Fadigatti, presidente do PMDB local, não vê relevância nesta discussão. “Não tem influência no processo e o PMDB não quer se ater em detalhes. O partido está bem no país porque saber fazer o manuseio. Para nós, estes não são assuntos de relevância que alteram a decisão do eleitor.”

ROBERTA BORGES
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fonte: JJ

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