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Parque tecnológico colocará Jundiaí como pólo de pesquisa

Publicada em 02/08/2009 às 23:16 | por Voto Consciente Jundiai

Sábado, 01 de agosto de 2009 04:32
Prefeitura analisa cinco áreas para construir centro e já começa a negociar parcerias com USP e Unicamp

Julianna Granjeia
Agência BOM DIA

Para consolidar Jundiaí como pólo de tecnologia, a prefeitura planeja inaugurar um parque tecnológico de, aproximadamente, 1 milhão de m.

A intenção, segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ari Castro Nunes Filho, é que o parque fique pronto até o final da gestão do prefeito Miguel Haddad (PSDB).

“Estamos procurando um local. Temos umas cinco áreas em vista, duas na Anhangüera, uma na Bandeirantes e duas no Engordadouro. Tem que ser uma área bem localizada”, afirma Ari.

Os parques tecnológicos são complexos que têm o objetivo permanente de promover a pesquisa e a inovação e dar suporte ao desenvolvimento de atividades empresariais intensivas em conhecimento.

O secretário diz que já está em contato com as universidades de Jundiaí para buscar apoio e parcerias. Ari também afirma que fez contato com a Unicamp (Universidade de Campinas) e USP (Universidade de São Paulo).

“O parque vai ser uma incubadora de tecnologia, como já existe em São José dos Campos e Campinas. É importante para toda indústria da área ter um espaço para pesquisa. Do mesmo modo que é importante para faculdades ter um laboratório prático. Todas as universidades de Jundiaí já demonstraram interesse em ter um braço no parque.”

Ari afirma que o investimento no parque tecnológico é uma exigência do prefeito Miguel.

“De dez anos para cá muitas indústrias desse setor vieram para Jundiaí. O prefeito quer que, no futuro, a indústria tecnológica seja a base do desenvolvimento da cidade.”

Perfil das indústrias na cidade é variado
A produção tecnológica de Jundiaí é variada. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico existe aproximadamente 30 indústrias do setor de tecnologia.

A maioria produz aparelhos eletroeletrônicos. Mas também há fabricantes de motores elétricos, receptores e condutores.

É de Jundiaí que saem, por exemplo, geradores da Siemens, os computadores da Itautec, HP e Sony e TVs e monitores da OAC.

Além disso, o Grupo Mahle, líder mundial em componentes de motor, inaugurou no ano passado o seu centro tecnológico, às margens da rodovia Bandeirantes. O investimento foi de R$ 50 milhões.

“Jundiaí não precisa oferecer descontos em impostos, o que nós temos de infra-estrutura para essas empresas vale muito mais”, acredita o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ari Castro.

Fatec terá cursos para qualificar a nova mão-de-obra
Indústrias de segmentos específicos, como a de tecnologia, exigem mão-de-obra qualificada.

“Essas empresas vieram de repente para Jundiaí. Fizemos um levantamento das deficiências de formação para o mercado”, diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ari Castro.

No ano que vem, a Fatec (Faculdade de Tecnologia) terá, pelo menos, dois novos cursos para atender esse mercado: eletrônica industrial e técnico em mecânica de aviação.

“Temos muita demanda de mão-de-obra qualificada nessas duas áreas. O curso de mecânica de aviação será feita em parceria com a TAM. Atualmente, só a TAM tem deficiência de 380 mecânicos no país”, explica Ari.

O hangar da TAM de Jundiaí é o mais bem equipado da América Latina para a manutenção de aeronaves da aviação executiva.

“Quem entrar nesse curso vai sair empregado. A parte prática será toda no hangar da TAM e os alunos terão estágio remunerado.”

O secretário afirma que também está em estudo a implantação do curso de hardware.

FORMAÇÃO
Ensino encurta distâncias e rompe os limites físicos
Especialistas da área educacional garantem que o EAD (Ensino a Distância) não vai substituir a forma de aprendizado convencional. Mas é, sim, um complemento importante que será cada vez mais popular.

Ensino a distância é o processo de aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão em espaços ou tempos separados.

O EAD utiliza as tecnologias telemáticas, como a internet, rádio, televisão e vídeo, entre outras.

O coordenador do EAD/FIC (Faculdade Interativa COC) do Colégio Divino Salvador, Hamilton Marcondes César, afirma que esse tipo de ensino é uma ferramenta complementar.

“O perfil dos nossos alunos é de pessoas que estão procurando um segundo curso superior, que já está no mercado de trabalho ou ainda que não tive acesso ao ensino superior antes. O custo-benefício do EAD é muito bom.”

Hamilton explica que o controle de presença, inclusive de acesso ao site com as atividades, e as avaliações também estão presentes no método.

“Também é possível fazer teleconferências com professores qualificados, famosos, de outros países que não teriam condições de viajar.”

Desempenho dos alunos é semelhante
Uma pesquisa feita neste mês pelo Inep (Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais), do MEC (Ministério da Educação), aponta que alunos que fizeram cursos de ensino a distância tiraram as mesmas notas no Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes) quando comparados aos que fizeram cursos de ensino superior presenciais.

Segundo o MEC, o ensino a distância é um dos que mais crescem no país, com cerca de 760 mil alunos matriculados na graduação.

fonte: BOMDIA

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