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Pílulas causam divergências em UBSs

Publicada em 10/03/2009 às 11:00 | por Voto Consciente Jundiai

Terça-feira, 10 de março de 2009 03:40
Em cada uma das cinco unidades de saúde procuradas pelo BOM DIA, há um critério diferente para distribuir contraceptivo

Kadija Rodrigues

As Unidades Básicas de Saúde de Jundiaí adotam critérios diferentes para distribuir contraceptivo de emergência, a pílula do dia seguinte. O procedimento é obrigatório, de acordo com decisão judicial.

Sem se identificar, a reportagem do BOM DIA procurou cinco UBSs, e cada uma tinha uma orientação diferente.

Das unidades visitadas, apenas a da Vila Rio Branco contava com um ginecologista disponível para atender e prescrever o medicamento, era necessário agendar horário. As UBSs só atendem as pessoas que têm cadastro e moram no bairro.

As unidades do bairro Eloy Chaves e Retiro alegaram não ter recebido a medicação. Já na UBS da Vila Hortolândia a informação é de que as pílulas chegaram, porém não há um protocolo da Secretaria da Saúde liberando a distribuição.

A unidade da Vila Ana confirmou ter recebido o medicamento, porém só seria distribuído mediante prescrição médica. Como não havia um ginecologista no local, não podia fornecer a pílula.

Todas as UBSs que não puderam fornecer a medicação, orientaram a procura pelo HU (Hospital Universitário). No hospital seria possível conseguir uma consulta e já retirar a pílula do dia seguinte no ambulatório da Saúde da Mulher.

Todas as unidades pedem receita médica.

Ajustes
A diretora de ações da Secretaria de Saúde, Mara Knox da Veiga Souza Nunes, informou que nem todas as unidades receberam a medicação, porque ainda está em processo de distribuição. “Isto deve levar, pelo menos, dez dias para que tudo seja normalizado.”

A prefeitura informou, por meio de assessoria de imprensa, que recebeu um lote de 330 blister (cartelas) do Ministério da Saúde no dia 20 de fevereiro para abastecer as unidades.

Mara afirmou ainda que as unidades não realizam o exame emergencial para a prescrição do medicamento.

“As mulheres devem procurar os médicos em pronto-atendimentos ou no Hospital Universitário.”

Decisão da Justiça obriga a distribuição
Este método anticoncepcional de emergência passou a ser distribuído nas UBSs, a partir da decisão do TJ (Tribunal de Justiça), no mês passado. Anteriormente, segundo a Prefeitura de Jundiaí, era distribuído apenas pelo ambulatório de Saúde da Mulher.

De acordo com a prefeitura, a medicação não tem custo direto para os cofres públicos municipais, uma vez que este medicamento é encaminhado pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Estadual de Saúde.

No ano passado, o consumo médio por mês foi de cinco blisters.

Segundo a diretora de ações da Secretaria de Saúde, é necessário a apresentação da prescrição médica, porque é feito um exame prévio para ver se mulher não tem nenhum problema de saúde ou que precise ser medicada. “Geralmente o médico conversa e faz a aferição arterial”, disse.

Sobre a distribuição sem receita médica nas farmácias, Mara orienta que isso vai além da secretaria. “Só pedimos que as mulheres tomem cuidado, pois o ideal é ter a orientação de um profissional.”


fonte: BOMDIA

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