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Procurador acompanha MP no recurso sobre cassação

Publicada em 10/01/2009 às 23:01 | por Voto Consciente Jundiai
Sexta-feira, 09 de janeiro de 2009 1:39:00
Decisão é para que ocorra nova eleição, mas Miguel continua no cargo

Roberta de Sá


O procurador regional eleitoral de São Paulo, Luiz Carlos dos Santos Gonçalvez, deu parecer favorável à cassação do prefeito Miguel Haddad (PSDB) no caso em que o tucano foi acusado de abuso de poder econômico. Apesar da decisão, Miguel continua comandando Jundiaí.


É que o processo ainda terá de ser julgado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), sem data prevista para ocorrer. Até o dia 20, os juízes permanecem em recesso.


Gonçalvez também determinou na noite de anteontem que seja executada a decisão do juiz Marco Aurélio Sampaio para a marcação de novas eleições em Jundiaí.

Segundo a assessoria de imprensa do TRE, apesar do parecer, nada muda. Ele só representa a opinião da Procuradoria. O julgamento será feito pelos seis juízes do órgão.

Miguel e o vice-prefeito, Luiz Fernando Machado, em novembro, tiveram os registros de candidatura cassados e foram multados em 25 mil Ufirs (na época, R$ 26,6 mil) cada um, devido a ações movidas pelo PT, PC do B e Ministério Público, que apontaram uma pesquisa tucana onde eleitores teriam recebido R$ 50 e lanches para participar. O PSDB recorreu.

Para a advogada da coligação do PSDB, Priscila Bartolo, o parecer já era esperado. “Uma das ações foi movida pelo MP e a Procuradoria não ia ser contra um processo em que foi autora”, diz.

Miguel e Luiz acreditam que outros pareceres de seus processos de cassação serão nesta mesma linha. Contudo, eles se dizem tranqüilos e confiam que reverterão as cassações. “O que não podemos deixar é que se crie um clima de instabilidade em Jundiaí”.

Juiz ouve testemunhas de Caixa 2
O juiz eleitoral Marco Aurélio Sampaio ouviu ontem testemunhas do caso em que o candidato derrotado a prefeito Pedro Bigardi (PC do B) é acusado de sonegação fiscal, caixa dois, boca-de-urna e irregularidades na prestação de contas.

A acusação foi feita em dezembro, primeiro pelo PMDB, mas como o juiz não acatou, porque a ação teria que ser movida pela coligação de Miguel Haddad, o grupo depois protocolou o mesmo processo.

A oitiva ocorreu no Fórum. Nenhum representante da coligação de Bigardi, no entanto, compareceu para acompanhar as falas. O coordenador da campanha do PC do B, Cristiano Guimarães, diz que o partido e Bigardi não foram convocados para a audiência.

Uma das testemunhas voltou a declarar que fez boca-de-urna no dia da eleição para Bigardi e para o candidato a vereador João Henrique dos Santos (PDT), e que teria recebido R$ 50 por isso. Ela também falou que trabalhou na campanha por R$ 360, mas não recebeu comprovante.

O juiz vai avaliar os testemunhos e pode dar uma sentença nos próximos dias.

fonte: BOMDIA
Voto Consciente Jundiai

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