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Programa de Metas e melhorias na qualidade de vida

Publicada em 17/07/2013 às 18:02 | por Colunista Convidado

* Texto de Osmar Francisco

 

Para quem assistiu a apresentação do prefeito de Jundiaí Sr. Pedro Bigardi no dia 04/07, sobre o programa de metas promovido pelo Voto Consciente, deve ter gostado muito do acertado discurso. Porém, sabemos que apenas um discurso, na prática, está ainda um tanto distante das ações emergenciais necessárias a serem realizadas.

Sim, boas intenções é um bom início, principalmente pela proposta de gestão transparente apresentada, foi onde o Sr. Pedro Bigardi se saiu muito bem. Para colocar em prática as metas estabelecidas devemos lembrar que a equipe administrativa deve ser muito competente e trabalhar em uníssono frente aos desafios que devem surgir, mas que ainda é cedo para tal avaliação.

São tantas as necessidades de interferências nas políticas públicas para a nossa cidade, que em todos os setores temos alguma carência, como na saúde, na educação, no transporte, no meio ambiente, na cultura, enfim, faz-se necessário colocar em prática o mais breve possível as metas estabelecidas. Aqui abordarei assuntos relacionados a alguns dos objetivos apresentados.

 

O sistema de saúde em Jundiaí não tem dado conta de cuidar com qualidade da saúde pública local, como tem mostrado as estatísticas nesta área. Entre as metas propostas, muito adequadas por sinal, está o aumento das equipes do Programa da Saúde da Família, onde se deve dar especial atenção as Agentes Comunitárias, por se tratar de um trabalho de base, sugiro que além de mais agentes da saúde, deve-se fornecer capacitação específica, incluindo até o uso de fitoterápicos, quando possível, penso que fortalecer esse tipo de atendimento, que não tem recebido a devida atenção ultimamente, por ser o caminho mais curto e economicamente viável para evitar a superlotação nos hospitais públicos e por tratar da prevenção e não da custosa e deficientes formas de tratamentos. A mesma atenção deverá ser data a um centro de terapia para usuários de drogas no município, sem descuidar de campanhas de prevenção antidrogas na rede educacional pública e nas comunidades locais.

No âmbito da educação, os profissionais da área, em sua maioria, estão muito insatisfeitos com essa nova gestão pública até o momento, pela falta de comunicação ou esclarecimentos em relação às medidas adotadas de cima para baixo sem ouvi-los, ou mesmo a falta de justificativas junto ao corpo docente e por isso sentem certo descaso por parte dos responsáveis, mesmo considerando que são apenas seis meses de gestão.

Vivemos na educação uma triste realidade que é a “inclusão” de alunos, cada vez mais, com necessidades especiais de acompanhamento, que o professor não está capacitado para dar conta deste tipo de ensino aprendizagem, portanto o termo inclusão não corresponde à vivência de sala de aula. Para isso, o ensino público deve contar com especialistas da área do conhecimento para dar suporte a esse tipo de educação, como psicólogos, psicopedagogos, psiquiatras, etc. Além de materiais didáticos específicos para estes casos, ou então será ilusória a educação para estes educandos.

 

Quanto à defesa do meio ambiente, apesar de excelentes metas propostas, penso serem insuficiente os indicadores para a recuperação da vegetação de margens de rios e córregos, sendo que cada vez mais a fauna da Serra do Japi está sendo isolada de outros ecossistemas devido a crescente urbanização, e neste caso, as matas ciliares fariam o papel de corredores ecológicos, possibilitando uma maior variabilidade genética nas espécies daquele ecossistema, aumentando as chances de sobrevivências das espécies nativas.

É urgente a necessidade de revisão da Lei 417, para evitar maiores impactos na ocupação e uso do solo nas áreas de conservação da Serra do Japi e seus entornos. Para essa revisão é indispensável que se retome a proposta de lei elaborada, para substituição da atual Lei 417, feita no final do ano de 2011, injustamente indeferida pelo poder executivo naquela gestão.

Temos notado também, na área ambiental, certo descaso da administração pública para com questões muito importante, como por exemplo, a falta de cuidados para com a Reserva Biológica, onde qualquer um pode entrar e sair sem autorização, o que coloca em risco o equilíbrio ecológico em relação às ações impróprias de visitantes desautorizados. Considerando a existência de um Reserva Biológica Municipal, é inaceitável a falta de Educação Ambiental nestas áreas, pois não se pode pensar em conservação e preservação ambiental sem educação ambiental que eleva o nível de conscientização da população.

 

 

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