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Reflexões de 08 de Março

Publicada em 08/03/2016 às 03:06 | por Thuany Teixeira

*Texto dedicado especialmente às mulheres que são e que foram do MVCJ

Manifestante sendo retirada do Palácio de Westminster em Londres, 20 de março de 1907. [Foto: Museum of London/Heritage Images/Getty Images]

Manifestante sendo retirada do Palácio de Westminster em Londres, 20 de março de 1907. [Foto: Museum of London/Heritage Images/Getty Images]

O Movimento Voto Consciente Jundiaí precisava mudar. Já são 10 anos de história, e muitas mudanças e processos ocorreram nos bastidores durante todo esse tempo. A eleição de sete mulheres como novas coordenadoras foi mesmo um processo natural, ao mesmo tempo em que representa um ponto de inflexão de tanta coisa que ainda acontece, de modo geral, no mundo da política e que, de fato, precisa mudar. Participar deste momento de mudança e ver a divulgação de uma nova estrutura que encabeça o movimento me fez querer compartilhar algumas reflexões.

Dentro da minha trajetória específica dentro do Voto, posso dizer que, no começo, uma das figuras que eu mais curtia e mais me identificava era a Patt (Patrícia Anette), uma mulher fazendo um trabalho muito legal no meio dos caras. A Patt foi uma figura importante de acolhimento e aprendizado pra mim dentro do grupo, e acho incrível a presença dela ali durante tanto tempo, através de tantos momentos pelos quais o movimento passou. A Márcia (Márcia Pires) também foi uma figura de acolhimento importante pra mim. Tenho o trabalho conjunto no grupo de acompanhamento de sessões da Câmara como algo fundamental.

Desde então, participar desse grupo tem sido uma gratificante experiência de conhecer e trabalhar com mulheres inteligentes, sensatas, criativas, dinâmicas, competentes, cheias de atitude, de força, de sentimentos e de ideias. Mulheres que ao longo do tempo construíram trajetórias e projetaram vozes femininas dentro de um movimento que trabalha com política, inspirando e ensinando as que chegavam. De cabeça, lembro de alguns nomes de mulheres que conheci nesses anos – e tiveram tantas outras que eu não conheci –, mas que atualmente não compõem o grupo ativamente: Alana Ometto, Maria Clara Giassetti, Carmem Nogueira, Patrícia Nascimento, Manoela Goldoni, Larissa Melo, Júlia Bueno, Giuliana Zucolli, Cintia Carvalho, Mariana Lima são alguns desses nomes.

E foram essas mulheres que, nessa construção de uma atuação política, aprenderam a estabelecer as suas posições e a afirmar os seus pontos de vista sempre que foi necessário (conforme você disse mesmo, Patt!). De fato, da minha perspectiva, houve momentos em que a necessidade dessa firmeza existiu, sobretudo nos momentos em que foi preciso pensar o novo, travar debates, questionar, arriscar tentativas, enfrentar os acertos e os erros, e desconstruir os velhos hábitos e atitudes do grupo para que a renovação acontecesse. E aqui somo figuras importantes presentes no cenário atual que são e que tem sido fundamentais para tudo isto: Silmara, Simone, Lívia, Roberta, Márcia, Cláudia, Patrícia Anette, Patrícia Torricelli, Bárbara, Sofia, Maria Fernanda, Natália, Mariângela, Mariana e Fabiana.

Essas são todas mulheres que eu admiro tanto e que eu gostaria que soubessem o quanto eu acho vital a existência delas dentro do movimento. Procurei citar os nomes dessas mulheres porque a visibilidade do trabalho delas é central e não pode ser esquecida. O fato de agora haver uma estrutura de coordenadorias lideradas por sete mulheres é algo histórico para o movimento, e acredito que tenha implicações mais amplas. Li há pouco tempo que a emancipação e a luta das mulheres não são apenas desdobramentos de movimentos de emancipação e de luta maiores da sociedade, mas justamente o contrário: é a emancipação e a luta das mulheres que causam movimentos mais amplos de transformação social. Vejo a mesma coisa para a atuação das mulheres dentro do Movimento Voto Consciente Jundiaí (e quem sabe para Jundiaí também, né?).

Estou agora há cinco anos no Voto e me tornar uma das coordenadoras do movimento também foi algo que aconteceu ao longo do meu percurso de atuação política. Guardarei essa experiência envolta em lembranças muito ricas, que estarão marcadas por todos os acertos, os erros, as dúvidas, as atitudes, as trocas, os sentimentos e a colaboração que foram importantes para mim enquanto estive nesse lugar. E se eu pudesse compartilhar algo útil sobre essa experiência, com certeza eu falaria sobre a necessidade de se manter autêntica e confiante em si mesma e nas suas próprias ideias. Isto foi algo que aprendi, sem dúvidas, com a grande mulher que é a minha mãe, Fátima.

Portanto, o que eu desejo e que tenho procurado ajudar a construir com o movimento é que essa atuação das mulheres só se fortaleça e se amplie. Desejo mais 10 anos de muita autonomia, muito empoderamento, muita expressividade, muita solidariedade entre as mulheres e muito trabalho competente dentro do Voto. O trabalho harmonioso e verdadeiramente colaborativo com os homens que compõem o grupo também é um ponto importante para que os próximos anos continuem sendo de muita luta, de acolhimento da diversidade, de muita transformação e de muitas conquistas para o movimento e para a cidade de Jundiaí.

Tenho muito orgulho de ser mulher e de estar rodeada de mulheres incríveis! Essas reflexões trazem a memória do que eu quero celebrar neste 08 de Março.


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