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Reformulação do Sesi deixa Jundiaí com quatro escolas

Publicada em 14/03/2009 às 15:43 | por Voto Consciente Jundiai

Sábado, 14 de março de 2009 04:40
Apenas a unidade da avenida Antônio Segre continuará; ensino vai mudar

Fábio Pescarini


O Sesi vai reformular suas unidades de ensino. Com investimento estimado em R$ 70 milhões, os sete centros de Jundiaí serão transformados em quatro maiores, com aulas em período integral, ensinos fundamental e médio, desenvolvimento em esportes de alto rendimento e formação profissional.


O modelo também será replicado em Cajamar, Campo Limpo Paulista, Itatiba e Várzea Paulista.

Ontem, uma comitiva formada pelo prefeito Miguel Haddad (PSDB) e representantes do Sesi e da Fiesp, incluindo o presidente das entidades, Paulo Skaf, visitariam três terrenos disponibilizados pela prefeitura.

A única unidade já confirmada para abrigar o novo modelo do Sesi é na Vila Aparecida, na região do Jardim São Camilo.

Os outros dois terrenos ficam na Ponte São João (avenida Frederico Ozanan) e no Fazenda Grande (próximo ao Jardim das Tulipas).

Segundo o diretor regional do Sesi, Walter Vicioni Gonçalves, os terrenos precisam ter área entre 15 mil m e 20 mil m e as obras levariam dez meses. “A maior dificuldade é conseguir a doação [por parte das prefeituras] de terrenos que se encaixem o perfil.”

Os cerca de 6 mil alunos matriculados nos Sesis de Jundiaí terão vagas garantidas e só a unidade da avenida Antônio Segri permanecerá. As demais serão desativadas. A meta é que todas estejam prontas em meados de 2010.

Fiesp culpa governo por 1 milhão de demissões
O presidente do Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, culpou ontem “os homens da equipe econômica de Brasília” pelo fato de 1 milhão de pessoas terem perdido o emprego no país desde o início da crise econômica, em outubro.

A crítica foi feita durante palestra a cerca de 250 empresários que lotaram o auditório do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) em Jundiaí. O evento contou também com prefeitos de dez cidades da região.

“É a equipe do Banco Central que deve ser responsabilizada pelo desemprego no país e não a indústria.”

Segundo Skaf, o governo precisa adotar medidas emergenciais para amenizar os efeitos da crise no país.

A primeira delas é a redução na taxa Selic para 7,5% ou 8%. “Atualmente ela está em 11,25%, o mesmo índice de junho, quando não havia sinal algum de crise”, reclamou o presidente do Fiesp. “Juros altos representam desemprego neste país.”

Outra crítica foi quanto à periodicidade das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), órgão ligado ao Banco Central.

“A próxima reunião será daqui 45 dias e somente lá a taxa de juros poderá ser reduzida. É preciso que esses homens façam reuniões quinzenais.”

Skaf também pediu redução no spread bancário (diferença entre a taxa de captação e de aplicação, que fica em poder das instituições financeiras e define a taxa de juros em empréstimos). E mais uma vez atacou o governo. “O spread do Banco do Brasil chegou a ter dez pontos a mais que o da Caixa e são dois bancos do governo.”

Jornada menor é defendida
Paulo Skaf defendeu ontem acordos para redução de jornada e de salários como alternativas para se aliviar o desemprego. “Está previsto na Constituição.”

Segundo ele, o Fiesp, por meio do Senai, tem levado cursos profissionalizantes às grandes indústrias para que funcionários gastem o tempo ocioso com formação profissional.

“Não se pode fazer demagogia e colocar toda a culpa no empresário. Dizem que a indústria tem se aproveitado da situação para demitir e não é verdade”, disse. “Uma empresa é como uma orquestra, custa caro e leva tempo para se afinar toda a equipe.”

O prefeito de Várzea Paulista, Eduardo Pereira (PT) discordou. “Tem indústria que cortou 20% do quadro e nunca ouvi dizer que a retração foi deste tamanho.”

Empresário pede a unificação de ICMS
O presidente do Fiesp também defendeu unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado em cerca de 12%, como medida facilitadora para o empresariado e para se enfrentar a crise econômica.

Paulo Skaf também pediu para que o governo federal acabe com o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em empréstimos, por exemplo.


fonte: BOMDIA

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