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Relatório do Pedala Jundiaí sobre reunião com Prefeitura Municipal de Jundiaí em 06/03/14

Publicada em 10/03/2014 às 23:40 | por Gianlucca Hernandez

Texto por Ricardo Martins Ferreira https://www.facebook.com/ricamf?fref=ts

No dia 6 de março começamos a ver um movimento dos gestores de nossa cidade em relação à política direcionada para as bicicletas; o Pedala Jundiaí se reuniu com os secretários diretores e técnicos das secretarias de transporte e a secretaria de planejamento e meio ambiente e em determinado momento até o prefeito veio nos prestigiar. A pauta da reunião eram as ações programadas para este ano relação à estrutura cicloviária da cidade.

Além dos planos para ciclovias os secretários nos informaram que tiveram grande dificuldade em retomar os trabalhos que foram deixados pela gestão anterior, pois as secretarias estavam desorganizadas e não existiam planos nem dados que pudessem ser usados pela nova gestão, mas afirmaram que agora estão prontos para tomar as ações necessárias para melhorias na mobilidade da cidade inclusive as que são de nosso trato -Pedala Jundiaí e ciclistas-.

Os secretários e diretores das secretarias de transporte/planejamento e meio ambiente se dizem bastantes otimistas com o início do Plano Diretor participativo em que a prefeitura unida à população e empresas de Jundiaí vão definir o futuro da cidade e também com o Plano de Mobilidade Urbana que será desenvolvido nos mesmos padrões. Mostraram também reconhecer a importância de novas políticas de transito reconhecendo a capacidade que tem a bicicleta em auxiliar no transporte das massas.

A grande novidade da reunião foi que a verba destinada para as obras de ciclovias já estão inclusas no orçamento da prefeitura deste ano, por tanto podemos contar com ações concretas até o fim do ano. Segundo nossos gestores apesar de o Plano de Mobilidade Urbana só tiver sua conclusão daqui um ano, eles acreditam que já podem providenciar a extenção da ciclovia existente na av. Antônio Pincinato que faz parte do plano cicloviário desenvolvido em 2012 –o qual desconhecemos porém entendemos que pode fornecer importantes contribuições no processo de atual elaboração do PMU- assim que receber a atenção e correções dos técnicos da nova gestão e que for apresentado a nós.

Os novos fragmentos da malha cicloviária serão construídos na av. José Sereno, que é apenas uma ciclofaixa de lazer e por esse caráter consideramos que esta quilometragem não deva ser contabilizada na quilometragem da proposta de candidatura do atual prefeito VIDE AQUI, e na Av. Prefito Luis Latorre que tem grande potencial para servir a população se interligada com o a ciclovia da av. Antônio Pincinato por meio da transposição da Rod. Anhanguera e se forem criadas outras ciclovias que se conectem a ela na região do distrito industrial e também na av. Frederico Ozanan, av. dos Ferroviários e av. Nove de Julho com o fim de atender a necessidades de transporte para ciclistas e não apenas como lazer.

Também está prevista a obra de mais uma ciclovia que interliga a rodoviária até a av. Jundiaí na altura do parque da uva, a ciclovia devera percorrer um trecho da av. Nove de Julho e depois seguir pela av. Coletta Ferraz de Castro, mas não temos informações precisas a despeito de prazo ou especificidades do projeto, pois essa ciclovia será construída pelo setor privado como compensação de impacto de um empreendimento hoteleiro que será realizado na cidade, sendo dessa forma, o prazo depende do início do empreendimento assim como o projeto, cujo papel da prefeitura se dará apenas em sua aprovação ou não.

Reunião sobre PMU 2014

Em adição a exposição dos planos das ciclovias o corpo de secretários e diretores nos garantiram que desde o mandato do novo prefeito todas as novas vias que são abertas contam com o espaço para ciclovias seguindo um desenho em seu projeto base, sendo assim, cada nova via deve de fato apresentar projeto e capacidade de instalação de ciclovias de qualquer tipo de acordo com a compatibilidade (topografia, fluxo, velocidade limite e outros critérios técnicos), ou seja, ciclovias segregadas, ciclo rotas ou ciclo faixas.

Recebemos todas essas informações com bastante entusiasmo, mas não podemos deixar de expressar nossas preocupações à questões a serem discutidas e resolvidas, por isso não poupamos o projeto cicloviário apresentado de uma analise critica em sua descrição. Com futuro lançamento público e encaminhamento a Prefeitura Municipal de Jundiaí.

Preocupante também é o prazo que temos para fazer essas adaptações no projeto, pois a verba destinada para as obras está inclusa no orçamento deste ano e pela frente teremos uma demorada licitação entre outras burocracias que sabidamente despendem de tempo, acreditamos não ter espaço suficiente no cronograma para uma discussão que assegure a qualidade das ciclovias que serão implementadas nesse ano.

Vale lembrar que estamos em um período em que existe uma luta pela participação da sociedade civil na gestão dos bens públicos, e que a participação é a promessa das secretarias tanto de transporte quanto de planejamento e meio ambiente quando propôs a execução dos planos; diretor e de mobilidade, ambos participativos – no em tanto o plano da malha cicloviária existe desde 2012 e em momento algum foi perguntado à sociedade qual fragmento dessa malha era de maior interesse de ser executada, e podemos responder no escuro, sem olhar o projeto em sua totalidade, que a ciclovia da av. José Sereno não competia pela prioridade na execução.

Quanto a promessa de sinalização específica para bicicletas na av. nove de julho feita pelo nosso ex-secretário de transporte, Dinei Pasqualini,  o corpo presente da secretaria de transporte não se mostra inclinado a cumprir, e exprime seus receios a implementar qualquer estrutura para a bicicleta que não a segregação de seu fluxo alegando que induziria as pessoas a pedalar nas ruas junto aos carros expondo-se a riscos, mas parece não enxergar que nós ciclistas  pedalamos entre os carros e entendemos que se faz necessário a permanência dessa relação pois, é inviável que ciclovias segregadas alcancem todos os destinos necessários, e que sinalizações e ciclofaixas compartilhadas tem função de aprimorar a relação de respeito na coexistência entre a bicicleta e outros modais de transporte.


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