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Tribuna Livre da Câmara dá a palavra a premiadas do Concurso Cidadonos

Publicada em 26/09/2015 às 20:24 | por Colunista Convidado

Representantes de duas das doze propostas premiadas no Concurso Cidadonos, realizado pelo Movimento Voto Consciente de Jundiaí e sistematizado através da ferramenta Cidade Democrática, ocuparam a Tribuna Livre da Câmara Municipal na sessão desta terça-feira (22) para falar sobre seus projetos. Rosana Ferrari, presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil que representa Jundiaí e o Aglomerado Urbano, pediu apoio à proposta da entidade, que prevê a criação de um Centro de Estudos Urbanísticos (CEU) na cidade, com função de pesquisa em parceria com o poder público, de forma independente às mudanças de gestão. Já a psicóloga e educadora, Giane Cléia Silva Barbosa, apresentou projeto que trata da compostagem na Rede Municipal de Ensino. A compostagem é a transformação da matéria orgânica encontrada no lixo em adubo, que pode ser usado na agricultura ou em jardins e plantas.

No caso da criação do Centro de Estudos Urbanísticos, Rosana Ferrari lembrou que o pedido já está previsto no Plano Diretor Municip l através da Lei 7857 de 2012. Uma das atribuições do CEU, segundo a arquiteta, é permitir a compatibilização do Plano Diretor do Município ao Aglomerado Urbano, com o consequente estabelecimento de uma entidade regional. “O CEU pode, também, reconhecer a importância do desenho urbano na criação de planos e projetos e proporcionar debates sobre planejamento urbano envolvendo os poderes público, privado e sociedade civil”, afirmou.

Outra atribuição do Centro, de acordo com a arquiteta, é a captação de recursos para orientar investimentos tanto dos agentes públicos quanto privados na produção e implantação de programas, projetos e obras. A arquiteta disse que o núcleo seria algo similar à unidade conhecida como IPUC- Centro de Estudos Urbanísticos de Curitiba.

Já a psicóloga Giane Cléia Silva Barbosa, autora da outra ideia, disse que se preocupa com a vida limitada dos aterros sanitários. “Todos sabem que os aterros têm uma vida útil, daí a ideia da compostagem nas escolas”, explicou. O objetivo, segundo ela, é que se leve a compostagem como oficinas eco-pedagógicas nas escolas. “Jundiaí possui 110 escolas municipais e atende em média 20 mil crianças. A proposta é simples e barata, tendo em vista o custo gerado pelo aterro sanitário”, declarou a psicóloga.

Giane disse que o dinheiro gasto para enterrar o lixo de São Paulo, segundo explicou o secretário de Resíduos Sólidos, com o qual conversou, chega a R$ 21 bilhões. “Essa quantia poderia ser usada de outra forma, no caso de Jundiaí”, afirmou. O projeto consegue, na visão da psicóloga, criar uma consciência ecológica nas crianças, que acabam multiplicando a idéia para os pais e para os bairros. Elas aprendem a fazer um kit em casa com a compostagem, que pode virar adubo, e que pode gerar uma receita para as escolas do Município. “Sempre a partir da ideia de uma coleta seletiva de lixo, que tem um custo baixo”, finalizou.

Cláudia Maria Petroni Muller é jornalista

Colunista Convidado

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