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Tumulto, soco, agressão e bate-boca. Impeachment radicalizou opiniões em sessão ordinária

Publicada em 13/04/2016 às 23:37 | por Claudia Muller

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Por pouco, muito pouco, a Câmara Municipal não virou uma praça de guerra entre manifestantes pró e contra o processo de impeachment da presidente Dilma Roussef. Soldados da Guarda Municipal tiveram trabalho para conter os ânimos durante a sessão ordinária desta terça-feira (12), que registrou socos e empurrões  de ambas as partes logo após a abertura dos trabalhos.

A intenção, segundo consta, era usar de forma pacífica e democrática a Tribuna Livre para convidar as pessoas para um ato organizado pela Frente Brasil Popular – Jundiaí e região –  em favor da democracia marcado para esta sexta-feira (15) na praça Erazê Martinho (Ponte Torta), no Vianelo. A violência descambou, porém, antes mesmo que representante do movimento fizesse uso da palavra. Teve até bandeja com sanduíches de pão com mortadela (alusão à atriz Letícia Sabatella, contrária à derrubada de Dilma) que voou pelos ares no calor do confronto.

O conflito, que ganhou grandes proporções, já havia dado os primeiros sinais na semana passada, quando a Câmara aprovou, por um placar apertado, moção de autoria do presidente Marcelo Gastaldo (PTB) em defesa do impeachment. A moção gerou discussão acalorada entre a plateia e os vereadores, já que foi elaborada a pedido da regional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Do mesmo Gastaldo que, atônito, não teve, desta vez, condição ou pulso mais firme para conter os ânimos. A ponto de ter sido obrigado a interromper a sessão por duas vezes, retirando-se em seguida do plenário com a maioria dos vereadores presentes à sessão.

O desentendimento teve início quando foi apresentada pela mesa diretora outra moção, desta vez de autoria de Paulo Sérgio Martins (PPS), ausente da sessão, em apoio ao juiz Sérgio Moro. Em seguida os grupos passaram a trocar gritos e ofensas. Um jovem contra o impeachment registrou boletim de ocorrência e disse ter sido agredido. Já Otávio Lima,outro manifestante, afirmou que também sofreu violência. “Levei um soco”, declarou.

Do Movimento Vem Prá Rua, Alessandro Timóteo perguntou na tribuna: “Até que ponto a presidente Dilma manterá o ódio?”. Já Gustavo Koch, da Frente Brasil Popular considerou que o voto favorável da maioria dos vereadores na semana passada, em favor da derrubada de Dilma,  foi “um desrespeito aos eleitores”. A Frente é contra o impeachment por entender que o impedimento só ocorre quando há prova de crime, segundo prevê a Constituição.

Segurança reforçada

Depois de mais uma hora a sessão foi reiniciada. A tempo de a Mesa Diretora suspender a sessão por mais sessenta minutos e o vereador José Galvão Braga Campos (PSDB), o Tico, declarar em plenário, após o recesso, que a confusão, inclusive o primeiro soco, foi provocado por funcionário comissionado da Prefeitura.

Tico foi rebatido de imediato por Paulo Malerba (PT), para quem as pessoas têm liberdade plena de se manifestar, inclusive os funcionários da Prefeitura. “Não vi nenhum comissionado dar soco”, afirmou Malerba, declarando-se, contudo, totalmente contrário a qualquer tipo de agressão. Na entrada do prédio cinco viaturas da Guarda Municipal e duas da Polícia Militar faziam a segurança da área para aqueles que entravam e saíam da Câmara. (Cláudia Muller)

 


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Uma resposta para “Tumulto, soco, agressão e bate-boca. Impeachment radicalizou opiniões em sessão ordinária”

  1. […] compareceram nesta terça-feira (19) na Câmara Municipal para pedir respeito no debate político após as agressões registradas na sessão ordinária da semana passada. Na ocasião manifestantes pró e contra o impeachment da presidente Dilma Roussef protagonizaram […]

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