Voto Consciente Jundiaí | https://votoconscientejundiai.com.br

VAMOS PRESERVAR JUNDIAÍ: A NOSSA QUALIDADE DE VIDA ESTÁ EM JOGO.

Publicada em 02/03/2012 às 18:55 | por Marcelo Pilon

Jundiaí, cidade perto de São Paulo, e que convive com problemas sérios de infra-estrutura, com engarrafamentos e um sistema de transporte público que deixa a desejar, vai ganhar mais 60 mil novos moradores nos próximos quatro anos, número que era previsto para os próximos 15 anos. Uma estimativa feita com base nos processos que tramitavam em 2010 na Prefeitura de Jundiaí, de 16.694 novos apartamentos para aprovação. Sem contar com os processos de aprovação que deram entrada em 2011 e os vários prédios comerciais que apontam pela cidade.

É como se Jundiaí ganhasse uma população equivalente à cidade de Louveira e Itupeva; mas não se fala em grandes obras de infra-estrutura, como obras viárias, novos hospitais e, por fim, o abastecimento de água para esta densidade populacional.

O que reforça nossa indagação é a matéria do jornal Estado de S. Paulo, de 05 de fevereiro de 2012. Segundo o secretário Jaderson Spina, de Planejamento e Meio Ambiente da prefeitura de Jundiaí.

Cabem mais 270 mil pessoas em Jundiaí, afirma secretário.   Estudos da Prefeitura de Jundiaí mostram que a cidade ainda tem espaço para quase dobrar de população. “Não vamos parar de liberar empreendimentos na nossa área urbana. Aqui temos 380 mil pessoas e cabem 650 mil com uma ocupação sustentável”, defende o secretário Jaderson Spina.

Um grande empreendimento comercial, com dez elevadores e heliporto, ficará na entrada da cidade, na Avenida Jundiaí. Na região do Jardim da Serra, atrás da “Festa da Uva”, há projetos para a construção de vários espigões, um loteamento residencial, novas avenidas e ruas com acesso ao futuro Shopping Iguatemi que margeará a rodovia Anhanguera; irão praticamente construir um novo bairro. Qual será o impacto na vizinhança destas imensas torres e desse adensamento populacional ?

Deve-se, em primeiro lugar, ouvir os moradores e aprimorar as ferramentas de democracia participativa, discutir com a população a infra-estrutura e as políticas públicas necessárias para manter o seu bem-estar, antes de se aprovar projetos gigantescos, que afetarão a nossa qualidade de vida, aumentando a população nos bairros e, conseqüentemente, os problemas viários de segurança e de transporte público.

Recentemente houve um expurgo no CONDEMA* de Jundiaí. Em meio à revisão do plano diretor onde se discute a lei complementar 417/04, que regerá as diretrizes de ocupação do território da Serra do Japi, simplesmente impugnam vários ambientalistas do conselho e abrem espaço para outras entidades.

A meu ver existe a necessidade de ambientalistas no CONDEMA; precisamos de vozes que destoem ao senso comum, e que se discuta de uma forma sustentável a limitação da ocupação de diversas áreas da Serra do Japi, em especial as suas margens.

Outra questão a ser analisada na revisão do plano diretor é a visão especulativa do poder público na ocupação dos vazios urbanos; se há espaços urbanos vazios, porque não usá-lo de uma forma coerente e sustentável. Poderíamos criar contrapartidas sustentáveis para os empreendedores imobiliários como: criação de hortas orgânicas, parques e ciclovias.

É assustador o que está acontecendo em Jundiaí pela omissão do cidadão e dos legisladores, “vereadores”; a nossa qualidade de vida se esvai pelas mãos dos empreendedores imobiliários e pela visão míope do poder público.

Não devemos partidarizar estas questões; isso só interessa aos que detém o poder e aos que participarão do pleito eleitoral. Eu não estou nem aí para quem vai ganhar as próximas eleições municipais. Evoco o cidadão comum para não se omitir, pois o futuro de seus filhos e a sua qualidade de vida estão em jogo.

* CONDEMA é um órgão colegiado, com função deliberativa, consultiva, normativa, recursal e de assessoramento do Poder Executivo no desenvolvimento de políticas públicas e gestão ambiental do município.

Marcelo Pilon, professor universitário, ativista e voluntário do Movimento Voto Consciente Jundiaí.

 

Avatar

Leia mais sobre Outros

22 respostas para “VAMOS PRESERVAR JUNDIAÍ: A NOSSA QUALIDADE DE VIDA ESTÁ EM JOGO.”

  1. Avatar Getulio Venancio Junior disse:

    Marcelo, concordo com algumas partes do seu texto, mas você não levou em consideração que das 16mil novas unidades habitacionais grande parte irão para jundiaienses, afinal, jundiaienses se casam, procuram novas casas, etc… E sim, temos várias áreas que não foram aproveitadas e que dariam origem à bairros inteiros…

  2. Avatar Marcelo Pilon disse:

    Boa noite Getulio. Não contabilizei os empreendimentos que tramitam desde de 2011. É muita gente. Mesmo que uma parte seja de Jundiaienses. Segundo minhas fontes o déficit habitacional em Jundiaí é de 8.000 moradias
    .

    • Avatar Sérgio Del Porto Santos disse:

      Olá Marcelo,
      Entendo suas preocupações e compartilho delas, mas faço algumas considerações a respeito de seu artigo.
      O nosso Plano Diretor tem realmente vários problemas. No entanto, Jundiaí é uma das primeiras cidades que desenvolveu seu Planejamento Urbano e, com todos seus defeitos, podemos dizer que o Planejamento Urbano dessas décadas ajudou a manter a qualidade de nosso tecido urbano. Eu particularmente, acho muito ruim a tendência atual, e defendida por muitos, de limitar a altura das edificações. Todas as cidades modernas, que contratam os melhores urbanistas da atualidade, têm seguido no sentido de concentrar as edificações em espaços menores, preservando mais áreas impermeáveis em seu entorno. Basta ver as cidades modernas, Singapura, Dubai etc everemos grandes edifícios e muita área verde e impermeável no entorno. A chave da questão é, realmente, a densidade demográfica permitida, que não deve ser muito elevada. Em Jundiaí tivemos, recentemente, a aprovação de alguns absurdos urbanísticos: conjuntos habitacionais enormes, com densidades exageradas. Mas isso também está sendo corrigido. Só não gosto da idéia de limitar a altura de edifícios, o que é um conceito antigo de urbanismo, que considera melhor a qualidade de vida das antigas cidades européis, com prédios baixos. Isso não é verdade, se considerarmos que, além das densidades serem as mesmas, teremos muito menos áreas verdes e impermeáveis e, além disso, “esparramando” as pessoas em mais edifícios, teremos muito mais deslocamentos e acessos ao sistema viário, o que complica muito o desenvolvimento da cidade. O assunto é longo e dá margem à muita discussão. Só volto a lembrar que, nas cidades mais modernas do mundo, planejamadas pelos melhores urbanistas do mundo, o conceito é diferente.
      A segunda coisa que quero considerar, é que o setor imobiliário não é o responsável pelo crescimento da população. A popilação cresce em função do desenvolveimento da cidade e sua geração de empregos. Se o setor imobiliários constrói muitas unidades em um período curto, isso não atrai mais pessoas. Na realidade, se houver oferta exagerada e imóveis, o efeito é bom para a cidade, pois os preços acabãrão caindo em função do desequilíbrio entre essa oferta e a demanda real. Ou seja, se estamos construindo “além da conta”, isso trará benefícios à nossa população. É óbvio que isso só é verdade, se o Plano Diretor definir densidades demográficas adequadas, pois muita gente em pouco espaço realmente cria problemas.
      De qualquer forma, acho que suas preocupações são as minhas: temos que lutar para preservar e melhorar a qualidade de vida no nosso município. E, para isso, necessitamos melhorias em nosso Planejamento Urbano. Mas não podemos achar que diminuir o ritmo de desenvolvimento do município ajuda a manter qualidade de vida das pessoas. Pode até ajudar a manter a qualidade de vida das pessoas que já^têm ótimas condições de vida. Mas limita o acesso da grande maioria de nossos cidadãos que ainda não têm essas condições e precisasm, para atingir isso, melhorar seus empregos e suas rendas.

  3. Avatar Marcelo Pilon disse:

    Uma fonte fidedigna me informou que apenas na rua Hermenegildo Campos de Almeida, Jardim da Serra, “atrás da Festa da Uva,” existe um projeto para 1.800 apartamentos. Uma densidade populacional insustentável, pelas vias de acesso, transporte e segurança, além dos custos absurdos que o DAE terá de fazer para que a água chegue a estes adensamento.

  4. Avatar IARA CORRÊA disse:

    E eu não sei se já repararam, mas estes núcleos de prédios, estão em locais já
    com problema de escoamento de veículos! Isso denota que logo, precisaremos de obras nas vias de acesso e isso tem um custo que todos nós conhecemos, tem barulho, poeira, estreitamentos, ou seja, Jundiaí se tornará inviável, um inferno como ficou São Paulo. Para quê essa insanidade! Estive em Holambra e quando falei que
    era de Jundiaí, logo comentaram: Essa cidade está se verticalizando muito! A população deveria se perguntar quem está lucrando com isso? O que isso significa em matéria de qualidade de vida? Será que um municío pode ser tão autônomo a esse ponto? Por acaso vamos socorrer a China e o Japão para recebermos tanta gente assim? e o que é pior na vertical, isso é que será um transtorno para o trânsito = a mais gente por m2!!!

  5. Márcia Pires Márcia Pires disse:

    Marcelo, só penso diferente de você de um único aspecto: eu me preocupo sim, e muito, com quem vai ganhar as próximas eleições e herdar este legado triste, complexo e trabalhoso. Se os próximos administradores de nossa cidade tiverem convergência de ideias e planos similares aos já em prática estaremos mais perdidos ainda! Não sou contra avanços urbanísticos, muito menos contra o aumento do número de moradores. Mas sou ferrenhamente contra a absurda falta de planejamento e contrapartida de infraestrutura, cifras milionárias que não são revertidas para as melhorias necessárias, isso sem contar os inúmeros jogos políticos que fazem parte de toda essa esparrela!

  6. Avatar Marcelo Pilon disse:

    Não sou contra o desenvolvimento de Jundiaí, sou a favor da vinda dos centros comerciais, Shopping Centers, precisamos de mais empregos para os jovens que entram no mercado de trabalho. O que me deixa muito irritado é a falta de transparência do poder público e, a ausência, de canais de comunicação com a população que será afetada diretamente por estes adensamentos populacionais. Quando tudo ocorre de uma forma não muito clara, abre-se espaço pra conjecturas nada republicanas. E o que ocorreu recentemente no CONDEMA em Jundiaí é de se levantar a guarda, pois o murro no queixo do cidadão jundiaiense consciente já foi dado.

  7. Avatar Simone disse:

    Também moro no Jardim da Serra e me preocupo com o que ira acontecer quando esses empreendimentos se concretizarem… É claro que ninguém está falando em deter o desenvolvimento da cidade, mas como isso vai ser feito. O problema brasileiro, de modo geral, é de gestão. A política não é feita com o foco na resolução do problema do cidadão, mas na própria permanência no poder. Ministros e Secretários são nomeados não tanto pela competência técnica e experiência em determinados assuntos, mas para agradar as bases de sustentação daquele determinado grupo de governo e aí já viu… Como exemplo recente, temos o recente ocorrido com Ministério da Pesca, no Governo Federal. Aqui a mesma pessoa foi nomeada Secretario da Educação numa gestão e na outra Secretario do Planejamento: duas coisas completamente distintas… E quando se resolve encarar o problema, como vem ocorrendo com a indicação do Gerdau (empresário com larga experiência em gestão e que vem tentando combater o desperdício e a má gestão de grandes projetos do Governo Federal – http://wp.clicrbs.com.br/sensoincomum/2012/01/23/modernizacao-da-gestao-o-trabalho-de-gerdau-comeca-a-aparecer/) os correligionários chiam porque no fundo é difícil sair da zona de conforto em que se encontra o Poder Publico. Para que haja uma mudança, é fundamental a participação do cidadão na cobrança de seus representantes e no acompanhamento das políticas públicas de sua cidade, pois afinal, não moramos na União ou no Estado, moramos no município. Comecemos por nosso bairro, portanto…

  8. Avatar Marcelo Pilon disse:

    Simone devemos ficar atentos na Rua Hermenegildo do Jd da Serra existe um projeto para 1.800 apartamentos, sem contar o que ocorrerá nas costas do Bairro e a abertura para o Shopping Iguatemi. Sou adepto de se criar contrapartidas sustentáveis para os empreendedores imobiliários como: criação de hortas orgânicas, parques e ciclovias. Deveríamos ser ouvidos antes, não acha. Estou preocupado em uma audiência pública o secretário do planejamento se mostrava faceiro apresentado slides das alterações no zoneamento e em dado momento mostrou o Jd da Serra e lá não havia as mudanças viárias e os loteamentos aprovados. O questionei ai a coisa desandou na platéia estava um dos empreendedores que é membro do CONDEMA.

  9. Avatar Rafael Alcadipani disse:

    Caro Marcelo
    Parabéns pelo texto. Excelente reflexão! Os especuladores imobilários estão acabando com a nossa cidade. O problema central é que a raposa é dona do galinheiro, uma vez que inúmeros dos especuladores possuem posições de influência direta na administração municipal. O crescimento está sendo feito de maneira desordenada. O crescimento populacional não é desculpa para não se planejar a cidade e para se construir tantos prédios sem se preocupar tanto com a história da cidade quanto com a circuação das pessoas. A tem mais, os prédios acabam com a paisagem urbana. Infelizmente, a ganância de alguns está distruindo com a nossa cidade.
    abraços
    rafael

  10. Avatar Rafael Alcadipani disse:

    Em tempo, Duabai e Singapura não são os únicos paradigmas de urbanismo. Veja as cidades Européias onde isso não acontece. Os espigões tendem a ficar longe do centro, em áreas dedicadas. Isso poderia ser feito em Jundiaí, colocar os prédios grandes mais longe da região cental.
    abs

  11. Avatar Sérgio Del Porto Santos disse:

    Olá Rafael,

    Concordo que o ideal seria desenvolver novas áreas para grandes edificações, como em algumas cidades da Europa. Mas veja que, mesmo nessas cidades, o novo conceito é concentração das edificações em grandes edifícios, com densidades adequadas, o que permite muita área verde e impermeável no entorno desses edifícios. Seu exemplo é bom, pois mesmo nas cidades da Europa, além das cidades modernas e bem planejadas, a opção é por verticalização concentrada e preservação de áreas verdes e permeáveis.
    Quanto a você achar que os prédios acabam com a paisagem urbana, é um ponto de vista legítimo e pessoal, mas outras pessoas, entre as quais me incluo, não acham nada feias as paisagens projetadas por modernos urbanistas nos novos bairros de Paris e Londres e nas cidades de Dubai e Sigapura, entre outras.
    Quanto à questão da raposa no galinheiro, se você se refere a mim, também é uma opinião pessoal, só que essa não é legítima, pois, nos últimos trinta anos, poucas pessoas têm trabalhado tanto para melhorar a qualidade urbanística e a qualidade de vida nesta cidade. Trabalhar para realizar o que achamos bom é mais difícil do que criticar, vivendo em outro país, o que achamos errado. E ninguém pode negar que, apesar de muitas críticas, Jundiaí melhorou muito e é, em termos relativos, em um país em desenvolvimento cheio de problemas, um exemplo a ser seguido.
    Quanto à especulação imobiliária, concordo que ela deva ser controlada e trabalhei muito, como Secretário em duas administrações, como fundador e Conselheiro da Associação dos Profissionais e Empresas do Setor Imobiliário, como fundador e Conselheiro do Instituto Serra de Japi, como fundador da Agência de Desenvolvimento de Jundiaí, como empresário responsável por importantes empreendimentos em nosso município, além de outros trabalhos, por isso. Mas volto a dizer, se especulação para você é só contruir mais do que é necessário, isso não é muito ruim para a cidade. As demandas reais da cidade ajustam tudo com o tempo.
    Não defendo aqui nenhum especulador imobiliário, mas acho que pode prejudicar a cidade, muito mais do que especuladores é, conforme diz o sábio arquiteto e urbanista Araken Martinho, “a audácia dos ignorantes”.

  12. Avatar Rafael Alcadipani disse:

    Caro Sergio,
    Nao lhe chamei de rapousa, muito menos de galinha! Te conheco ha muito tempo e te respeito muito. Jamais lhe ofenderia, ainda mais em uma discussao destas.
    A beleza da democracia eh podermos discordar. Meu medo nao eh das opinioes que alguns acham ignorantes, mas dos ignorantes que estao no poder, pois opinioes “ignorantes” geram no maximo mal entendidos. Ja os ignorantes no poder acabam com o bem estar das pessoas.
    Gde abraco
    Rafael

  13. Avatar Sérgio Del Porto Santos disse:

    Olá Rafael,
    Desculpe-me pelo mal entendido. Mas você falou em raposa no galinheiro numa referência às minhas considerações sobre o artigo do Marcelo. Mas deixemos pra lá. Também o respeito muito e vejo nas suas críticas bastante idealismo. De fato, podermos discordar é. Minha intenção quando fiz minhas observações, foi contribuir com a interessantíssima discussão proposta pelo Marcelo Pilon, que também respeito muito e que, como nós, quer melhorar esse nosso município.

  14. Avatar Sérgio Del Porto Santos disse:

    Oooops … podermos discordar é bom.

    Abraço,
    Sérgio

  15. Avatar Henrique Carlos Parra Parra disse:

    Parabens Marcelo Pilon,Rafael Alcadipani,Sergio Del Porto dos Santos.

    1.O tema não é simples de ser debatido,envolve a construção civil, que é responsável hoje por geração de emprego e renda,inclusão social,crescimento,desenvolvimento em todo o páis.

    2.Com certeza,todos querem morar melhor,aproveitar as facilidades do financiamento habitacional do programa MCMV;é um direito das famílias,das cidades,dos gestores,planejar a participação,que por fim,gerará desenvolvimento ,inclusão social,etc,etc.

    3.O X da questão é que o façamos com foco no desenvolvimento SUSTENTÁVEL e que a geração de riquezas seja democratizada,tenha um alcance social amplo(mais amplo,é um dever buscarmos) a “olhos nús”;

    3.1.e que nossa menina dos olhos(O pulmão Serra do Japi) tenha de uma vez por todas uma legislação de conhecimento de todos,focada na sua preservação(isto afetará interesses)
    4.E por fim,que este debate seja respeitoso,democratico,estimulado pelas nossas lideranças,cobrado por todos,pois o desenvolvimento ,cada vez mais,precisa ser sustentável para todos.E como desenvolvimento gera riquesa e riquesa deve priorizar inclusão social também sustentável,a democracia,a participação,o debate devem ser cada vez mais estimulados.
    Parabens,mais uma vez,otima semana a todos e

    Não deixem de ler e multiplicar a idéia e debates em torno do jornal histórico Ficha Pública e o ranking dos vereadores que sairá em breve.

  16. Caros, para contribuir com o debate aqui, compartilho movimento interessante que conheci:

    Grupo chamado “Moradores de Pinheiros contra a Verticalização Desenfreada”. Segundo Eduardo, atualmente o grupo tem defendido a criação de um parque em terreno na Rua João Moura onde havia um casarão que, embora protegido pela Justiça, foi derrubado por uma construtora. Os donos do imóvel pretendem construir na área algumas torres e um shopping center. A proposta de criação do parque já se tornou Projeto de Lei e há uma audiência pública sobre o assunto marcada para setembro. Além disso, está circulando um abaixo-assinado em favor da criação do parque.

    O fato é que o zoneamento do bairro de Pinheiros permite a verticalização. Isso só poderia ser modificado com a revisão do atual Plano Diretor, que deveria acontecer este ano. No entanto, se o bairro conseguisse elaborar o seu Plano de Bairro, esse debate já poderia ser feito e serviria de subsídio para a revisão do zoneamento.

    Saiba mais sobre o grupo “Pinheiros contra a Verticalização”:
    Site: http://moverpinheiros.wordpress.com/
    Grupo no Facebook: http://www.facebook.com/groups/219598781449304/

  17. Sérgio, tenho clareza de como contribuiu decisivamente para que, na cidade, alguns setores socio-econômicos se organizassem para contribuir com o debate público. Sinto que nosso desafio (sim, cada vez mais sinto que os jundiaienses que buscam construir uma cidade melhor devem colocar isso à frente das diferenças) é ampliar este processo para outros setores já organizados, mas construir um diálogo com o cidadão comum. Para isso, os Planos Diretores de bairro são fundamentais!

    abraços do henrique

  18. Avatar Ronaldo Trentini disse:

    Caros, vamos lá. Por favor, alguém poderia indicar realmente quais são os problemas sérios de infraestrutura que Jundiaí enfrenta? Seria o fato de estarmos na média das cidades brasileiras, com menos de 40% das suas residências atendidas por redes de água e esgoto? Ou o fato de NÃO contarmos com uma estação de tratamento de esgoto, como acontece com a maioria das cidades brasileiras? Ou seria o fato de estarmos jogando nossos resíduos sólidos em um lixão a céu aberto, como também acontece com a média das cidades brasileiras? Qual deles é o verdadeiro problema?
    E, pelo amor de Deus, me digam: de onde tiraram essa idéia de que a cidade irá ganhar 60 mil novos moradores nos próximos anos? Para quem não sabe, eu vi essa informação brilhante publicada em uma reportagem no JJ, no início do ano passado, durante um debate que ocorreu na Câmara Municipal. E, na ocasião, fiquei chocado. Afinal, jundiaiense – aquele que já vive na cidade e até nasceu aqui -, por um acaso não tem o direito de comprar seu imóvel? Apenas pessoas que hoje não vivem na cidade podem fazer isso?

    • Avatar Marcelo Pilon disse:

      Caro Ronaldo. Você deve ter acesso aos secretários do atual alcaide. Solicite aos mesmos o numero de projetos aprovados entre 2010 e 2012, avalie e contabilize o tipo de empreendimento. Faça um paralelo com os dados do IBGE. Sabemos que dados são simples estatísticas, mas as informações devem refletir uma tomado de decisões. O que não acontece em Jundiaí. Em muitas ocasiões o maquiavelismo é um mantra entoado, por alguns “tratores” da prefeitura de Jundiaí. Os fins justificam os meios, ninguém deve estar acima da ética e moral para alcançar seus objetivos ou realizar seus planos. Devemos ser respeitados e ouvidos. Pergunte aos moradores da Ponte São João, Jardim da Serra e em outros bairros se estão felizes com os gigantescos empreendimentos imobiliários do lado de suas casas. Eu não estou e estou fazendo algo.

Deixe uma resposta para Getulio Venancio Junior Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Link original: https://votoconscientejundiai.com.br/vamos-preservar-jundiai-a-nossa-qualidade-de-vida-esta-em-jogo/